segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Álbum: Xuxa e Seus Amigos

Por: Leandro Franco

Junte as interpretações de Caetano Veloso, Chico Buarque, Nara Leão, Erasmo Carlos, Zizi Possi, Marina Lima à produção eficaz de Roberto Menescal... Praticamente todos os ingredientes para um songbook da MPB, certo? Poderia ser, mas a “liga” dessa receita - e também a cereja do bolo - nos mostrou que o resultado foi algo bem menos previsível e muito mais divertido.


Em 1985, Xuxa gravou seu primeiro disco – Xuxa e seus Amigos – que foi lançado pela Polygram/Philips já perto do natal. O disco passa longe do destaque alcançado pelos sucessores, mas sua importância lhe dá lugar de honra na discografia da estrela.


A produção do disco
O compositor e produtor Roberto Menescal, na época diretor artístico da Philips/Polygram, foi o responsável por fazer a jovem apresentadora gravar seu primeiro disco e o Xuper Blog teve a oportunidade de conversar com ele sobre os 30 anos de Xuxa e seus Amigos.
“Xuxa já estava com sua ida para a Globo acertada, mas mesmo assim eu quis fazer um disco com ela. Na época, a Polygram havia vetado a produção de qualquer disco, pois estava em crise, havia uma negociação de compra e venda de gravadora, coisas assim. Mesmo sem verba, eu decidi que ia fazer esse disco sem gastar um tostão, afinal eu já tinha falado com Xuxa.”

Xuxa no dia da assinatura do contrato com a Philips com Roberto Menescal,
Marcelo Castello Branco e sua equipe e o irmão Cyrano Rojabaglia.
Sendo diretor artístico da gravadora, Menescal tinha dezenas de artistas já consagrados sob sua batuta e isso podia facilitar as coisas. A solução? Pedir faixas emprestadas aos artistas da casa. Assim vieram Leãozinho, Pra Mode Chatear, O Caderno, Meu Boomerangue Não Quer Mais Voltar, O Gato e Irmão Sol Irmã Lua. 


Esses “duetos” foram todos feitos com as gravações originais e os vocais de Xuxa acrescentados posteriormente. “Todas as músicas  do disco estão lá por terem uma relação com a Xuxa ou com o Clube da Criança, nada foi por acaso”, conta Menescal.


As Músicas

O Leãozinho
A música de Caetano que Xuxa tanto gosta (e denominou como a “música de Sasha”) é a primeira do disco. A canção é de 1977, foi lançada no disco Bicho e sua inspiração não foi o rei das selvas. Caetano compôs a faixa para Dadi Carvalho, músico que participou dos grupos Novos Baianos e A Cor do Som nos anos 70. Dadi é do signo de Leão. 

O músico Dadi Carvalho, na época da composição de Leãozinho
O Gato
Poesia de Vinícius de Moraes escrita para seus filhos e que foi publicada no livro A Arca de Noé, em 1970. Vinícius conheceu Toquinho e dez anos depois o livro virou disco pelas mãos do amigo. O LP A Arca de Noé trouxe a poesia "O Gato" musicada (e com pequenas modificações na letra) e coube a Marina Lima sua interpretação.



Em 2013 o disco A Arca de Noé foi totalmente regravado e desta vez Mart’nália deu voz às peripécias do gato que vai “do muro ao chão”.


Curiosidade: se compararmos a versão original (Arca) com a versão de Xuxa e seus Amigos, veremos que no disco de Xuxa a música teve sua rotação acelerada resultando num vocal distorcido para Marina. Qual o propósito disso? A uma primeira audição pode-se até mesmo achar que se tratam de vocais diferentes, mas não são. Ouçam: 

Versão do Xuxa e seus Amigos x Versão da Arca:



Versão do Xuxa e seus Amigos (com rotação diminuída) x Versão da Arca



Meu Boomerangue Não Quer Mais Voltar
Erasmo Carlos e Roberto Carlos não poderiam faltar. A dupla da Jovem Guarda marca presença na composição Meu Boomerangue Não Quer Mais Voltar, mas quem divide os vocais com Xuxa é somente Erasmo. A faixa foi lançada originalmente no álbum Amar Pra Viver Ou Morrer De Amor, em 1982. Sabiam que o Tremendão andava com um boomerangue vermelho na época? Mas em entrevista à Revista Pipoca Moderna,em dezembro de 1982 ,ele disse que isso não era estratégia de divulgação pro disco e ainda contou que o titulo da música veio de uma lembrança de 1961 quando escrevia uma coluna sobre as paradas musicais no mundo e  lá na Austrália um cantor estourava com 'My Boomerang Won't Come Back'.
Os vocais de Xuxa foram acrescidos simultaneamente aos de Erasmo, o que faz com que pareça que ela só fez uma participação no refrão, mas não, Xuxa está lá nos primeiros versos também.


Irmão Sol, Irmã Lua
Composição de Aécio Flávio e Léo Vitor que foi lançada no disco de estreia – Flor do Mal (1978) – da cantora Zizi Possi. Como deixar de fora a cantora descoberta por Menescal em 1977 enquanto ela gravava um programa de TV para uma emissora baiana? A música traz uma referência ao Cântico da Criaturas (ano 1224), composto por São Francisco de Assis, onde ele louva ao Criador de maneira simples, quase infantil, agradecendo a Deus por suas criações e as chamando de  Irmão Sol, Irmã Lua, Irmã Água...


O Caderno
Canção de Toquinho e Mutinho, O Caderno ficou eternizada na interpretação de Chico Buarque, que foi lançada no álbum Casa de Brinquedos, trilha sonora do especial homônimo da TV Globo exibido em  outubro de 1983. Ao final da canção, o vocal da criança (a pequena atriz Aretha) é mantido na versão de Xuxa, mesmo estando ele ligado à cena do especial global em que Aretha contracena com Chico (minuto 29:00).




Pra Mode Chatear
Para muitos uma canção que não devia estar num disco de crianças, principalmente se for cantada pela Xuxa. A interpretação errônea pode até ser levada em conta se considerarmos só os primeiros versos. A própria Nara Leão se “assustou” com os surpreendentes versos de Tom Jobim, mas aí é que está o verdadeiro diferencial da música... As “criancinhas” têm sua revanche contra a “gente grande”, oras. A faixa saiu no disco A Viagem Encantada de 1982. Ninguém melhor do que a própria Nara para explicar a história da música, ouçam:



Encerrados os “duetos”, vamos às canções sem a participação de Xuxa:

Xa Xe Xi Xo Xuxa
Xuxa e Os Trapalhões já tinham uma história juntos. Desde 1983, Xuxa já participava dos filmes do quarteto e como convidada dos shows no Scala (RJ). Os Trapalhões, por sua vez, já  tinham uma carreira consolidada e além de seus filmes, também lançavam seus discos. Segundo Menescal, a faixa composta por Daniel Azulay, estava destinada a um dos lançamentos fonográficos dos Trapalhões, mas acabou não sendo utilizada e caiu como uma luva para a proposta do Xuxa e seus Amigos.



No Mundo da Lua e Delícia
As duas canções foram produzidas no ano de 1985 e foram faixas cedidas para compor a lista de músicas do disco. Biquíni Cavadão e Ciclone, os respectivos intérpretes , eram presença constante no Clube da Criança e suas músicas estavam em alta naquele ano. Nada mais certo que figurassem no repertório aproveitando-se o bom momento de ambos.

E chegamos às faixas solo de Xuxa...
Sete Quedas, Kiddo e Acalanto foram feitas com “sobras” de outras produções de outros artistas da gravadora. Como Menescal contou, não havia verba para custear o disco, então não dava pra chamar outros cantores, a solução foi juntar sobras dos recursos de projetos anteriores e custear a produção dessas faixas, só com os vocais de Xuxa mesmo.
Sete Quedas, composição de Juninho Ferreira – o mesmo de “Xuxa Xuxu “do LP Clube da Criança  - virou a “música de trabalho”; Xuxa chegou a se apresentar até no SBT, no Programa Flávio Cavalcanti cantando a canção.



