terça-feira, 23 de agosto de 2016

Programa Xuxa Meneghel #51 - 23/08/2016

Quem achou que o primeiro aniversário do Xuxa Meneghel não seria comemorado, se surpreendeu. Com exceção do Xou da Xuxa e do Mundo da Imaginação, os aniversários dos programas da loira passavam em branco, mas pelo jeito, com o XM vai ser diferente.
A externa que abriu o programa foi dedicada a uma história do tempo de escola da nossa Rainha. Xuxa já havia contado em diversas ocasiões sobre sua paixão platônica pelo professor de matemática Clóvis. A revista Fama, no ano de 1993, chegou a publicar uma foto pessoal da nossa loira com um presente do seu "querido professor":


Recentemente, em sua coluna da da revista Viva!Mais (Edição 866, de 06/06/2016) , Xuxa fez um apelo para descobrir o paradeiro de Clóvis, que surpreendentemente ainda mora em Bento Ribeiro. O reencontro revelou várias memórias dos tempos de escola da nossa Rainha - a maioria ainda desconhecida do público. Para um programa especial, não poderia começar de outra maneira.


No palco, a atração se iniciou com o novo quadro "Casou, Dançou", uma espécie de Na Lata temático em que três casais reviveram suas festas de casamento se apresentando com as músicas que dançaram na ocasião. Apesar de um pouco extenso, o quadro foi muito divertido e bem produzido, com os participantes tão bem ensaiados que ficou difícil decidir qual era o melhor.


A competição foi alternada com os musicais de Sandy e Tiago Iorc, as atrações da noite.



O juri foi completado com Nany People e Valéria Valenssa, que foi convidada por conta de sua aparição no 1º programa.


Nessa primeira parte, destaque para o momento em que Xuxa pediu a Tiago Iorc cantar a música "Coisa Linda", que segundo ela, sempre canta para Sasha e é uma das preferidas das duas.


Após o fim da competição e da dispensa dos demais convidados, Sandy se tornou o centro das atenções e inaugurou o quadro Papo Reto. O sofá deu lugar a duas cadeiras onde Xuxa entrevista seu convidado com perguntas bem diretas, com a ajuda de VTs em que pessoas aparecem contando o que fariam se fossem a Sandy. As primeiras perguntas feitas por Xuxa a Sandy fizeram um paralelo com o Intimidade exibido no Planeta Xuxa em 1999: cada resposta dada pela cantora foi comparada com o que foi dito na outra ocasião. Apesar da referência com a entrevista antiga, não apareceu nenhum VT ou menção ao Planeta.



"Eu Escolho Você" foi a música que Sandy cantou para encerrar o programa, com direito a  nossa Rainha desfilando com toda pompa de capa e coroa , além de uma colagem com imagens de algumas das edições mais marcantes do Xuxa Meneghel. Antes, agradeceu o público e passou sua mensagem sobre sonhos, bem parecido com o que fez no encerramento do 1º programa... "Faça o que você acredita que tem que ser feito, mesmo que o mundo todo diga o contrário. Lembre-se, tudo o que você precisa saber está dentro de você."



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Quando Xuxa virou Quadrinhos - Parte Final

Por: Leandro Franco


Em novembro de 1988, a Rede Globo começou a veicular um filme publicitário de 15 segundos que mostrava Xuxa de costas ao som da música “vira, vira, vira, vira....”. Ao final ouvia-se a pergunta: “o que será que a Xuxa vai virar?


A resposta veio  no dia 17/11 do mesmo ano, data em que foi lançada oficialmente a Revista da Xuxa


A revistinha da loira durou 7 anos (se incluirmos a fase promocional da Arisco). O universo de Xuxa nos quadrinhos em nada deixou a dever aos já tradicionais personagens (Disney, Turma da Mônica, Trapalhões). A loira fez bonito no ranking dos gibis mais vendidos durante toda sua existência. Vocês puderam conferir aqui no Xuper Blog uma série de posts contando todos os detalhes de cada edição, da nº 0 à nº 68, só que ainda temos histórias para contar, números e curiosidades para mostrar...



