domingo, 28 de fevereiro de 2016

O 1º Ano da Revista da Xuxa (Edição 12)

Por: Leandro Franco

Hoje vai ser uma festa, bolo e guaraná, muito doce...


Sim, não tem outra forma de começar esse texto. Parabéns da Xuxa sempre vai ser a melhor maneira de se comemorar as coisas relacionadas à... XUXA! Numa empreitada bem sucedida, iniciada em dezembro de 1988, a revista em quadrinhos da Xuxa atingiu seu 1º ano ocupando o posto de 5ª revista mais vendida no Brasil! 



Obviamente os quatro primeiros lugares eram dedicados às publicações da Turma da Mônica, que já vinham de um mercado cativo de leitores desde 1970. Os personagens de Mauricio, em 1989, contavam com 5 revistas “titulares”: Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e Magali. Xuxa acabou se tornando tão importante no mercado dos gibis que não só conseguiu deixar para trás outros artistas que lançaram suas publicações antes como Trapalhões, Gugu e Sérgio Mallandro, como também toda a trupe da Disney.



A capa
Os pedidos de muitas cartinhas nesses doze meses de Correio da Xuxa foram atendidos: eis a primeira – e única – capa da Revista da Xuxa com foto da loira! E a foto da capa tinha que ser com roupa de aniversário... Olha aí a roupa do Aniversário de 2 anos do Xou da Xuxa.
A surpresa não parou por aí, a capa foi dupla – única vez também – e ao abri-la podíamos ver grande parte dos personagens na festa de comemoração.

Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 12

O aniversário foi o responsável por “desviar” o que seria o tema mais apropriado para a capa: o Natal, afinal já é praxe que nessa época os gibis façam suas capas temáticas, mas nos anos seguintes isso vai acontecer (exceto em 1992).

Natal na Revista da Xuxa: 1990, 1991 e 1993

As histórias
Se não tivemos a capa natalina, tivemos histórias natalinas, DUAS! Será que foi pra compensar? Afinal, na edição de dezembro de 1988 também não tivemos histórias com esse tema, mas era justificável: era o lançamento da revista e apresentar os personagens e o estilo da revista era o necessário naquele momento.


E olha a confusão: será que a Estrela de Belém faz as botas da Xuxa mudarem de cor? Porque foi isso que aconteceu, devem ter confundido com a roupa que ela estava antes de se aprontar para a ceia de Natal. Ops...



Tirando as duas histórias natalinas, não houve mais nada temático. O aniversário não teve menção alguma. Tudo seguiu a linha das edições anteriores: aventuras, flerte, biquíni verde...

Já até imaginamos a qual teria sido o pedido do Dengue: "Dá pra trocar de biquíni, Xu?"

Falando em flerte, em “A Flor” acontece algo bem curioso: além de ser uma história sem qualquer diálogo, reparem nas cores... por que tanta repetição? As roupas dos rapazes nas mesmas cores, a roupa das Paquitas também.. Como se já não bastasse todas terem a mesma cara, não podiam ter feito uma de azul e outra de vermelho?

A pouca variação nas cores tornou a história sem sentido, pois fez com que parecesse que se tratava da mesma paquita. E só existia roupa masculina azul e laranja? Promoção ou descuido dos coloristas?


Correio da Xuxa e Dicas pros Baixinhos
As duas seções da Revista ganharam novo layout. O correio ficou um tanto impessoal, faltou um detalhe “Xuxa” ali...





Se o visual mudou, os pedidos dos leitores não mudaram, mas dessa vez parece que houve uma mobilização para pedir a presença dos Paquitos nas historinhas . Teve uma que até se lembrou do Frentinha e também pediu a presença dele. Xuxa continuou driblando os pedidos. Com certeza o apelo dos Paquitos não era tão forte assim, já o Frentinha nunca apareceu porque ele nunca fez parte dos personagens da Xuxa Produções (o criador não quis vender os direitos do boneco).