Um compacto promocional foi editado para divulgação junto às rádios. A capa foi feita por Maurício de Souza.


Kiddo (Meu Herói Querido), composição de Billy Blanco Jr, também teve seu destaque. O mesmo compacto que trazia Sete Quedas, trazia Kiddo no lado oposto e a capa também retratava Xuxa ao estilo de Maurício de Souza. Curiosidade: O irmão de Xuxa, Cyrano Rojabaglia, aparece como produtor na capa do compacto promocional, mas não há menção a ele no encarte do LP.


Acalanto, canção que Dorival Caymmi fez para sua filha Nana Caymmi, guarda uma origem especial e uma letra confessional.  A pequena Nana não gostava de dormir e Dorival resolveu compor a música para que sua esposa e mãe de Nana cantasse para a menina.  A composição foi feita em 1941, mas somente foi gravada em dueto pai-filha em 1960. “A intenção dessa música é causar sono” teria dito Dorival numa apresentação em 1952.


Curiosidade: Prestando a atenção, vemos que o projeto XSPB  adotou o mesmo recurso que Xuxa e seus Amigos, alocando uma canção de ninar ao final do repertório, como um descanso para os pequenos que se empolgaram ao longo do disco.


Lançamento, Relançamento e Lanzamiento

O álbum ganhou  edições em LP e cassete, em novembro de 1985. Para a divulgação foi veiculada uma propaganda impressa nas revistas semanais da época. A propaganda ressaltava as participações especiais e os brindes.


Sim! Quem conseguiu comprar a primeira tiragem teve de presente um quebra cabeça que recriava a capa do disco. 


O outro “brinde” não era bem um brinde, tratava-se de um cupom que dava direito a concorrer a prêmios no Clube da Criança. Algo que ficou sem muito sentido, pois o disco já foi pensado quando Xuxa já tinha sua ida acertada para a nova emissora e portanto, só restava mais um mês de programas inéditos para exibição. Ou a pessoa comprava o disco logo e tentava a sorte nesse um mês ou já era...


O disco vendeu cerca de 500 mil cópias, como nos contou Menescal. Um número expressivo para um álbum que não tinha o poder de alcance da rede Globo na divulgação e que saiu num momento em que Xuxa ficaria afastada da TV até estrear na nova emissora.



Com o estouro de Xuxa na Globo, a Polygram/Philips foi rápida e não deixou de garantir sua fatia do bolo. Em outubro de 1988, Xuxa e seus Amigos foi relançado (em vinil e cassete) a “pedido dos lojistas”. Não houve qualquer modificação da edição original para essa. Obviamente não havia mais quebra-cabeça e nem cupom de sorteio. Confiram o folheto da Philips anunciando o relançamento:



Em 1990 um novo relançamento, mas desta vez para “nuestros hermanos”. Com Xuxa fazendo sucesso na Argentina, a Philips também tratou de lança-lo por lá. Infelizmente a edição parece ter sofrido uns cortes orçamentários na produção. A contracapa era em preto e branco e não houve qualquer adaptação do título na capa, ficou em português mesmo. Entretanto o rótulo do vinil foi traduzido para o espanhol e é o único lugar onde lemos “Xuxa y Sus Amigos”. Curiosamente a ordem das faixas foi alterada, mas somente no rótulo do vinil temos essa informação.



Especial de TV
Mais famoso que o disco (pelo menos entre os fãs de Xuxa) foi o Especial para a TV Manchete “Xuxa e seus Amigos”. Ao contrário do que muita gente acredita, o disco não é a trilha desse especial, que foi feito DEPOIS do álbum já pronto. O programa foi ao ar em 22/12/1985 e se tornou o primeiro especial de Natal da Xuxa, mas nada tem de clima natalino, somente foi exibido nessa época.



