quarta-feira, 30 de junho de 2010

Arquivo do blog: Especiais de aniversário do Xou da Xuxa



Xou da Xuxa especial 2 anos


Xou da Xuxa especial 3 anos P.1 P.2 P.3

Túnel do Tempo: Eu Xou da Xuxa

Nos primeiros anos do "Xou da Xuxa", quem ia nas gravações do programa ganhava o seguinte adesivo:


O mesmo adesivo era colado nos microfones que Xuxa usava nessa mesma época:


O adesivo não era comercializado e é uma exclusividade de quem participava das gravações do programa.

Linha do Tempo: Xou da Xuxa 4 anos (30/06/1990)

O "Xou da Xuxa" especial de 4 anos, exibido há exatamente 20 anos, mudou seu formato para fazer uma retrospectiva dos seus 4 anos de sucesso. Xuxa desceu da nave ao som do instrumental original de "Doce Mel" e em seguida cantou um trecho de "Lua de Cristal". 


O programa não contou com platéia nem crianças no palco e Xuxa chamava os VT's de retrospectiva do cenário, que foi modificado para a comemoração. Havia um enorme livro, intitulado "Xou da Xuxa 4 anos", o qual a apresentadora abria e chamava os vídeos.


Muitos momentos do programa foram relembrados e algumas colagens, ao som de "Lua de Cristal" instrumental, foram exibidas - as mesmas reprisadas no último "Xou da Xuxa". Em um dos VT's, Xuxa mostrava alguns dos funcionários que trabalham na equipe do "Xou", como My Boy, Russo, Reinado Waisman e Sandra Bandeira.


Algumas crianças entravam no palco, presenteavam Xuxa e parabenizavam pelo aniversário do programa. Crianças de outros países também participaram.


Xuxa recebeu uma homenagem de um grupo muscial da época, no palco do programa, que cantaram uma música sobre sua vida.


O programa também contou com sorteios, que teve como fundo musical "Terra Prometida" do especial de 1989 - que naquela época ainda não havia sido lançada. 


No final, com outro figurino, e com a presença de vários idosos no palco, Xuxa cantou a música "Cabeça de Algodão", em homenagem às pessoas da terceira idade.


Xuxa encerrou falando sobre o número 4, fazendo várias referências de onde o número aparece: as quatro estações, quatro pontos cardeais, quatro letras que formam seu nome, etc.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Linha do Tempo: Xuxa Park 10 anos (29/06/1996) - P.2

Ainda no clima Paquitas, Andréia Faria (Sorvetão) e Letícia Spiller (Pituxa Pastel) surpreendem Xuxa cantando a música "Fada, Loira, Menina" - a mesma do especial de 27 anos da apresentadora.


No mesmo bloco, Xuxa mais uma vez é surpreendida, agora pelas gêmeas Mariana e Roberta Richard, que também cantam a mesma música. Xuxa chora e ao mesmo tempo dá gargalhadas, por ve-las cantando pela primeira vez.


No último bloco, Xuxa aparece com uma roupa diferente, usando agora um elegante vestido preto e cabelo amarrado. Xuxa chama as crianças Elaine e Buiú, da Fundação Xuxa Meneghel, que também participaram do especial de 27 anos da apresentadora, em 1990.


A turma toda reunida corta o bolo e sopra as velas, ao som de "Parabéns da Xuxa", como nos especiais de antigamente. Xuxa chama pessoas da platéia para oferecer o bolo e representar seu público.


O momento mais emocionante do programa é quando entram Andréa Veiga, Aline Barros e Angel Mattos, que cantam a inesquecível e marcante "Minha Rainha". Enquanto isso, Marcelo Faustini supostamente toca o piano colocado no palco. Xuxa se debulha em lágrimas.


Xuxa termina com um depoimento emocionado, ao dizer que seu público foram as primeiras pessoas a respeita-la, já que ela sofria muito preconceito na época de modelo. Ao lado de toda sua turma, ela canta "Valeu", dá uma marquinha na câmera e sobe na nave ao som do inesquecível instrumental de "Doce Mel".

Linha do Tempo: Xuxa Park 10 anos (29/06/1996) - P.1

No dia 29 de junho de 1996, o "Xuxa Park" foi repaginado para comemorar os 10 anos de carreira da Xuxa na TV GLobo. O programa surpreendeu a todos por trazer de volta ao cenário a nave espacial do "Xou da Xuxa":


A música "Amiguinha Xuxa" serviu de tema para a descida do disco voador, como nos velhos tempos, com direito a coreografia da época. Após um bom dia emocionado, Xuxa ainda canta "Passatempo", toma café da manhã e dança com as Paquitas "Quem qué pão". O programa contou com a participação de Dengue e Praga no palco, como nos velhos tempos.


Xuxa chama um VT que, ao som de "Vamos Comemorar", mostra diversas imagens dos programas da apresentadora na Globo e no exterior. Elas são mescladas com imagens de funcionários da equipe dos programas e da Xuxa Produções, simbolizando o número dez com as mãos. Após o VT, eles aparecem reunidos no palco, com Xuxa.


