domingo, 31 de janeiro de 2016

Quando Xuxa virou quadrinhos

Por: Leandro Franco


Não importa a década em que cada um viveu sua infância; seja nos anos 70, 80, 90...  algumas coisas são sempre presentes: desenhos animados e revistinhas em quadrinhos. Não tem como imaginar uma infância sem um desenho ou um gibi que faça essa ponte para a nostalgia a qualquer momento da nossa vida quando já somos adultos.

Para aqueles que viveram seus anos de criança entre os anos 80 e 90 certamente essa ponte é feita com a Turma da Mônica e, claro, a Turma da XUXA.  Se a loira já tinha seu lugar cativo na TV, nos brinquedos, no cinema, nas roupas infantis e até nos produtos de higiene pessoal, era mais do que certo que ela expandisse seus domínios para as revistas em quadrinhos.


A Revista da Xuxa foi um gibi mensal publicado pela Editora Globo de dezembro de 1988 até dezembro de 1993. Com 64 paginas, em média, a publicação dava a Xuxa um novo horizonte de aventuras, tornando ainda mais lúdico tudo que cercava a apresentadora. Agora sim sua nave podia voar de verdade, viajar para outros planetas, conhecer novas civilizações, enfrentar monstros malvados, salvar amiguinhos, ter xuper superpoderes, ser, literalmente, uma super heroína.  


E não foi só Xuxa que pôde “viver” isso tudo. Xuxo, Praga, Dengue, Moderninho, Vovuxa, Paquitas também e até quem nunca pensou em ser um personagem de quadrinhos: a mamãe Dona Alda, a fiel escudeira e amiga Maria, o desenhista Reinaldo Waisman, o sonoplasta Mumu, a cantora Angel Mattos, o coreógrafo Berry, o segurança onipresente Magno...



Os primórdios
Se Xuxa só teve um gibi pra chamar de seu no final de 1988, o namoro com os quadrinhos já era coisa antiga. Desde 1987, a Turma da Xuxa já começava a dar seus primeiros passos nesse estilo. Reinaldo Waisman, o criador do Moderninho, já orquestrava toda uma série de desenhos que serviram para ilustrar desde o cenário do Xou até alguns lançamentos de Xuxa como o “DiXionário da Xuxa”, os “Papéis de Carta da Xuxa” e a “Revista-Pôster Shell da Xuxa”.  Alias, foi nessa revista-pôster que pudemos ver o que realmente foi a primeira história em quadrinhos da Xuxa.


O traço inconfundível de Waisman difere bastante do que foi utilizado na criação do gibi, quase dois anos mais tarde. Era um traço cru, simples. As diferenças não acontecem tanto nos personagens lúdicos. Mas não era só a equipe de Xuxa que já inseria a apresentadora no universo das revistinhas. O desenhista Maurício de Sousa – que fez o primeiro cenário do Xou e a capa do compacto “Sete Quedas”– já tinha colocado Xuxa em “participação especial” nas revistinhas da Turma da Mônica. A coroação veio em abril de 1987 com uma história inteira dedicada à Xuxa, a primeira pela editora Globo. 

História publicada na revista da "Mônica" nº 4 pela Editora Globo, em abril de 1987

A personagem Pipa (do núcleo Tina e Rolo) surpreende seu namorado Zecão suspirando de amores pela loira e tem uma crise ciúmes. Inconformada, resolve até adotar o estilo Xuxa, mas o namorado continua vidrado na verdadeira. Quis o Maurício destino que ela desse de cara com Xuxa num passeio e não é que se tornaram amigas? E como amiga que é amiga, Xuxa ajuda Pipa a reconquistar seu amor, mas não sem lhe dar uma lição de moral.

A história com a participação de Xuxa chegou a ser republicada em 1992 no "Almanaque da Mônica" nº 33

Depois dessa muitas outras participações e citações ocorreram e isso, claro, despertou o interesse das crianças e, obviamente, da editora Globo.

O Lançamento
Estava decidido, Xuxa teria seu próprio gibi e passaria a dividir as prateleiras das bancas de jornais com a turma da Mônica. O aparato em torno desse lançamento foi gigantesco. Uma festa de lançamento foi preparada no Caesar Park Hotel em São Paulo, no dia 17/11/1988 com presença da ilustre convidada.