Uma leitora queria uma história que contasse a vida de Xuxa. Como isso foge à proposta da versão quadrinhos, onde Xuxa está um tanto distante da vida real, pois nas histórias ela tem superpoderes, viaja pelo espaço e convive com bonecos de espuma, tartarugas e mosquitos falantes, Xuxa sugeriu que a menina esperasse pelo livro dela (de Xuxa). Bom, o primeiro livro biográfico – autorizado – de Xuxa saiu em 2001, a menina perguntou em 1989. Ok, agora sabemos que se Xuxa mandar esperar por alguma coisa, isso pode demorar algum tempo.


A partir dessa edição as Dicas Para Os Baixinhos ganharam mais páginas: de duas para quatro e somente um tema é abordado, com várias dicas relacionadas a ele. Na n. 12 foram as festas de fim de ano.



A comemoração
O Xou da Xuxa (Rede Globo) foi o palco da comemoração oficial do primeiro ano da Revista da Xuxa. No Paradão de Natal, exibido em 23/12/1989, Xuxa dedicou alguns momentos para mostrar a revistinha, receber o Diretor responsável pela Divisão de Publicações Infantis e Juvenis da Editora Globo, Rogério Rahier e, claro, cortar o bolo – feito especialmente para a ocasião e em formato de um gibi da Xuxa aberto.


Durante a entrevista Rogério contou que a revista estava entre as cinco mais vendidas, apesar das dificuldades (não as especificou) para sua produção; detalhou a “aventura” para garantir que o bolo em formato de revista chegasse intacto ao estúdio e ainda anunciou que uma versão em espanhol estava por vir. Daí pra frente a gente já sabe: a revistinha ainda durou mais 4 anos, o bolo foi comido e o gibi em espanhol... nunca más se oyó hablar de él. Assista na íntegra a comemoração do 1º aniversário da revistinha no programa:



E já que comemoração pouca é bobagem, a revistinha trouxe uma matéria sobre a inauguração da Fundação Xuxa Meneghel, acontecida em outubro daquele ano. O maior orgulho de Xuxa começava a dar seus primeiros passos e tinha que virar notícia. E lá se vão quase 27 anos...


A promoção
Ainda no programa, Xuxa e Rogério declararam aberto o primeiro concurso da Revista da Xuxa: “Promoção Show de Prêmios Xuxa”.  Funcionava assim: foi encartada na edição uma Xuxa desenhada só de botas e calcinha (nos dias de hoje, provavelmente criariam caso com isso), o leitor deveria criar uma roupinha para essa boneca. 


Aquela que fosse considerada a melhor levaria uma lista considerável de presentes da Xuxa. O concurso durou cerca de 3 meses e o resultado foi anunciado no dia do aniversário de 27 anos de Xuxa, 27/03/1990, mas a publicação do modelito só aconteceria em maio daquele ano. E não era só o primeiro lugar que seria premiado; até o 1.135º ainda havia premiação: um LP 4º Xou da Xuxa.
Todos os modelitos enviados para o concurso passariam a ser de uso da editora Globo, que provavelmente não usou nenhum ou quase nenhum, pois os figurinos no gibi permaneceram os de sempre, com raras alterações.



Pelo que vimos nesse um ano de Revista da Xuxa, uma promoção “Desenhe um biquíni pra Xuxa” seria tão interessante quanto, não é?

As próximas edições que o digam...

Chegamos ao fim dessa postagem especial sobre a Revista da Xuxa. A festa acabou, mas não acabaram nossas postagens sobre a revistinha. Continuem acompanhando, vamos falar das edições 13, 14 e 15 na próxima e sabem o que Xuxa acha disso?


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Compacto Programa Xuxa Meneghel #27




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Revista da Xuxa: Edições 10 e 11

Antes de qualquer coisa, vamos nos justificar: quem está acompanhando nossas postagens sobre a Revista da Xuxa vai estranhar um pouco o post de hoje. Costumamos apresentar três edições para vocês e essa era nossa ideia até semana passada, mas ao “montar” o artigo, vimos que ficou muito extenso e optamos por deixar a edição 12 para um post à parte. Além do mais, a edição 12 é comemorativa de 1 ano da publicação... è ou não é merecido que tenha um post só seu? Então... antes de falar dessa edição especial, vamos mostrar as curiosidades das edições 10 e 11. Preparados?