Para representar os artistas que passaram pelo programa, Xuxa chama a banda "Baba Cósmica", que na época prometia ser a sucessora dos Mamonas Assassinas. Após a banda cantar, é mostrado um VT de vários artistas participando dos programas, inclusive os Mamonas, no final do vídeo.


As Paquitas e o grupo You Can Dance fazem uma surpresa pra Xuxa ao cantar a música "Quem é que", cantada em 1990 quando Xuxa fez 27 anos, pelas Paquitas e Paquitos da época. Apenas Andrezza, Diane e o grupo You Can Dance cantam a música. No segundo verso, Caren e Diane dublam as vozes da gravação original com outras Paquitas.


Em um dos blocos, Xuxa se reune com as Paquitas e conta um pouco de como surgiu a idéia das assistentes de palco. Xuxa se mostra bastante nervosa enquanto fala. Mais um VT de imagens antigas é mostrado, agora com uma colagem de todas as gerações de Paquitas até o momento. Após assistir, Xuxa assusta seu público dizendo que, provavelmente, a New Generation seria a última geração de Paquitas.

domingo, 27 de junho de 2010

Espaço do fã: Show de Cristal

Mash-up dos filmes "Show Bar" e "Lua de Cristal", criado pelo fã Jose del Duca, dividido em duas partes. O áudio de "Lua de Cristal" foi mixado nas cenas do filme "Show Bar" e casaram perfeitamente!



TV Xuxa Web 26/06/2010

Um programa com nada muito interessante para os fãs da apresentadora. Dessa vez não reservaram o segundo bloco para imagens de bastidores ou curiosidades da Xuxa, o que torna o programa bem menos interessante. As pessoas que costumam assistir ao programa feito pra Web são, pelo menos em sua maioria, os fãs mais "chegados" e o programa deveria ser feito pensando nesse público, que busca ver Xuxa sempre em 1º plano.

1º Bloco: Mais uma vez o programa da internet se mostra mais atual do que o exibido na TV, já que Xuxa comenta sobre a copa do mundo e chama um VT onde alguns atores comentam onde costumam assistir aos jogos. Uma das melhores partes do programa é o quadro "Tô no Site", no qual Xuxa mostra e comenta, entre outros, o vídeo que ficou popular no youtube de uma menina de 2 anos cantando a música "Docel Mel".


2º Bloco: Talvez o bloco menos interessante, que mostra Fly comentando sobre os vários estilos de dança, afim de promover o concurso de dança de rua. Depois, como já é de praxe, alguns atores dão dicas de beleza.


3º Bloco: Sandy, nos bastidores do programa, quando gravou sua participação, tenta falar em 20 segundos sobre si - prato cheio para os fãs da cantora. Também nos bastidores da gravação, Monique Alfradique estende a "Memória X" gravada para os próximos programas e conta uma das histórias da época de Paquita (mas infelizmente sem mostrar imagens de arquivo). E o curioso quadro "Três Coisas" conta com a participação de Fernanda Vasconcellos.

sábado, 26 de junho de 2010

Vídeo Exclusivo: Paquitas cantam "Mangas de Fora" no "Xou" em 91

Vídeo das Paquitas se apresentando no "Paradão dos Baixinhos" em 1991, cantando a música "Mangas de Fora". Após a apresentação, Xuxa pergunta ao público se eles reconhecem a música do filme!

Música: Mangas de Fora


Lançamento e Composição
"Mangas de Fora" é a 9ª faixa do segundo álbum "Paquitas", lançado em 1991. A composição é de Michael Sullivan e Paulo Massadas, autores de outras músicas das Paquitas como "Sonho de Verão" e "Marciano". A música foi composta especialmente para o filme "Lua de Cristal", sendo lançada apenas 1 ano depois no álbum das Paquitas, com os vocais regravados.

Letra e Arranjos
A letra faz metáforas entre várias ações - como varrer e brilhar - com a determinação para correr atrás dos sonhos. Algumas onomatopéias utilizadas, como no trecho "roc roc roc, meu serrote é de ferro", dão uma conotação mais infantil à música. O sentido da letra é bem parecido com a moral e história do filme. Os arranjos mais evidentes da base instrumental são os teclados e o solo de sax.

Trabalho e Repercussão
A música só foi trabalhada após o seu lançamento em 1991, sendo cantada algumas vezes na íntegra pelas Paquitas não só no "Xou" como em outros programas. "Mangas de Fora" é uma das músicas mais marcantes do segundo álbum e uma das preferidas dos fãs, e também uma das que tiveram maior repercussão, por fazer parte do filme "Lua Cristal".

Comparação entre as versões
A 1ª versão, que faz parte da trilha sonora de "Lua de Cristal", e que só foi lançada em 2001 no DVD do filme, tem os vocais trocados e bem diferentes da versão oficial, lançada no segundo álbum em 1991. Nessa versão do filme, a ordem dos vocais das Paquitas é: Letícia, Ana Paula Almeida (1ª e 2ª estrofes), Priscila, Roberta, Juliana, Cátia (repetição das estrofes) e Tatiana (repetição da estrofe final). A 2ª versão conta apenas com os vocais de quatro Paquitas: Roberta, Cátia (1ª e 2ª estrofes), Priscilla, Flávia (repetição das estrofes) - na repetição final, Flávia canta novamente.