A Editora Globo fez suspense, peças publicitárias anunciavam a publicação de uma nova revista, mas não mencionavam o nome de Xuxa. Um comercial também foi veiculado na Rede Globo. Vejam o que diz a matéria do jornal “O Globo” de 16/11/1988.

"Desde o último dia 4, a Rede Globo tem mostrado um filme publicitário de 15 segundos, que mostra a apresentadora Xuxa Meneghel de costas, ao som do tema musical "Vira, vira, vira". No final, ouve-se a pergunta: 'O que é que a Xuxa vai virar?'"

 Matéria do jornal “O Globo” de 16/11/1988
Já as revistinhas em quadrinhos da Editora (em especial as da Turma da Mônica) ganharam uma versão impressa do comercial de TV.



A Número ZERO
Numa estratégia pouco comum, criou-se a Revista da Xuxa n. 0, uma espécie de apresentação do que viria a ser a publicação. Foram produzidos TRÊS MILHÕES -  sim, você não leu errado, TRÊS MILHÕES mesmo – de exemplares que foram distribuídos gratuitamente nas bancas de jornal. 


Para as localidades onde havia circulação do Jornal O GLOBO, a revistinha veio encartada nele como brinde. O mesmo aconteceu no jornal "O Estado de São Paulo". Além disso, poderia se ganhar a revista comprando qualquer outro gibi da Editora Globo. A número Zero começou a ser distribuída no dia 21/11/1988 e trazia apenas uma história que servia para apresentar os personagens.

Notinha publicada pela "Folha de São Paulo" dia 20/11/1988

O lançamento da revista apareceu na capa do "Estadão" de 20/11/1988

A revista também apareceu na capa do "O GLOBO", dia 20/11/1988

Curiosidade: a última imagem de Xuxa na revistinha Zero é a mesma utilizada nas edições seguintes para ilustrar o Correio da Xuxa.


Download
Disponibilizamos na íntegra a edição promocional em arquivo PDF para nossos leitores matarem a curiosidade e a saudade.

Clique aqui para baixar a revista digitalizada

Os personagens
Nem todos os personagens criados aparecem na número Zero. A Mocreia Fantástica, por exemplo, só aparecerá no número seguinte. O cavalo Apolo, o faz-tudo Samuca também são personagens que só aparecerão depois.


Além dessa história, a Editora Globo providenciou um pôster com um miniperfil de cada personagem, que foi encartado na edição 3 e grupos de 4 fichas de personagens passaram a ser publicados mensalmente a partir da n.2.

Poster que vinha na edição 3 da "Revista da Xuxa"

Todos os personagens estavam ligados ao universo de Xuxa na TV, fossem seus animais, os personagens do programa ou a produção do programa.  Aos poucos o Xuper Blog vai apresentar cada um deles e a sua origem.

Os “derivados” da Revista da Xuxa
Diante do sucesso da publicação,a Editora Globo tratou de lançar outras versões onde a Turma da Xuxa pudesse viver novas aventuras. Assim surgiu o Almanaque da Xuxa, a Revista de Montar da Xuxa e o Gibizinho da Xuxa.


O Almanaque da Xuxa foi lançado em agosto de 1989 e não tinha uma periodicidade definida, sendo sua última edição publicada em novembro de 1992. Ele tinha 20 páginas a mais (84 páginas) e trazia passatempos e jogos, além de ter o formato "lombada quadrada", ao invés de lombada com grampos, como era a revista comum.


A revista de Montar teve 5 edições e, como o nome já diz, trazia algum brinquedo para ser montado pelos baixinhos: da nave até um jogo de cartas.


Já o Gibizinho fez parte de uma estratégia da Editora Globo de revezar seu “elenco” em minipublicações. Assim como acontecia com a Turma da Mônica, que a cada mês trazia uma personagem diferente (eram publicados 4 por vez), Xuxa dividia as atenções com a dupla Leandro & Leonardo, a Turma do Arrepio e Chaves. Foram publicadas 7 edições apenas.