O início de tudo...

A Revista da Xuxa foi produzida por, pelo menos, cinco estúdios diferentes: ArteCômix, Farias & Paulo José, ZW Arte e Estúdio, Aluir Amâncio Produções e AW Art & Studio.


O primeiro estúdio responsável foi o ArteCômix, comandado pelos desenhistas Hélcio de Carvalho e João Paulo, o JP.  Porém, a pessoa que deu vida ao primeiro desenho de Xuxa para a Editora Globo foi o desenhista Gustavo Machado, que não trabalhava no estúdio.


Foto: Arquivo pessoal de Gustavo Machado

Um amigo de Gustavo, Watson Portela, havia sido convidado para desenvolver os desenhos da loira, mas como não era bem sua área de atuação, resolveu apresentar Gustavo ao estúdio.

Chegamos ao estúdio da Arte & Comics e fomos muito bem recebidos pelos sócios. Watson fez então uma pequena encenação de suspense, apresentando em seguida minha pasta com os estudos da rainha dos baixinhos como sendo dele. Hélcio literalmente aguardava ver o material esfregando as mãos. Pegou ansioso o material, olhou atentamente e em seguida soltou um: “Putz, ficou do c*ralho, Watson!”. Meu amigo então, um tanto canastrão, revelou a verdade proferindo com garbo: “Pois então, agora vou lhes dizer... Não fui eu que fiz esses desenhos, e sim o meu amigo baixinho aqui, o Gustavo!”. Confesso que naquele momento cheguei a me arrepender de topar aquela brincadeira, enquanto olhava atentamente a reação do Hélcio. Ele congelou uma expressão de surpresa por um átimo de segundo que pareciam horas... Para nossa sorte, Helcio levou aquela galhofa na esportiva e com o mesmo sorriso e reação de antes, me parabenizou efusivamente pela criação. Disseram que estavam “apanhando” para fazer uma concepção visual que agradasse a Xuxa e sua produtora, pois o material sempre voltava com um aval negativo. Vários desenhistas já haviam tentado sem sucesso. Já calejados e baseados no gosto exigente das clientes, Hélcio e JP acreditavam que a minha versão tinha tudo para agradar definitivamente as duas. E assim foi.



Sabiam que a primeira HQ da Xuxa não foi a publicada na n.0? Pois é, Gustavo conta que a 1ª aventura da loira nos quadrinhos foi “Pra Lá das Estrelas” publicada como a penúltima historinha da Edição 1 do gibi. Além disso, ele nos revela outras curiosidades:

"Sozinho, desenhei algumas capas e grandes ilustrações que serviriam de pôsteres nas revistas, além de um cartaz para as bancas anunciando o lançamento da revistinha."

 Arte de Gustavo que foi aproveitada para ser o poster que veio de brinde na
Edição 3 (Março de 1989)


Eu e Watson produzimos juntos a primeira HQ da Xuxa. Eu desenhei e Helcio pediu que Watson ao menos desse a honra de fazer a arte final, que ele aceitou e produziu lindamente como sempre. Outra HQ da Xuxa foi produzida em ritmo acelerado, pois seria para o número zero da nova revista, uma edição gratuita como brinde nas edições dominicais de alguns grandes jornais, totalizando a exorbitante tiragem de três milhões de exemplares. Não pude me comprometer com essa HQ, mas fiz a capa que foi finalizada e colorida pelo Henrique Farias, um talentoso veterano dos quadrinhos e amigo, que havia começado a carreira fazendo quadrinhos na Ebal, no Rio de Janeiro. Além da capa do número zero, precisei redesenhar todos os rostos da Xuxa da HQ desenhada por outros desenhistas, pois haviam sido reprovados na avaliação.