O especial foi dirigido por Paulo Netto - convidado pela própria Xuxa, como o próprio contou em sua coluna para o site O Fuxico, em 1999:

Xuxa  perguntou se eu gostaria de criar e dirigir o seu primeiro especial de “Natal”, satisfeito com a proposta, aceitei rapidamente, pois eu gostava muito da sua maneira amiga e carinhosa de me tratar. (...) Encontrei-me com Xuxa na Philips para uma reunião com Menescal; me lembro muito bem que ela estava simplesmente linda, feliz com o andamento dos trabalhos e contente com a minha criação, que foi modesta por ter pouca verba.
Como eu já tinha feito alguns especiais com efeitos de “chroma-key”, resolvi fazer todo o trabalho dentro desta técnica, o gasto seria infinitamente menor, com um resultado de agrado visual do público infantil da Xuxa.
A criação do Menescal foi maravilhosa, com convidados importantes e uma seleção de músicas de qualidade que me permitiu criar sem limites.
Trabalhei com maquetes, externas e no auditório da Manchete. As externa foram feitas no “Recanto de Itaipuaçu”, em Maricá onde moro.”

Paulo Netto com Xuxa na gravação do Especial e posteriormente no ano de 1992
O Especial começa com Xuxa chamando as crianças para conhecer as letras  na máquina de datilografar e daí segue-se o clipe de Xa Xe Xi Xo Xuxa, de onde foram extraídas a maior parte das poucas imagens que foram divulgadas em programas posteriores como O TV Ano 50 da Rede Globo.


Clipes com Marina Lima (O Gato) e Zizi Possi (Irmão Sol, Irmã Lua) também foram exibidos, assim como Kiddo, Leãozinho (que na verdade foi gravado com um puma) e um outro com Xuxa em trajes de aventureira (Infelizmente não identificamos qual música é cantada nessa parte). 

Xuxa e Marina Lima na gravação do especial

Xuxa e Zizi Possi gravam o especial





No que parece ser o encerramento, temos Xuxa num vestido de gala cantando Sete Quedas no estúdio com as crianças.


De acordo com uma publicação da revista Amiga da época, a gravação do especial durou sete dias. O então jogador Zico, e o autor de "Xa Xe Xi Xo Xuxa", Daniel Azulay, também participaram do especial.


A primeira gravação foi do clipe "Leãozinho". Mas ao invés de contracenar com o rei das selvas, Xuxa gravou com uma filha de puma fêmea, batizada de Lady, de apenas seis meses. Ao final das gravações, a revista Amiga revela que Lady havia se simpatizado com a Xuxa, comprovando isso com "babadas e lambidas".



Ainda na publicação, Xuxa revela que antes da ideia do especial, sua intenção era gravar apenas um video-clipe, mas mudou de ideia por conta da época de fim de ano. "A fórmula de agradar as crianças é intuitiva e o especial é a coroação do meu trabalho na televisão.", declarou Xuxa à publicação.


O Especial nunca foi reapresentado e permanecerá no limbo das gravações, principalmente se for verdade que a Rede Globo, na época do fechamento da Rede Manchete comprou os direitos de alguns programas. Se com Xuxa na empresa por 28 anos nunca houve interesse na exibição, agora então...


“Este Especial foi uma grande "Vitrine" das qualidades da Xuxa" – disse Paulo Netto. E merecia uma comemoração... Em 19/12/1985 foi organizado um coquetel de pré-estreia na Manchete. Presenças ilustres como Adolfo Bloch, presidente da emissora, e nomes da MPB como Zizi Possi prestigiaram Xuxa que, como de costume, brilhou na festa.