Versões:
Versão do álbum ~ 4:34
Versão do filme (lançada no DVD) ~ 4:29

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Lua de Cristal: DVD/VHS



O filme "Lua de Cristal" foi disponibilizado em VHS no final de 1990. Antes do filme, há uma imagem de Xuxa, sentada no cenário do "Xou da Xuxa" comentando sobre os filmes "Super Xuxa contra Baixo Astral" e "A Princesa Xuxa e os Trapalhões", que havia atuado recentemente e foram lançados pela Globo Vídeo:























Em 2001, o filme foi lançado em DVD pela Somlivre e trouxe algumas novidades. Além do filme na íntegra, o DVD disponibilizou no "DVD-kê", pela primeira vez, algumas músicas do filme que antes jamais foram lançadas e ouvidas na íntegra pelo público. Outra novidade foi o making-of, gravado naquele ano, que na verdade são apenas depoimentos de Xuxa e da equipe - mas sem mostrar nenhuma imagem de bastidores. Além disso, o DVD vem com um menu animado, mas bem simples; há seleção de cenas e áudio em 5.1 (que na verdade é fake pois cada um dos 5 canais possuem praticamente o mesmo áudio).


DVD-kê: Músicas disponibilizadas em áudio digital nas versões normais e em karaoke (arranjos originais com acompanhamento instrumental). As músicas disponibilizadas estão descritas na cap a seguir:


Making-of: Xuxa é a única do elenco do filme a dar depoimento. Além dela, apenas Diller Trindade (produtor), Michael Sullivan (produtor musical) e Ary Spearling (arranjos e regência da trilha) dão depoimentos sobre o filme.


Música: Lua de Cristal


Informações gerais e composição
"Lua de Cristal" é a 6ª faixa do álbum "Xuxa 5", sendo a última do Lado A nas versões em LP e K7. A música é composta pela dupla Michael Sullivan & Paulo Massadas, compositores de várias outras músicas de sucesso. Marlene Mattos, na época, encomendou à dupla uma música que falasse sobre as mensagens de incentivo que Xuxa sempre dizia no "bom dia" do "Xou da Xuxa", para que também servisse de tema do filme que se chamaria "Xuxa e a turma invencível".

Letra
O resultado foi uma letra em que diz que tudo é possível com a força do querer e da fé. "Tudo que tiver de ser será" se tornou uma das frases mais marcantes da música. Sua letra popularizou e polemizou ainda mais a maneira com que Xuxa se refere à Deus, chamando-o de "cara lá de cima". A ponte da música, cantada em coro pelas Paquitas, faz referência à "turma invencível" e reforça o título que o filme teria ao citar "nós somos invencíveis". O refrão é uma reverência à lua e faz analogia dela com uma força maior, ao pedir que se torne uma estrela.

Base instrumental
A base instrumental foi produzida por Ary Spearling, que também faz os arranjos de várias outras músicas de Xuxa e da trilha do filme. Ela é muito forte e emocionante, e se tornou uma das marcas da apresentadora, já que a partir daí a versão instrumental passou a servir de tema para os momentos de emoção dos programas.

Lançamento e Sucesso
A música foi lançada no programa exibido dia 27 de março de 1990, no aniversário de Xuxa. A partir daí, "Lua de Cristal" passou a ser muito trabalhada no programa. Antes de ser lançada a música se tornou um sucesso, ainda mais depois do lançamento do filme. Ela alcançou o 1º lugar nas rádios brasileiras e foi muito executada por mais de um ano.

Regravações
"Lua de Cristal" teve várias regravações. Em 2004, para o especial de dia da criança do "Xuxa no Mundo da Imaginação", em 2005 para o álbum "Xuxa Festa", a qual é cantada em dueto com Sasha. Mais recentemente, a música foi gravada em versão lírica para o especial "Xuxa e as Noviças", de 2008, e disponibilizada no "Clube da Xuxa". Em 2003, foi noticiado que Xuxa e Michael Sullivan regravaram a música em dueto para um álbum solo do cantor. Em 1991, ela ganhou uma versão em espanhol intitulada "Luna de Cristal", bem fiel a versão original.

Coreografias
A coreografia utilizada no filme também foi feita no palco do "Xou da Xuxa", antes da música ser lançada. Com o tempo, a coreografia foi totalmente modificada e foi utilizada até recentemente, quando Xuxa faz performance nos shows do "Xuxa Festa".

Versão instrumental
O instrumental utilizado no filme tem a introdução da música estendida: no início, os teclados não são mixados e depois ela se repete com eles mixados. A versão instrumental original da música sempre foi almejada por muitos fãs por ser muito marcante e sempre tocar nos programas, até mais que na versão com os vocais. Apesar de não ter sido lançada oficialmente, em 2008 ela foi utilizada em um vídeo do site "Clube da Xuxa" na íntegra e em boa qualidade. Alguns fãs extrairam o áudio e jogaram na internet.