Conheça o Gibi
O Xuper Blog pretende, durante esse ano, trazer as curiosidades de cada edição da Revista da Xuxa, comentar os fatos relevantes e mostrar a evolução nas histórias e no traço dos personagens. Acompanhem nossas postagens, na primeira delas falaremos dos três primeiros números.

Até lá ;)


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Xuxa e Ignácio Coqueiro voltam a trabalhar juntos

A partir das próximas gravações, o programa Xuxa Meneghel está sob nova direção. Mas engana-se quem acredita que Ignácio Coqueiro, o novo diretor da atração, vai trabalhar com Xuxa pela 1ª vez. Assim como Mariozinho Vaz, Ignácio conhece Xuxa de longa data...


Além de ter dirigido diversas atrações da TV Globo, como "Armação Ilimitada", "Barriga de Aluguel" e "Caldeirão do Huck", Ignácio aparece nos créditos como o principal diretor de alguns especiais de teledramaturgia da Xuxa. Ao contrário do que muitos pensam, a antiga diretora de Xuxa, Marlene Mattos, nessas atrações especiais geralmente ficava com o cargo de supervisora-geral.


A 1ª vez que ele dirigiu nossa Rainha foi em 1993, no especial de natal "Presentes Mágicos", ao lado de José Mário Pereira e Paulo Netto. Nos especiais "Crer Pra Ver" (1994) e "Deu a Louca na Fantasia" (1995), Ignácio Coqueiro aparece como único diretor.


Em 1996, pasmem, ele foi responsável por dirigir o emblemático "Xuxa 10 anos".


E após um tempo sem trabalhar com Xuxa, Ignácio voltou a dirigir a a loira em 2004 no especial "Papai Noel Sumiu", marcado pelo embate entre Xuxa e a personagem Bruxa Keka.



Alguém duvida que ele realmente entende de Xuxa? Toda sorte do mundo à nova fase do Programa Xuxa Meneghel, aguardamos ansiosos. :)

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Programa Xuxa Meneghel #23 - 26/01/2016

O 23º Xuxa Meneghel marca o retorno do programa que, mesmo não saindo do ar, ficou mais de dois meses sem ser gravado. Sem cortes aparentes, atrações bem dosadas e um ótimo ritmo, dessa vez o programa não ficou devendo em nada para as edições ao vivo.



D. Isabel e a goiaba roubada
Quem se lembra do quadro "Hoje Vai Ser Uma Festa", da temporada 2011 do TV Xuxa? A externa que abriu a atração lembrou muito o que era feito no extinto programa. Momentos impagáveis e emocionantes com a dona Maria Isabel que, ao lado do seu marido Joaquim, comemora bodas de ouro e ganhou uma festa surpresa da nossa Rainha. Destaque para o momento inusitado em que Xuxa se dá conta que havia sem querer "roubado" uma goiaba da vizinha de Dona Isabel. E a tal vizinha a essa altura já deve ter colocando placa na porta de casa: "Venha experimentar a goiaba que a Xuxa roubou. 15 reais o kg."


Oremos!
O clima gospel invadiu o palco do XM. No quadro Essa Tem Potencial, Xuxa foi até a casa da manicure Jéssica, que fez sucesso na internet cantando músicas evangélicas. Após uma visita surpresa ao estilo TocToc, Xuxa levou a manicure ao palco para mostrar seu potencial. Após se apresentar, Jéssica foi surpreendida pela cantora Fernanda Brum e realizou o sonho de cantar ao lado de sua ídola gospel. Mas o destaque mesmo foi para as brincadeiras de Xuxa com Fernanda, que revelou que chegou a fazer testes para Paquita. Empolgada com a história, a loira até imitou seu antigo coreógrafo, Berry, que na época se negou a aprovar a moça.



Toc Toc internacional
E a viagem à Portugal realizada em outubro passado continua rendendo. Mais um TocToc gravado na Ilha da Madeira foi exibido, dessa vez com Flávia, uma moça muito fina que reside por lá há pouco tempo e se mudou para acompanhar seu marido, o jogador de futebol Nenê. 



