domingo, 17 de maio de 2015

Resenha: Livro "Fundação Xuxa Meneghel – 25 Anos Transformando Histórias"

Por: Leandro Franco

Lendo a gente pode ser
Tudo aquilo que a gente sonhar
(...)
Conhecemos as pessoas
E o que existe entre o céu e o mar
E numa lição de vida
Aprender pra depois ensinar

Trecho de “Leitura” - Xuxa 5 (1990)
(Canção de Mazinho Turle/Barney/Dilson Gunane)


Ao terminar de ler o livro “Fundação Xuxa Meneghel – 25 Anos Transformando Histórias”, imediatamente esse trecho de música veio à minha cabeça. Não poderia ser mais perfeito! Tudo se encaixa! Até mesmo a época de lançamento da música, poucos meses depois do nascimento do sonho realizado de Xuxa: a Fundação Xuxa Meneghel.

Estamos acostumados com os livros de fotos, com curiosidades da carreira, detalhes inéditos da vida, tudo relacionado àquela que é nossa “Rainha”. Dessa vez foi diferente, neste livro não encontramos os bastidores do Xou ou do Planeta, não vemos os figurinos ou a nave, nada de botas, xuquinhas, discos ou produtos, não temos a artista. E isso é ruim? Pelo contrário! Temos a cidadã, a Maria da Graça Xuxa Meneghel, que assina a autoria do livro, não só a “XUXA”. Que bom! Temos o que fica, o que é eterno: o bem, aquilo que deve ser aprendido e depois ensinado. Conhecemos a pessoa, a lição de vida!


Ao longo das 239 páginas da publicação, lançada no início de maio, pela Editora Leya, temos toda a “biografia” da fundação Xuxa Meneghel, que nasceu em 12/10/1989. Maria da Graça nos relata com riqueza de detalhes todo o processo de constituição da Instituição até seus 25 anos, completados em 2014.


Dividido em duas partes, o livro apresenta todas as ações da fundação na primeira e uma série de relatos, histórias de ex-alunos, ex-funcionários, colaboradores na segunda.

E são esses relatos que nos tocam, de verdade! Vamos conhecer D. Lourdes que nos conta como um muro pode separar mais que a casa da rua; o Bolete, colaborador há 20 anos, responsável pela escolinha de futebol, pela oficina de percussão, pelo teatro, a ex-diretora D. Angélica, que Xuxa sempre cita, e que hoje ocupa o cargo de secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente.


Dos baixinhos, três vão ser lembrados por mais da metade dos admiradores de Xuxa: Buiú, Aline Biscoito e Wellington, afinal já foram vistos frente às câmeras.

Buiú – que antes ouvia de todos que "a Xuxa bate em crianças" e que tinha medo da Fundação porque lhe enchiam a cabeça com histórias mentirosas –, hoje pensa em escrever sua autobiografia. Alguém duvida que Xuxa tenha posição honrosa em sua história? "Mesmo que eu esteja velhinha, de bengala, nunca vou esquecer vocês", disse Maria da Graça.


Aline Biscoito, a "amiga da Xuxa", que teve que "provar" para suas colegas de trabalho o quanto sua história se cruzava com a de Xuxa e sua fundação.


E Wellington... Lembram-se de quando, no programa de 25 anos como apresentadora da Rede Globo, Xuxa comentou sobre um ex-baixinho da Fundação que a atendeu numa loja de tapetes? No livro, temos essa história em detalhes.

Mas as histórias não são só essas, são 25 anos! Escolhemos essas para facilitar a familiarização do conteúdo. Deixemos de lado por um momento nossa ânsia por fotos inéditas, curiosidades da carreira, vendagens e prêmios e aprendamos com a essência da cidadã Maria da Graça Xuxa Meneghel: não há prêmio maior na vida que fazer o bem. E fazê-lo bem feito!



E amanhã tem a segunda parte da postagem, com detalhes técnicos e curiosidades sobre o livro. 
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