Curiosidades:
* Sabiam que - pra mode chatear – Xuxa e seus Amigos é o único álbum de Xuxa não lançado em CD? Possivelmente os direitos do álbum pertençam à Universal que hoje é detentora do  catálogo da Philips /Polygram. Todas as fotos do disco em versão CD que circulam pela internet são trabalhos “fan-made”



* Poucas fotos do ensaio foram divulgadas e mesmo assim trata-se de uma suposição, já que não dá para identificar a roupa que Xuxa usava. O que mais se usa para essa afirmação é o estilo de cabelos molhados e o fundo das fotos.



* A faixa Sete Quedas foi  pensada para um projeto um tanto diferente: um livro! Vejam o que dizia uma matéria do jornal O Globo de 12/08/1985:


Posteriormente foi incluída na coletânea infantil Tevelândia (1986), da Som Livre. Na capa os artistas são retratados por desenhos. O de Xuxa recria a pose da contracapa do álbum Clube da Criança (1984).



* O carinho de Xuxa pela canção O Leãozinho fez com que a música fosse incluída no repertório do XSPB 10 (2010), desta vez em dueto com a cantora Maria Gadu. A declaração de Caetano sobre a regravação foi  definitiva:
"Ela gosta dessa música desde que trabalhava na TV Manchete. Adoro a Xuxa cantando ‘Leãozinho’… Acho que ela ter incluído essa faixa no DVD coloca a música no lugar certo, para criança ouvir" (em entrevista ao Glamurama em 09/09/2010).


Os “parceiros” de Xuxa se encontraram para cantar a música para ela no TV Xuxa Especial de 25 anos, em 2011.




* Apesar do pouco tempo entre o lançamento do disco e o fim do programa, Xuxa chegou a divulgar a música Sete Quedas, em uma versão com arranjos um pouco diferentes da lançada no disco:


* Em 1986 aconteceu a convenção anual de vendas da Philips, Roberto Menescal foi com Xuxa ao evento. Estava presente até o Presidente da Companhia. Quando todos esperavam que Menescal anunciasse o segundo disco de Xuxa na gravadora, ele somente comunicou que Xuxa e seus Amigos era o primeiro e último álbum de Xuxa na Philips, afinal a empresa não quis custear o disco. Roberto ligou para João Araújo, presidente da Som Livre e o resto da história todo mundo já sabe...

Xuxa assinando o contrato com a gravadora Philips
E lá se vão trinta anos de um álbum onde respeitados nomes da MPB, um produtor corajoso  e uma apresentadora que “nem cantora é” se juntaram pra mostrar que um bom disco não precisa de um orçamento dos grandes com um esquema perfeito de divulgação pra dar certo. Só precisa de boa vontade, persistência e, claro, amigos... muitos!


Nosso agradecimento especial ao produtor e compositor Roberto Menescal que gentilmente cedeu seu tempo para nos contar detalhes da produção do álbum. Menescal, sem dúvida, o primeiro e principal AMIGO desse disco foi você.
Xuper Blog
Comentários
7 Comentários

7 comentários:

Asllan Cleber disse...

Parabéns pela matéria!

Asllan cleber disse...

essa resenha foi Xuuuuuuuper

Unknown disse...

Amei!!!!

JOEDSON GONÇALVES disse...

Que matéria da porra!!! Sempre fui louco por esse disco!Agora fiquei mais ainda! Parabéns pela matéria! Muito bem escrita e com detalhes que nem eu sabia!!! Continuem assim!!! (Joe Aranha-João Pessoa/PB)

junijnho disse...

Oii, minha mãe participou da gravação do especial de Natal na TV manchete, porém n estamos achando nenhum vídeo ou coisa do tipo, em q ela apareça, vcs por acaso teriam alguma gravação para q ela possa relembrar?

vinicius mota disse...

Eu sou louco pra ver esse especial... Será que um abaixo assinando com inúmeras assinaturas e pedidos eles reprisariam?

Robson Deluqui disse...

Eu tenho a primeira prensagem desse disco e tbm tenho o cupom promocional. Só não tenho o quebra cabeça :/

Robson Deluqui/RJ

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