A 1ª HQ da Xuxa: desenho não finalizado de Gustavo Machado.
Notem a data que marca o início de tudo: maio de 1988

Versão finalizada por Watson Portela, que foi publicada na edição n.1 (dezembro de 1988).
Há mudanças em alguns elementos, como a roupa da Xuxa e a substituição da
canção "Festa do Estica e Puxa" pelo "Abecedário da Xuxa"

Pouco tempo depois a Revista passou a ser produzida pela Farias & Paulo José. Inclusive foi o Henrique Farias quem coloriu a capa da edição n.0. Conversamos também com o Sr. Paulo José, que nos contou mais algumas curiosidades:

 Desenho de Gustavo Machado que recebeu a finalização de Farias
para se tornar a capa da Edição nº 0


Como surgiu o convite para o estúdio Paulo José e Farias fazer a Revista da Xuxa? Vocês já haviam trabalhado com ela anteriormente?
Não.  O Farias foi convidado pelo Hélcio um editor que produzia para a Globo.O Farias me convidou pra trabalhar junto com ele. Eu desenhava e, às vezes, escrevia e o Farias fazia a arte final. Posteriormente passamos a trabalhar direto com a Editora Globo.

Com quanto tempo de antecedência faziam as histórias? Era a própria Xuxa quem aprovava todas?
Nós preparávamos cada revista com um a dois meses de antecedência. As histórias e desenhos eram enviados para ela aprovar. O desenho dela tinha sempre que estar lindo, ou não aprovava. Ela sempre mandava um modelo de roupa que deveríamos seguir. Era um saco desenhar aquelas roupas.

Foto: Arquivo pessoal de Paulo José da Silva


E o “bicão” das HQs? Afinal quem é ele?
Se você acompanhou nossos posts vai se lembrar do famoso “desconhecido” Wander. Um personagem que sempre aparecia nas historinhas como figurante. O rapaz apareceu de tudo quanto foi jeito, até no túmulo...
E quem é essa pessoa?
Tivemos a grata surpresa de receber um comentário bastante esclarecedor de Willian Borba que foi desenhista do Estúdio AW. Além de nos revelar quem era o Wander, também contou porque isso acontecia:

Eu, assim como vários outros artistas, trabalhava na época para vários títulos da Editora Globo e Editora Abril (como Heróis da TV e Aventuras dos Trapalhões) através do estúdio AW, que pertencia ao artista Wanderley Mayhé, o "bicão" que aparece em várias das histórias como Wander. É praxe dos artistas desenhar amigos e colegas de trabalho como uma forma de brincadeira e homenagem aos mesmos. O próprio Wanderley desenhou várias das histórias da Xuxa e não deixou de incluir-se nelas como uma forma de “assinar” a obra, uma vez que, diferente da Editora Abril, a política interna da Editora Globo proibia que os artistas free-lancers tivessem seus nomes nos créditos.



Willian também “assinou” sua obra. Ele nos contou que é o desenhista que aparece conversando com a Xuxa na história “Falta de Espaço” publicada na edição 60 (Dezembro de 1993). Um “exercício de metalinguagem” como ele disse.


E existem histórias inéditas que foram engavetadas! Como lidar com isso, gente?

"Devo dizer que o título (revista) foi encerrado com meses de antecedência, devido a problemas entre a produção da Xuxa e a Editora Globo. Várias das histórias que desenhei naquele último ano do título ficaram engavetadas, apesar de terem sido até mesmo arte-finalizadas e letreiradas, estando inéditas até hoje." - contou Willian

Willian leu nossos posts e fez questão de esclarecer algumas coisas que nos deixavam com a “pulga atrás da orelha”... Da confusão com os nomes das Paquitas aos deslizes pela falta de correspondência com o universo dos programas. Tudo bem explicado...

"Quanto a algumas das críticas, preciso esclarecer que os desenhistas baseavam-se nos roteiros e model sheets que recebiam, desenhando apenas o que era pedido pela equipe editorial, que mudava os nomes de alguns personagens quando da publicação, como no caso da paquita Pituxa, que apareceu como sendo Xiquita na edição 38. A maioria de nós só tinha contato com o universo da Xuxa por meio desses materiais que nos entregavam, uma vez que não tínhamos tempo para assistir a seus programas."