BeyonXuxa
Momento épico. A parte mais anunciada e aguardada do programa conseguiu ser ainda mais surpreendente. E não foi a toa que escolheram "Run The World", da Beyoncè, para a estreia do Batalha de Dublagem, que teve como candidatas nossa Rainha e cantora Ludmilla. Xuxa nunca escondeu sua admiração pela cantora e já até havia mostrado sua empolgação com essa mesma música lá em 2011, no TV Xuxa, quando o clipe foi lançado:




Ludmilla, famosa pelo hit "Hoje" - praticamente a música tema da estreia de Xuxa na Record - já estava no palco desde o primeiro momento e se apresentou com suas músicas antes do embate começar.


A cantora parece realmente ter levado o desafio a sério e se se saiu bem. Xuxa, talvez levando em consideração o todo o preparo e o fato de Ludmila sair na vantagem por ter um biotipo parecido com o da cantora americana, soube usar suas artimanhas para não fazer feio e esbanjou carisma, bom humor e muito carão! Sem contar a peruca e o figurino pra lá de ousado.


E é claro que ela não ia perder a chance de cutucar quem passa a vida criticando seu estilo, né? Para tristeza dos fãs em geral, ela disse que só participará do desafio dessa vez - até porque poderia ser injusto na votação, já que a maior parte do público obviamente vai votar na Rainha. Mas se a ideia da competição é divertir o telespectador, nada mais justo que Xuxa participar SEMPRE. Afinal, quem mais chama atenção e atrai público continua sendo ela.


A "volta" do Xuxa Meneghel mostrou que não é preciso grandes mudanças no formato, cenário ou figurino, e que não faz muita diferença se o programa é gravado ou ao vivo, para que ele cumpra seu papel de entreter e o público e mostrar todo carisma e potencial de Xuxa. Atrações bem dosadas, de forte apelo popular e novidades criativas, que coloquem a apresentadora em evidência no ponto certo, vão fazer com que o programa recupere os pontos de audiência perdidos. Que continue assim nas próximas semanas :)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Xuxa relembra ensaio da revista Desfile

Por: Leandro Franco
No início da madrugada de 20/01, Xuxa , nostálgica,  resolveu revirar seu baú de fotos e acabou postando em seu perfil no Facebook três fotos do início da década de 80. Dessas uma chamou mais atenção que as outras:  até a conclusão desse post somava mais 147.800 “likes”.




Embarcamos na onda retrô da loira e fomos buscar mais informações dessa foto que as pessoas tanto gostaram. O clique é uma foto não publicada originalmente – uma outtake – no ensaio  “Branco com os Tons da Terra” da Revista Desfile, em sua edição 173 de fevereiro de 1984.


Xuxa foi a estrela dessa edição, além da capa e do supracitado ensaio, ela ainda participa de mais três editoriais: “Malhas”, “Rústicos” e “Amplos”, todos dedicados às tendências da Moda Verão 84.


O editorial “Branco” foi realizado na Praia de Barreira Roxa, uma das mais belas do Rio Grande do Norte, na cidade de Natal. 


As fotos foram feitas por André Wanderley, que começava sua carreira como fotógrafo naquele ano.  


André se tornou querido pela apresentadora e foi o responsável, durante 7 anos, por fazer todos os trabalhos de publicidade da Xuxa Produções.



A história da Revista Desfile, publicada entre 1970 e os anos 2000, mistura-se com a história de Xuxa. A loura foi capa de 12 edições da revista e estrelou dezenas de editoriais, mesmo antes de estourar na TV como apresentadora.




última capa de Xuxa para a Desfile foi especial, pois tratava-se da recriação da DESFILE n. 1, publicada em 1969.  A edição comemorativa dos 30 anos da revista trouxe Xuxa de cabelos longos numa adaptação da foto da modelo Verushka, clicada em Paris, na época.


Como disse Xuxa em seu post: “nostalgia total”... Mostra mais, loira! De madrugada, de dia, de tarde, não importa... queremos sempre te ver.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Programa Xuxa Meneghel #22 - 18/01/2016

O 22º Xuxa Meneghel marca o fim das edições totalmente produzidas pela Rede Record, que a partir da semana que vem passam a ser assinadas pela produtora Casablanca, em parceria com a emissora. Apesar de ter sido o último programa a ser exibido, curiosamente esse foi o primeiro a ser gravado – no dia 07 de outubro de 2015 – um mês antes de começarem as gravações por conta do arrendamento dos estúdios do Rec Nov. Na época da gravação, o programa foi chamado de "stand by" - programa reserva que pode ser exibido a qualquer momento quando por algum motivo não há nenhum outro para ser exibido.