Versões
Versão do álbum ~ 4:19Versão da TV (antes do lançamento) ~ aprox. 4:45 (o refrão era repetido mais vezes no final)
Versão em espanhol (Luna de Cristal) ~ 4:23Versão "Xuxa Festa"~ 3:28

1 ano sem o rei do pop

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vídeo: Sérgio Mallandro e as Paquitas cantam "O Bob não é bobo"

Vídeo postado no Youtube já há algum tempo da apresentação de Sérgio Mallandro no "Xou da Xuxa" cantando, talvez pela única vez, a música "O Bob não é Bobo", ao lado das Paquitas. Esse programa foi ao ar no dia 21 de junho, no mesmo dia em que o filme estreou nos cinemas


Vídeo exclusivo: Michael Sullivan & Paulo Massadas cantam "Dança da Vida"

A dupla Michael Sullivan & Paulo Massadas cantam "Dança da Vida", em julho de 1990 no "Xou da Xuxa". Foi uma das únicas vezes em que o tema do filme "Lua de Cristal" foi mostrado na íntegra para o público!

Lua de Cristal: A trilha sonora não lançada

Por motivos desconhecidos, a trilha sonora de "Lua de Cristal" jamais foi lançada. Não foi por falta de músicas, já que o filme tem em sua trilha 12 faixas, sendo uma delas instrumental. Dessas, apenas três são cantadas por Xuxa (Lua de Cristal, Verde que Te Quero Verde e Conto de Fadas); duas delas são cantadas por artistas que não participam do filme e as demais são interpretadas por cantores que atuam no longa - considerando que o intérprete de "Dança da Vida", Michael Sullivan, faz uma participação especial. Praticamente todas as músicas foram encomendadas especialmente para o filme, já que seus artistas jamais as lançaram em seus álbuns de carreira.


Muitas músicas da trilha sonora eram e ainda são desconhecidas do público por jamais serem lançadas. Em 2001, o DVD do filme trouxe nos extras algumas das músicas da trilha em som digital e na íntegra. Inclusive a música "Achados e Perdidos", do cantor Silvinho, que consta na ficha técnica e aparentemente não é ouvida em nenhum momento do filme. A primeira versão de "Mangas de Fora", das Paquitas, e inédita até então, também foi disponiblizada no DVD, além de "O Bob não é Bobo", de Sérgio Mallandro, e as duas músicas interpretadas por Xuxa antes jamais lançadas. Confira abaixo a lista completa da trilha sonora que consta na ficha técnica, que pode ser conferida nos créditos finais:


1. "Lua de Cristal" (Xuxa) - Música tema do filme lançada posteriormente no álbum "Xuxa 5" e que dispensa apresentações.

2. "Dança da Vida" (Michael Sullivan & Paulo Massadas) - Música tema do casal Maria e Bob, sempre tocada durante os sonhos que a personagem tinha. A música também toca na transformação de Bob em príncipe encantado, após passar pelo túnel, em uma das últimas cenas. Apenas em uma das cenas ela é tocada com o vocal de Michael Sullivan mixado. Ela foi cantada pela dupla no "Xou da Xuxa" em 1990 e jamais foi lançada.

3. "A Cidade" (Cláudio Negão) - Música que toca na parte em que Maria sai pela cidade andando de skate à procura de um emprego. Provavelmente a música jamais foi lançada.

4. "Verde que Te Quero Verde" (Xuxa) - Toca na parte em que Maria interage com a planta que encontra na casa de sua tia. Lançada só em 2001 no DVD do filme

5. "Contos de Fadas" (Xuxa)  - Cantada por Maria também em uma das cenas em que ela está com sua planta, que nesse momento já cresceu. Também foi lançada em sua versão completa no DVD.

6. "Dragão da Gang" (João Penca e Seus Miquinhos Amestrados) - Música desconhecida, mas que provavelmente é o tema instrumental que toca nas cenas em que o personagem Mauricinho (Avellar Love, vocalista do grupo) está em cena.

7. "Mangas de Fora" (Paquitas) - Música que toca enquanto Maria limpa a casa e faz comida, logo no início. Foi lançada 1 ano depois do lançamento do filme no segundo álbum das Paquitas, mas com todos os vocais trocados e regravados. A versão feita para o filme foi lançada apenas  no DVD, em 2001.

8. "O Bob não é Bobo" (Sérgio Mallandro e Paquitas) - Tema do personagem Bob, mas que no filme só é tocada na versão instrumental. A versão normal foi cantada no "Xou da Xuxa" no dia do lançamento do filme, sendo lançada também apenas no DVD.

9. "Achados e Perdidos" (Silvinho) - Essa música só foi mesmo revelada em 2001, no DVD. Ela consta na ficha técnica mas até então era desconhecida pois não toca no filme - talvez tenha sido utilizada em alguma cena descartada ou na versão do cinema, ou quem sabe, talvez apareça em na versão incidental em alguma das cenas, porém é irreconhecível.