Os Números da Revista da Xuxa

Se as aventuras, na maioria das vezes, eram uma grande brincadeira para Xuxa e sua turma, definitivamente não podemos dizer o mesmo dos números que envolvem a história do gibi. Vamos, literalmente, contar?

1. A edição nº 0 teve uma tiragem recorde de 3.000.000 de exemplares. Obviamente esse número aconteceu porque a edição foi distribuída gratuitamente juntamente com  os principais jornais do país, numa ousada estratégia de marketing da Editora Globo , que investiu US$600 mil para produzir e fazer o lançamento do gibi.

2. A edição nº 1 ganhou uma tiragem de 700.000 exemplares, que chegaram às bancas no dia 07/12/1988. De acordo com o Diretor da Divisão Infanto-Juvenil da Editora Globo na época, Rogério Rahier, esse número representava mais que o dobro de outras publicações do gênero, como a “Mônica” de Mauricio de Sousa

Anúncio publicado no Jornal O GLOBO em dezembro de 1988
e em outros gibis da Editora Globo



3. Cada edição tinha cerca de 66 páginas, sendo que geralmente 6 eram destinadas aos anunciantes. Ao final da publicação tivemos aproximadamente 3738 páginas – aqui considerando a fase de banca com 60 páginas e a fase promocional com 11 páginas cada.


4. Já que falamos de anunciantes; muitas vezes os produtos da Xuxa estamparam as páginas da Revista. Foram 30 anúncios que divulgaram bonecas, tênis, relógio, roupas de cama, discos, mini-games e até mesmo a Xuxa Turismo que não era um produto e sim uma empresa da loira.



5. O número de historinhas inicialmente seria em torno de 5 ou 6 por edição, mas isso durou pouco. A maioria das edições teve entre 7 e 9 histórias. As edições com menos histórias foram a n.1, a n. 2 e a n. 50 (5 historinhas) e a que teve maior número foi a n.60 (12 histórias – o que era esperado, afinal ela teve 50 páginas a mais que uma edição comum).

6. Foram publicadas 472 histórias, considerando da n.0 até a n.68.

7. Das 472 histórias, Xuxa apareceu em 318 delas, independente de ser a protagonista da aventura.

8. Uma das seções mais divertidas do gibi era o “Correio da Xuxa”. Aparecia de tudo! Gente pedindo beijo, pôster, foto, fita VHS (!!!), seção de acrósticos (oi?), passatempos (para isso criaram o Almanaque da Xuxa). Todo mês eram publicadas algumas cartinhas e ao final contabilizamos 676 cartas!


9. Se fosse o “Xou da Xuxa”(Rede Globo), o baixinho telespectador escreveria as três coisas que mais gostava e as três coisas que menos gostava no programa. No gibi daria para fazer uma espécie de “as três coisas mais pedidas”: pôsteres (Xuxa e sua turma), passatempos e Paquitos. Tudo com “p”... puxa!


10. Paquitos! Os moços nunca tiveram vez no gibi da loira. No começo Xuxa ainda emendava um “eles vão aparecer, aguardem”, depois acabou deixando pra lá e usou o tradicional “sua sugestão está anotada e será estudada com muito carinho”. Foram 27 cartinhas de admiradoras dos rapazes. No gibi nunca apareceram, mas pra matar a curiosidade de como seriam os Paquitos em versão quadrinhos, o álbum de figurinhas Xuxa de 1991 trouxe uma figurinha retratando dois deles. Quais seriam?



