quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Entrevista com Pablo Lyra, diretor do musical "Lua de Cristal"

O longa-metragem "Lua de Cristal" é um dos trabalhos mais icônicos da apresentadora, mesmo não sendo mais exibido na TV e estar fora do catálogo das lojas há mais de 10 anos. E no ano em que completa 25 anos de sua estreia nos cinemas, a maior bilheteria de Xuxa vai virar musical através de um projeto acadêmico da UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), com estreia prevista para Junho (mesmo mês em que o filme foi lançado).


Entrevistamos o diretor do musical, Pablo Lyra, que revela detalhes sobre a adaptação e conta algumas das novidades que os fãs vão conferir na peça. Leia a conversa na íntegra:


Como surgiu a ideia de fazer uma peça de teatro do filme Lua de Cristal? Você tem alguma ligação com o universo Xuxa?
Todo ano o projeto de extensão "Teatro: Equilíbrio e Tensão" faz uma investigação sobre a voz cantada e a voz falada do ator em cena. No Ano passado escolhemos trabalhar um musical da Broadway (A pequena Loja de Horrores) e um musical autoral nos moldes brasileiros (Não há nada em João que não Seja Maria, de minha autoria). Para este ano, nossa investigação que está ligada ao trabalho da expressão das emoções através da voz, queria trabalhar com algo genuinamente brasileiro, assim como é esse conto de fadas protagonizado por Xuxa, e ao saber que este ano a obra completaria 25 anos, percebemos que seria a melhor escolha, e então comecei a escrever a adaptação do filme para os palcos. Xuxa sempre representou um símbolo da infância da década de 80 e 90, e pra mim não foi diferente. Sou um grande fã da apresentadora e do filme "Lua de Cristal" em especial.

Segundo algumas notinhas da imprensa, músicas como Arco-Íris e Doce Mel, que não fazem parte da trilha sonora do filme, estarão no musical. Como elas serão inseridas no contexto?
Além dessas duas músicas da Xuxa, temos também a música "Querer é poder",  além de outras canções nacionais que foram inseridas ao contexto das cenas e dos personagens. Mas isso é uma surpresa, vocês precisam assistir pra conferir!

Tizuka Yamazaki (diretora), Patrícia Travassos e Yoya Wurch (as duas responsáveis pelo roteiro) vão participar de alguma forma da transposição do filme para o teatro?
Entramos em contato com Yoya Wursch para contar a novidade e sobre nossa investigação em cima da história do filme. Mas nenhuma delas está vinculada a nossa adaptação.

Há alguma parceria com a Xuxa Produções para a realização do espetáculo?
Não, tudo está a cargo do setor de projetos de Extensão e Cultura da UNIRIO.

Uma das cenas mais divertidas do longa é a confusão que acontece na lanchonete, onde os personagens fazem guerra de comida. Já tem alguma ideia de como essa e outras cenas mais complicadas serão adaptadas para a peça?
Sim. O cinema utiliza de suas ferramentas como corte e colagem, além de efeitos que tornam mais real esse tipo de cena, porém o teatro não fica pra trás e temos alguns artifícios cênicos pra trazer a emoção e a alegria desse tipo de cena para o palco. Vocês vão adorar nossa cena da guerra de comida, que trará novidades não vistas no filme. Mas é tudo surpresa!


Há algum plano da peça viajar com o musical pelo Brasil?
A priori não temos nada planejado além de apresentações no Rio de Janeiro, mas estamos abertos a convites de Universidades de outros estados. Quem sabe?

Há planos de atores do filme fazerem participações na peça?
Não. Nossa única relação com o filme é a história, e ainda assim sofreu pequenas mudanças necessárias para o universo do teatro musical. Mudanças essas que tenho certeza que vocês vão adorar!

Já existe uma previsão de estreia?
Nossa previsão de estreia é final de Junho, mais tardar início de Julho.

Você acredita que a cultura pop dos anos 80 é renegada pela crítica? 
A cultura pop dos anos 80 é vista com maus olhos por pseudo intelectuais, que acham que não há valor real nas formas de expressão artística da época. Porém, a cultura pop, como o nome mesmo já diz, faz parte da história social, econômica, política e artística do país. Ultimamente,  a história de ícones da década de 80 como Tim Maia, Cazuza e Chacrinha estão ganhando espaço nos palcos, e abrindo os olhos das pessoas sobre seu passado, presente e futuro. A crítica especializada não vai admitir, mas são essas as lembranças que nos fazem mais feliz, as lembranças de uma década colorida, animada, sonhadora e divertida, e Xuxa e Sérgio Mallandro são ícones que marcaram uma geração e nos fazem lembrar que "tudo pode ser e se quiser será".
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

Bilico disse...

O difícil é quem vai ser Maria (Xuxa, no filme) na peça.

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