10. "Chá com Porradas" (Paquitos) - Nos créditos finais, a música aparece como sendo cantada pelas Paquitas, mas é na verdade cantada pelos Paquitos. Ela toca na cena em que há uma confusão na lanchonete de Seu Bartolomeu. Infelizmente, a versão na íntegra jamais foi apresentada ao público e jamais foi lançada.

11. "Tema da Morte da Maria da Graça" (instrumental - Ary Spearling) - Tema bem triste que toca em vários momentos críticos da história, inclusive quando Maria se afoga.

12. "Diga Alô" (Funk Brasil) - Funk tocado logo no início, quando Maria esbarra com os funkeiros. Não há informações se a música chegou a ser lançada em algum álbum do grupo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Matéria: Gatíssima Borralheira (Revista Veja)

Revista: Veja
Data: 20/06/1990

Xuxa investe em competência técnica e realiza um filme infantil que envolve e satisfaz as platéias


Desta vez, não será fácil encontrar quem reclame da capacidade de divertir de mais um filme estrelado pela arrasadoramente bela e loira musa dos baixinhos e de incontáveis pais de baixinhos, Maria da Graça Meneghel, a Xuxa. E surge, afinal, uma chance real para que os grandes produtores brasileiros de cinema infantil, como a própria Xuxa, se convençam definitivamente de que contar com técnicos competentes é fundamental para o melhor resultado de seu produto para o melhor resultado nas telas. "Xuxa e Sergio Mallanddro em Lua de Cristal", que estréia nesta quinta-feira tem 160 salas de todo país, traz a direção de Tizuka Yamasaki - de "Gaijin, Caminhos da Liberdade" (1980) -, a fotografia de Edgar Moura de "A Hora da Estrela"(1985) -, um roteiro bem escrito a seis mãos e uma produção cuidada - além de som Dolby Stereo.

O orçamento do filme, cerca de meio milhão de dólares, chega a ser bastante razoável numa produção brasileira, mas causaria frouxos de riso para um filme mediano em Hollywood. O enredo é fórmula antiga: moça bonita e ingênua do interior desembarca na cidade grande para estudar canto e tentar vencer como artista; em seu caminho para o sucesso, encontra dificuldades com a família de uma tia má e apoio de novos amigos. É aí que entra o talento do filme de realizadores para superar limitações e fazer um filme do qual só exige ser bom, pois já nasce com uma vantagem imensa: ter um público enorme, cativo e apaixonante.


Uma das simples e boas sacadas do roteiro e da direção é usar informações do cotidiano numa cidade grande mescladas com personagens de contos de fadas que as crianças não esquecem. Assim, Xuxa é tratada como serviçal e gata borralheira - aliás, gatíssima - pela tia Zuleika (Marilu Bueno), que mais que a madrasta megera de Cinderela, é uma síndica que administra seu prédio implicando com todo mundo. A filha da megera, a prima Lidinha (Júlia Lemmertz), é o protótipo da garota bagunceira, grosseira no trato e vulgarmente sensual - não é preciso ter irmã mais velha pra aceitar com facilidade a fantasia que as platéias de baixinhos da Xuxa podem fazer a respeito de suas irmãs, adolescentes rebeldes que não ligam nadinha para os irmãos menores. Essas situações são contadas de um jeito bem inocente, livre de lances de violência, com senso de humor e numa atmosfera de alegria e malícia infantil em que os perigos reais são eliminados com um simples "chega pra lá".

Sílfides-Paquitas - Claro que isso já foi feito antes, os Trapalhões se cansaram de tentar essa identificação com seu público para melhor passar lições de vida e de moral. Acontece que "Lua de Cristal" emprega esse artifício com naturalidade, deixando de lado discursos supostamente pedagógicos. E também não exagera em fantasias copiadas de contos de fadas: o filme tem sílfides-paquitas e duendes-paquitos bailando em torno de um príncipe e seu cavalo branco, mas isso fica restrito ao sonho de infância de Xuxa. Outro momento mostra Xuxa, recém-chegada à cidade grande, vagando de mala e cuia sob o viaduto. Ela dá de cara com alguns rapazes negros, pára e arregala os olhos por um instante, para logo se ver cercada por eles, que cantam e dançam um rap amigável e com um balanço de boas-vindas ao qual Xuxa adere tranquilamente. Assim, dissipa-se qualquer suspeita de que a bela loirinha estaria para ser atacada pelos crioulos. Ponto para o anti-racismo, marcado sem a necessidade de sequer uma frase de efeito.

Apesar de ter sua presença consagrada pela inclusão no título do filme, Sérgio Mallandro ainda está por mostrar a que veio ao sair do SBT para virar contratado da Xuxa Produções. Com seu tipo associado à comédia de trapalhadas e espertezas, ele deve ser melhor aproveitado no programa de sábado que estreará na TV Globo depois da Copa e no filme "Confusão em Dose Dupla", que a empresa de Xuxa planeja realizar brevemente em associação com a de Renato Aragão, tendo Fausto Silva como parceiro de Mallandro. Em "Lua de Cristal", porém, ele tem uma participação relativamente pequena. E sai perdendo em importância para a charmosa participação da garotinha Duda Little, que, como a primeira amiga de Xuxa na metrópole, quase rouba da estrela as cenas em que aparece. Os trechos dispensáveis - como Xuxa tomando banho de leite numa banehira - são menos erros essenciais do que cochiladas que mais pedem ajustes para próximas fitas.