11. Outra seção foi a “Dicas pros Baixinhos” onde abordava-se de tudo. Foram 148 dicas ou 156, se considerarmos as dicas da Arisco. Entre as dicas estava o assunto Astrologia. O tema foi abordado somente uma vez, embora os leitores pedissem bastante uma seção da Madame Caxuxá com previsões para os signos. Caxuxá também não apareceu e, assim como os paquitos, só teve uma versão desenho num álbum de figurinhas, mas o dela foi no de 1987. Curiosamente, a seção da madame Caxuxá chegou a ser divulgada com uma das novidades do gibi: “Para os próximos números, mais novidades, como as previsões astrológicas de Madame Caxuxá” publicou o jornal “estado de São Paulo”, no suplemento “Estadinho” em 04.12.1988.




12. No primeiro ano da publicação,utilizaram o recurso de apresentar os personagens ao publico leitor através de Fichas-Perfil. Foram 36 fichas mostrando toda a turma, encartadas da edição n.2 até a edição n.10.

13. Com os personagens já apresentados, as Fichas-Perfil foram substituídas pelas Fichas-Bichos; 92 bichos foram apresentados em suas características e curiosidades, encartadas da edição 15 até a n.60.


14. Por 19 vezes a Revista da Xuxa trouxe um brinde para seus leitores. De papéis de carta à caneta, passando por adesivos e os tão sonhados pôsteres (incluindo a fase promocional da Arisco)



15. A Revista da Xuxa teve 3 “derivados”: o Almanaque da Xuxa (8 edições), a Revista de Montar da Xuxa (5 edições) e o Gibizinho da Xuxa (7 edições). Existiu ainda um Gibizinho dedicado às Paquitas, únicas personagens que tiveram esse “mimo”. Falando em personagens...





Os personagens em números

Vimos que a Turma da Xuxa era composta de 36 personagens de acordo com as fichas-perfil, mas na verdade esse número sobe um pouco.  As fichas só contabilizaram, por exemplo, as 4 primeiras Paquitas e ignoraram o Praguinha e a Mocreia Fantástica, que tiveram mais importância que muito personagem mostrado nas fichas.

Jô e Tuca são exemplos de personagens que raramente deram as caras

Determinar uma hierarquia nesse “elenco” é difícil. Ao longo dos 68 números, vimos personagens crescerem e outros que pareciam promissores desaparecerem. Claro que a trinca de ouro marcou presença até o fim... Dengue, Praga e Moderninho foram, sem dúvida, os destaques como personagens co-protagonistas. Curiosamente, no programa Xou da Xuxa, esse trio não tinha metade do destaque que tinham as Paquitas e no gibi os três ganhavam de lavada das soldadinhas da Xuxa.


Alguns personagens feitos exclusivamente para o gibi também tiveram seus momentos sob os holofotes: Tupinixim, o índio amigo de Xuxa; Praguinha, o filho do Praga e Robuxo, o robozinho filhote da Nave da Xuxa.






Vamos contar mais um pouco?

1. Obviamente Xuxa foi a única que apareceu em todas as capas, mas com quem ela mais dividiu essa exposição? Outros 14 personagens tiveram seu momento “capa de revista”.

2. Nosso pódio de “Garotos da Capa” ficou assim: 
Praga = 21 vezes
Moderninho = 19 vezes
Dengue = 12 vezes



3. Internamente, Xuxa também dividia as atenções das histórias com sua Turma. A loira protagonizou 265 historinhas, Praga teve 85, Moderninho comandou 81 e o Dengue foi o astro de 43 aventuras.

4. A macaca Jô apareceu 1 vez somente em toda a existência do gibi. Jô entrou muda e saiu calada numa aparição relâmpago no aniversário da Maria (edição 26 – Fevereiro/1991).


5. Vocês já sabem que grande parte dos personagens foi inspirada em pessoas que trabalhavam com Xuxa na época da publicação dos gibis, certo? Paulista (Reinaldo Waisman), Mumu (o saudoso My Boy, sonoplasta do Xou); Sandrão (Sandra Bandeira, figurinista de Xuxa); Pavão (Oswald Berry, coreógrafo do Xou), Jesus (Magno, segurança pessoal da loira até hoje)... Por duas vezes a equipe deu uma escorregada e misturou vida real com fictícia.