A atração teve início com uma entrevista feita na casa do apresentador Marcelo Rezende – gravação recente. Pela primeira vez, Xuxa visita a casa de um artista de sua nova emissora para um bate-papo - algo comum nos tempos do TV Xuxa. A loira ficou muito a vontade durante a conversa e fez algumas confidências que repercutiram na mídia. Algumas “adaptações” foram testadas nessa externa:  os quadros "Conto de Fadas" e "Meias Verdades" (exibido uma única vez no 8º programa) tiveram uma microedição encaixada na entrevista.  Sem a reação da plateia e com uma edição clipada, os quadros perdem bastante a força, mas não deixam de ser interessantes, especialmente porque Xuxa sempre os faz assim com suas próprias declarações.


Após a entrevista, tivemos a grata surpresa de ver Xuxa novamente usando seu mezanino numa espécie de abertura ao som do funk do convidado. Foi bom revê-la dançando bastante e interagindo com a plateia – momentos que foram abandonados desde que optaram por iniciar o programa com a matéria externa. Aliás, o programa de ontem em muito se assemelha às primeiras edições do Xuxa Meneghel: Xuxa interagindo mais com a plateia (seja dançando, atravessando as fileiras ou conversando com os participantes).


MC Sapão foi o convidado musical principal pela segunda vez. Ele já tinha se apresentado no programa de 05 de outubro. O moço é simpático e sabe animar a plateia e sobretudo, a apresentadora que vai “até o chão” no passinho do funk.


Tivemos ainda a dupla Yago e Santiago que não é lá muito conhecida, o que é perdoável diante do infinito número de duplas sertanejas que povoam o país nos últimos tempos.  Os rapazes se mostraram ágeis a imitar outras duplas (bem) mais famosas. Foi inevitável não lembrar de outra dupla que faz a mesma coisa no programa: Marcos e Belluti (aqueles do “1% é vagabundo”), até porque foi usada a brincadeira da Roleta Musical novamente.


Falando em brincadeiras, esse foi o programa delas. Quem tava na plateia não pode reclamar. Teve “Pega o Dudu”  que havia sido mostrada no programa #5 (sem a presença de Xua) e uma outra de pegar bolinhas um com vaso grudado na cabeça, que lembrou bastante as brincadeiras da primeira fase do Xuxa Park (1994). Xuxa se diverte mais que a gente que tá em casa , mas dá pra relevar quando se ouve a loira brincando de se autorreferenciar: “Quem vai ganhar? Menina ou menino?” ou o clássico “Quer mandar beijo pra quem?” . Nostalgia na medida certa. #XoudaXuxa30Anos

O Toc Toc foi mediano. O quadro depende exclusivamente da reação do visitado e, claro, funciona bem mais quando temos a reação que imaginamos que uma pessoa que se diz fã encontra a Xuxa.  A XUXA, gente! A XU-XA!!! O diferencial ficou por conta do trabalho social que a moça da vez fazia com crianças, o que tornou a visita mais interessante pra ela: além de conhecer a XUXA, ainda teve uma ajuda com o projeto que desenvolve junto às crianças carentes. É justo... Xuxa também nos ensinou isso.


O Xuxa Meneghel #22 fechou o ciclo dos programas de 2015. A própria Xuxa já disse que mudanças acontecerão.  Foram cinco meses de acertos, erros, tentativas.  Para muitos os erros vieram em número bem maior, choveram críticas, insatisfação e intolerância. A audiência patinou, principalmente com o início da leva de programas gravados. Xuxa tem um longo caminho pela frente, seu público é exigente e ela sabe disso.

“Tem vezes em que a gente diz assim no Réveillon: ‘Ah, este ano promete’. O meu será um ano de grandes decisões e mudanças – e sem chances de errar! Já com 53 anos não dá mais para esperar. Tem que acontecer!” (Em entrevista à Contigo, novembro de 2015)
Que venha o Xuxa Meneghel 2016!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...