Entrevista com Tizuka Yamasaki (trechos)

Confira trechos de uma entrevista de Tizuka Yamasaki de 2000 para o site Educacional (http://www.educacional.com.br), na qual ela comenta sobre como foi digirir o filme "Lua de Cristal" e comenta sobre seu sucesso:



Tizuka Yamasaki é especialista em encher o cinema de crianças. Nos últimos 10 anos, seus filmes infantis levaram mais de 10 milhões de espectadores à sala escura.
(...)

Dez anos depois da estréia, ela nem pestanejou ao aceitar o convite para gravar um filme com a Xuxa, Lua de Cristal. Seus amigos diretores não aprovam a mudança de mala e cuia para o cinema infantil. Eles acham os filmes "comerciais", enquanto as crianças se divertem. Tizuka nem liga em emprestar seu talento a produções com as celebridades da TV.
(...)
Para ela, o sucesso retumbante de Lua de Cristal tem explicação parecida: "É a história da Maria das Graças Meneghel, aquela que ralou, que teve de estudar, em que ninguém acreditava, que teve de enfrentar um monte de coisas para chegar aonde chegou."

Por que você resolveu se tornar diretora de filmes infantis?
Isso de fazer filmes infantis começou quando meus filhos tinham uns 10, 12 anos. Eles começaram a me cobrar pelo fato de que eu só fazia filme para adultos. Eu tinha dois meninos naquela época e minha filha tinha acabado de nascer. Estava devendo isso para as crianças. Eu estava procurando uma história quando surgiu o convite para dirigir Lua de Cristal. Eu falei: "Ótimo, é uma produção infantil, eu não vou ter que correr atrás de dinheiro, já tem um produtor, o Diler [Trindade], da Dreamvision."
A Marlene Mattos tinha visto Gaijin, tinha gostado muito do filme e achou que eu poderia ser uma boa diretora para Lua de Cristal. Eu fiz o filme e deu certo. O primeiro filme da Xuxa, feito por outra pessoa, teve 2,5 milhões de espectadores. E quando eu fiz o filme, a gente acabou tendo 5,5 milhões de espectadores.

E o que você acha que segura a criança na cadeira do cinema?
Primeiro não se pode ir com a arrogância do adulto. Você não vai intelectualizar o filme, porque não é esse o sentido. Pode, sim, falar de assuntos profundos, mas numa leitura diferente. O cinema permite essa abordagem de falar mais fácil, porque você está mostrando tudo. Então, menos texto, menos diálogo e mais ação. E outra coisa: na verdade, eu nunca fiz o meu grande filme infantil, o que eu gostaria de fazer.
E como seria o seu "grande filme infantil"?
É até um pouco errado falar em "grande filme infantil"... Quando você vai dirigir um filme que não é seu, que é de outro produtor, vai fazer o que ele quer. É como trabalhar em uma revista. Você vai fazer o que o editor quer. Se a revista for sua, aí você faz o que quer. Todos os filmes infantis que eu dirigi foram para outros produtores. Então, eu não fiz como gostaria, e isso nem teria sentido. Eu não vou fazer um filme para a Xuxa que frustre a platéia dela ou frustre a intenção da Marlene Mattos. Mas o meu filme infantil, eu nunca fiz.


Esses últimos filmes infantis que você dirigiu não têm nenhum dedinho seu, então?
Esse primeiro filme com a Xuxa, por exemplo. Quando li a sinopse, eu não gostei. A gente se reuniu e começou a discutir. Eu estava trabalhando com um fenômeno da televisão e estava muito indignada de ver minha sobrinha, meus filhos e as crianças em volta achando que a Xuxa era um Rei Midas - o que ela tocasse viraria sucesso, como se fosse superpoderosa, uma deusa. Então eu falei: "Não é isso! Vamos falar da Maria das Graças Meneghel, aquela que ralou, que teve de estudar, em que ninguém acreditava, que teve de enfrentar um monte de coisa para chegar aonde chegou." E eles toparam.
Lua de Cristal é a história da Maria da Graça, claro que com um enfoque para o público dela não se frustrar, porque a Xuxa não é atriz. Então eu tinha que chegar perto do universo dela para que pudesse se sentir segura e fazer o personagem.


E como é trabalhar com a Xuxa, fazê-la atuar?
Olha, ela vem se exercitando... É melhor que muitas atrizes que eu conheço. Não é uma grande atriz. A Xuxa sabe disso e ela mesma pede: "Não me dá texto longo que eu não vou segurar." Então a gente trabalha para que os textos sejam curtos e fáceis de decorar e, em cenas de grande dramaticidade, a gente conduz o filme de forma que ela tenha capacidade de fazer. E ela tem segurado cenas bem pesadas. Por exemplo, no Xuxa Requebra, ela fez uma cena de tortura que ficou muito legal.