Na edição nº 0, o Pavão foi chamado de Berry (sobrenome verdadeiro do
coreógrafo que inspirou o personagem)

Na edição nº 11 foi a vez de confundirem o nome de Jesus com o do segurança de Xuxa,
Magnum, que inspirou o personagem

É bom voar nas asas da Imaginação...

E assim encerramos nossos posts sobre a Revista da Xuxa. A publicação, sem dúvida, foi o item que mais mexeu com o lado lúdico do universo Xuxa. Em que outra situação poderíamos ver a Nave cruzando galáxias... conhecer a família do Praga... embarcar nas loucuras do Moderninho... se divertir com as trapalhadas do Dengue... encontrar Xuxo e Pimpo falando como humanos? O gibi escreveu – de forma brilhante – seu capítulo na história da loira e na infância de muita gente. Essa história acaba aqui, mas “quem quiser que conte outra”...

Ah, somente por duas vezes o “FIM” não foi escrito dentro da silhueta do beijinho: na edição 30 (numa história do Praguinha) e na última edição da Revista (n.60) 
antes de se tornar promocional.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Programa Xuxa Meneghel - 1 ano

O programa Xuxa Meneghel trouxe, sim, a Xuxa que queríamos ver e nesse vídeo está a prova disso. Hoje o programa completa 1 ano! Uma data a ser comemorada em grande estilo. Um ano de desafios, acertos e erros. Um ano da atração que simboliza o passo mais decisivo da carreira de Xuxa.

Xuxa pôs em prática o que por tantos anos quis nos ensinar: “esteja o meu destino onde estiver, eu vou buscar a sorte e ser feliz!”. E justamente por buscar o que lhe é de direito, Xuxa foi questionada como profissional e toda sua experiência de mais de 30 anos de TV foi desconsiderada por muita gente que se diz entendida de tudo.

Xuxa continua Xuxa. É fácil ver isso, basta enxergar além de um figurino, um cenário ou uma emissora. Basta enxergar como o amor lhe deixar...
Parabéns, Xuxa Meneghel! Que venham muitos anos mais... 


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Xuxa e as Olímpiadas

Por: Leandro Franco

O Programa Xuxa Meneghel teve um breve recesso em razão da cobertura que a Rede Record vem fazendo das Olimpíadas 2016. A atração da loira só volta a ser exibida no próximo dia 22 de agosto, quando comemorará 1 ano no ar.



Para amenizar a ausência de Xuxa na telinha, escolhemos dois momentos em que as Olimpíadas estiveram diretamente ligadas à loira: anos 2000 e 2004.

Olimpíadas de Sydney (Austrália) – 2000

Uma das edições do programa Xuxa Park (Rede Globo) foi dedicado ao tema olímpico. Exibida em 16/09/2000, a atração foi ao ar exatamente um dia após a abertura oficial dos Jogos de Sydney. A abertura do programa aconteceu de forma atípica: Xuxa não chegou em sua nave, nenhuma música de seu repertório foi tocada, mas isso em nada diminuiu o brilho do programa temático. A loira apareceu no palco estrategicamente posicionada para acender uma representação da tocha olímpica colocada no cenário.


A trupe dos palhaços que fazia figuração estava  caracterizada como atletas das mais diversas modalidades olímpicas. O “bom dia” foi sobre os 80 anos de participação do Brasil nos jogos e até a Xuxinha passou seu incentivo através de suas vinhetas a cada final de bloco e no palco contou sobre os jogos na Grécia. Até Sasha foi torcer pelo país. A pequena, com apenas 2 anos na época, se divertiu  com as atrações e apareceu durante todo o programa.