Você acaba de fazer um comentário sobre a TV... O cinema já teve exclusividade na educação audiovisual das crianças. O elenco com quem você trabalha é de supercelebridades da TV. Você não acha que isso diminui a importância do cinema na vida das crianças? Quando elas vão ao cinema, é como se já tivessem visto tudo aquilo na TV...
No Brasil, ainda há essa crença de que você precisa ter nomes famosos para carregar um filme. Eu, particularmente, acho que deve ter um ou dois nomes famosos no meio de desconhecidos, pois o que importa é a história e a qualidade do filme. O nome só ajuda a despertar o interesse da imprensa ou a levantar o dinheiro, mas não é garantia da qualidade do filme. Quando a gente trabalha com a Xuxa, que não é atriz, nós a escoramos com bons atores até porque há inúmeros convidados que não são atores, e sim ídolos musicais. A Marlene também não quer que a Xuxa contracene com um suposto ator que vá prejudicar ou ridicularizar o personagem dela.



E quando faz um filme que tem entre os milhares ou milhões de espectadores crianças que estão indo ao cinema pela primeira vez, você leva isso em consideração? Sente essa responsabilidade?
Não sei... É um público anônimo, não é? Quando eu filmei com a Xuxa pela primeira vez e fui ao cinema, levei um susto com a quantidade de gente! (...)

Você trabalhou com os maiores nomes do Cinema Novo, Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos. Eles achavam que o cinema tinha uma obrigação de levar a cultura brasileira para o mundo. O seu penúltimo filme infantil, Xuxa Requebra, foi distribuído pela Fox Films. Ele foi exibido no exterior?
Estava prevista a exibição na Argentina. No caso dos Trapalhões, sei que eles vendem o filme para Portugal, mas isso não tem grande amplitude. Os filmes da Xuxa entram nos circuitos onde ela já penetrou como cantora ou animadora de TV e têm dificuldade em lugares onde o assunto que ela está abordando não tem recepção. Quando faço meus filmes autorais, eu tenho essa intenção. Eles são feitos para o mundo. Abordam um assunto que pode ser interessante na Alemanha, no Japão, em Israel e nos Estados Unidos.

Lua de Cristal: Bilheteria, Curiosidades e Notas de produção

- O orçamento do filme é estimado em meio milhão de dólares

- "Lua de Cristal" bateu todos recordes do cinema nacional na década de 90 ao vender cerca de 5 milhões de ingressos durante o tempo que ficou em cartaz. O recorde só foi quebrado em 2006 com o filme "2 Filhos de Francisco", que levou 5,3 milhões de espectadores no cinema.


- A estréia arrecadou 450 toneladas de alimentos para a campanha "Doe a quem dói", da LBA.

- O filme se chamaria "Xuxa e a Turma Invencível" mas foi substituído pra "Lua de Cristal", após a música tema ser mostrada ao produtor Diler Trindade. A música que foi feita sob encomenda para o filme cita, no refrão cantado pelas paquitas, a frase "nós somos invencíveis" - talvez fazendo referência ao nome inicial do longa.

- Tizuka Yamasaki, uma diretora de TV e cinema muito aclamada pela crítica, também dirigiu os filmes "Xuxa Requebra", "Xuxa Popstar" e mais recentemente "Xuxa em o Mistério de Feiurinha". 


- Letícia Spiller e Cláudio Henrich aparecem em uma rápida cena conversando bem próximos, dando a idéia de ser um casal. Esse par romântico foi repetido no filme "Sonho de Verão" meses depois.


- Michael Sullivan fez uma participação especial por acaso, ao visitar os sets de filmagem. Ele foi escalado para participar da cena da lanchonete, quando Xuxa consegue montar um sanduíche, com ajuda de Duda.


- O trailler oficial tem várias cenas alternativas que não compõem a edição final do longa. As cenas de Xuxa chegando até o prédio, conversando com Duda e se apresentando para Tia Zuleica, no trailler, são bem diferentes das vistas no filme. Algumas cenas da aula de canto e da lanchonete que aparecem no trailler também não foram utilizadas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Olhos de Cristal

Lua de Cristal: História comentada/Resenha Crítica

"Lua de Cristal" é um dos contos de fadas mais modernos já contados no cinema. Moderno por ser comtemporâneo, urbano e ter uma boa dose de malícia. E como todo bom conto de fadas, foge um pouco da realidade e mostra situações um pouco absurdas.


Maria da Graça (Xuxa), que tem o sonho de ser cantora, abandona a mãe em uma cidade do interior e vai tentar a sorte na cidade grande. Na viagem de ônibus até o Rio de Janeiro (onde a história se passa), Maria sonha com sua infância, quando uma vez tentou cantar em uma festinha da escola e fugiu com vergonha.


Sonho Premonitório
Maria ainda tem um sonho premonitório, já que nele aparece o seu professor de música Uirapuru, toda a turma da aula de canto (Paquitos e Paquitas) e Bob (Sérgio Mallandro), antes mesmo dela os conhecerem. Todos estão dançando em uma floresta, Bob está montado em um cavalo branco e, Maria, ainda é criança. O sonho é repetido várias vezes no decorrer da história.


Referências a outras histórias/Família incerta
Inicialmente o filme faz referência à história de "Cinderela", já que Xuxa acaba sendo escravizada pela sua prima Lidinha (Júlia Lemmertz) e sua tia Zuleica (Marilu Bueno), assim que chega na casa de seus familiares. Aliás, essa é uma questão um tanto quanto duvidosa pois Zuleica diz não se lembrar de Maria, nem de sua mãe Cotinha e nem da carta enviada pedindo sua hospedagem. Zuleica é a bruxa de "Branca de Neve" encarnada nos tempos atuais: oferece uma maçã à Maria assim que ela chega e se olha no espelho perguntando se há alguém mais bonita que ela. Mesmo não sendo reconhecida como parte da família, Maria é recebida por Lidinha que logo a transforma em uma empregada. A prima malvada lembra as filhas da bruxa de "Cinderela", já que o tempo todo suja a casa propositalmente para Maria não sair de casa. Além disso, Lidinha tem um senso de humor irônico e sarcástico, sendo muito bem interpretada por Júlia.


Príncipe Encantado e Travessuras
Antes de chegar na casa de sua suposta família, Maria é atropelada pelo seu príncipe encantado atrapalhado. Eles tem uma rápida conversa e Maria esquece um dos tênis - fazendo novamente alusão à "Cinderella". Quando chega ao prédio de Zuleica, Maria conhece Duda (Duda Little). A garota rouba a cena e tem muito destaque. No decorrer do filme faz várias travessuras nenhum pouco politicamenete corretas. É a garota que também intercede e costura vários pontos da trama, sendo fundamental para o desfecho da história.


Ecologia
A gata borralheira não esconde seu amor pelas plantas e dá vida a uma planta que encontra praticamente morta. Ela magicamente cresce ao ser regada com as lágrias de Maria, que chora em uma das cenas. A planta, que passa a ouvir as confidências da mocinha, cresce acompanhado o crescimento de Maria na trama. Pouco antes do final do filme, quando as coisas começam a se resolver para a jovem, a planta que se transformou em trepadeira começa a florecer e dar vários frutos de uma hora pra outra, inclusive mamão. A música tema dessas cenas, "Verde que te quero Verde", reforça o tema ecologia da trama.


Aula de canto
Xuxa, que sempre diz não ser cantora, no filme é bem afinada na opinião do seu professor de música (Rubens Correia) e os colegas de turma - mesmo que nas aulas de canto Maria não mostre um bom desempenho nas aulas.


Contos Só para Altinhos
Maria conhece seu suposto primo, Mauricinho (Avellar Love), que tenta o filme inteiro assedia-la sexualmente. Ele tenta a todo custo fazer um "teste" pra Maria entrar na televisão, fazendo uma vaga - ou explícita - alusão ao famoso "teste do sofá". A parte da lanchonete lembra os filmes dos tempos dourados, voltados para o público adolescente, que também eram ambientados em lanchoentes. As Paquitas, inclusive, aparecem vestidas com um figurino inspirado nos anos 50. Brigas e confusões é o que não faltam, direcionando assim para um público mais adulto. A cena em que Xuxa toma banho de leite, que nada acrescenta ao filme, também parece uma tentativa de explorar a sensualidade e prender a atenção dos mais altinhos (cena essa que, no making of, é revelado ter sido idealizada por Marlene Mattos).


Num piscar de olhos...
Na cena final, outro momento típico de contos de fadas e muito bem retratado no ambiente urbano e cotemporâneo, é quando Bob, com sua lambreta caindo aos pedaços, passa por um túnel e, ao sair, magicamente está vestido de branco e montado em um cavalo. O príncipe socorre Maria, que havia sido raptada por Mauricinho e jogada na praia. Ao ve-la se afogando, Bob a socorre e, com um beijo - agora fazendo referência à "Bela Adormecida" -, ele desperta a jovem princesa. Num piscar de olhos, Maria já tem uma banda, bailarinas (ou, se preferir, Paquitas) e faz uma apresentação no meio de uma floresta, para um público considerável. Em uma cena muito engraçada, Lidinha estabelece uma ligação entre a personagem Maria e a já consagrada Xuxa, pedindo à mãe pra ser Paquita. Tia Zuleica finalmente reconhece Maria como sua sobrinha e revela que naquele momento a jovem já era assessorada por Marlene Mattos.


Considerações Finais
"Lua de Cristal" tem potêncial para atingir a todos os públicos, pelo menos naquela época. Apesar de seguir a linha conto de fadas, o filme tem mais tramas voltadas para o público adolescente (ou para a geração de crianças moderninhas) e com certeza, se fosse lançado hoje, seria alvo de muitas polêmicas. O filme mostra uma Xuxa mais simples e em situações até então inimáginaveis, como ela cozinhando e limpando o chão, desmistificando um pouco a imagem que ela tinha de estrela intocável. A moral da história casa perfeitamente com a música tema, apesar de no final as coisas terem se resolvido magicamente!

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