Curiosidade: foi nesse programa que Xuxa apresentou pela 1ª vez a música Cinco Patinhos do projeto Xuxa Só Para Baixinhos. A faixa é anunciada como “Patinhos”.
Confira o vídeo do programa na íntegra:



Olimpíadas de Atenas (Grécia) – 2004 

108 anos depois da realização da primeira edição dos jogos, as Olimpíadas voltaram a acontecer em Atenas; algo que por si só já era marcante, afinal foi lá que tudo começou, mas havia algo mais a marcar a celebração. Pela primeira vez a tocha olímpica passou por todos os continentes e para nós foi mais especial: a cidade do Rio de janeiro foi a escolhida para representar toda a América do Sul na passagem da tocha. E quem marcou presença como uma das condutoras do símbolo olímpico? XUXA, claro!


A loira foi escolhida em razão de seu trabalho frente à Fundação Xuxa Meneghel. A confirmação de que a apresentadora seria uma das condutoras aconteceu no final de março daquele ano. Junto com Xuxa, apenas mais três pessoas foram chamadas por sua atuação frente à projetos sociais relevantes para a população: Zilda Arns (Fundadora da pastora da Criança), Rosa Célia Pimentel (idealizadora e coordenadora médica do Pró Criança Cardíaca) e Daniel Souza (filho do sociólogo Hebert de Souza, o Betinho).

O reconhecimento ao trabalho de Xuxa não veio só na forma de ser uma das participantes do revezamento da Tocha.  Os quatro escolhidos foram convidados pela Coca-Cola, patrocinadora mundial da corrida de revezamento da Tocha Olímpica, para formarem um comitê, que indicou mais oito pessoas para participar.
"O nosso objetivo foi o de reunir pessoas com histórias extraordinárias de vida. Gente conhecida e também desconhecida" - disse Andréa Mota (gerente de marketing e líder do projeto do Revezamento da Tocha Olímpica Atenas 2004 da Coca-Cola) em declaração ao jornal Estado de São Paulo em 26/03/2004.

A tocha chegou ao Rio de Janeiro em 13/06/2004. O símbolo olímpico passou pelas mãos de 124 condutores ao longo de 49 quilômetros. Xuxa foi 111ª condutora. A loira recebeu a tocha das mãos de Joaquim Cruz (medalhista de ouro no atletismo em Los Angeles / 1984) no alto do Pão de Açúcar, tendo o Cristo Redentor e toda a cidade do Rio de Janeiro ao fundo.


“É um momento indescritível! Sinto-me como um símbolo segurando outro e não estou aqui como uma personalidade e sim como uma cidadã comum. Quem dera que o espírito esportivo fosse o mesmo de outras relações humanas. Se isso acontecesse, naturalmente viveríamos num mundo mais justo. Guardarei esse momento como um dos mais importantes da minha vida”
Declaração de Xuxa publicada no “Jornal dos Sports” em 14.06.2004
Como se não bastasse toda a emoção do ato em si, o evento ainda proporcionou outro momento marcante para nossa loira; a ela cabia o trajeto do Pão de Açucar até o Morro Cara de Cão. Graças a esse trajeto, Xuxa conheceu o Pão de Açúcar e andou pela primeira vez no bondinho.


“Vim para o Rio com 7 anos, mas meu pai nunca me trouxe aqui. Hoje é a primeira vez. Que vergonha dizer isso.”
Xuxa (Contigo de 17.06.2004)
Xuxa entregou a tocha para Roberto Baggio (fundador e diretor-executivo do Comitê para Democratização da Informática), um dos oito escolhidos pelo comitê do qual Xuxa fazia parte. A passagem da Tocha Olímpica pelo Brasil durou 9h e durante esse período a chama se apagou 4 vezes, uma delas foi exatamente quando Xuxa recebeu a tocha das mãos de Joaquim Cruz. A loira preferiu reacender a chama a trocar de tocha, o que é permitido pelo protocolo.

Esse ano Xuxa não participou do revezamento, mas nem precisava. Ao ser escolhida por seu trabalho social frente a sua Fundação, Xuxa mostrou que melhor que ganhar o ouro na competição, é ganhar o ouro no coração... e isso ela faz todos os dias, não somente de 4 em 4 anos.


LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...