Edição 10

Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 10

A edição do mês das crianças de 1989 chegou com novidades: a produção das historinhas deixava de ser do Estúdio Artecômix e passava a ser da Equipe “Farias & Paulo José”. Com a mudança de produtores, houve uma pequena alteração nos traços da Xuxa “desenho”. Comparem:


Entretanto, o  Estúdio Artecômix ainda não tinha saído completamente . A história “Flores para uma Flor” foi creditada a ele.  Foi a última historinha do Estúdio na Revista da Xuxa.


Falando em alteração de traços dos personagens, a décima edição trouxe de volta a Mocreia Fantástica – que não aparecia desde a n.1 – numa versão remodelada e bem diferente da que nos foi apresentada no começo. Só uma coisa não mudou: a vontade de Mocreia em tirar Xuxa do caminho, pois segundo ela, seus talentos não são reconhecidos porque a “loira aguada” rouba todas as atenções.


No Correio da Xuxa, os leitores mostram que o negócio da vez era mesmo foto. Enquanto uma pede foto dos “cantores e grupos de sucesso” a outra quer foto dos leitores mesmo. Que falta fazia a internet e suas muitas redes sociais, hein? Isso fora os pedidos de foto da Xuxa. 


Se bem que esses últimos foram resolvidos – pelo menos nessa edição – pois os leitores receberam como brinde um miniposter de Xuxa.  Diferente do que geralmente acontece, a foto escolhida não era de ensaios batidos ou postais... era Xuxa no cenário do Xou empunhando os clássicos pompons.


No “Anversário da Vovuxa” vemos Xuxa com um figurino “carimbado” em sua carreira. Simples e marcante, tanto que virou um dos figurinos da boneca da Mimo, além, claro, de Xuxa usá-lo no programa.

Xuxa usa o figurino na revista, no "Xou" em 1989, no "Show de Xuxa", em 1991, além de servir de roupinha pra sua boneca lançada pela Mimo

Pela primeira vez a revista fez menção à 2ª geração de Paquitas. Na última história da edição, temos Dengue e Xuxa conversando com a Catuxita, mas também temos um erro na revisão e a própria personagem se chama de Catuxa, assim como as baixinhas Leninha e Angel, que se dirigem à moça pelo nome de Catuxa. Afinal quem era a protagonista dessa história? Catuxa ou Catuxita? Não importa, era uma Paquita.



E para tristeza de todos, foram encartadas as últimas fichas-perfil. Foram 36 fichas no total, desde a número 2. Quem ilustrou as últimas fichas da Revista foram os bichos de Xuxa: Apolo, o cavalo; Tuca, o tucano; Painho, o papagaio e Jô, a macaca. Mostraremos as fichas com detalhes nos futuros posts.


Edição 11


Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 11

A décima-primeira edição já chegou com uma “honra” que quase nenhuma edição teve: uma propaganda publicada nos demais gibis da Editora Globo falando exclusivamente dela. Propagandas da Revista da Xuxa aconteceram ao longo da existência da publicação, mas uma propaganda de uma edição específica não. Isso era bem raro.



Vamos comer pizza passear no bosque enquanto seu Lobo não vem... A primeira histórinha da revista é bem assim. Uma adaptação da Vovuxa para a lenda da Chapeuzinho Vermelho e não é que caiu como uma luva pra loira?


E o que dizer de Xuxa tentando se fazer notar pelo carinha que andava na rua. Acho que a gente consegue acreditar mais nela viajando de uma galáxia pra outra numa nave rosa do que tendo que cortar um dobrado pra chamar a atenção de um rapaz...



Na história da Dengue com as pulgas do Xuxo foi impossível não se lembrar das pulguinhas do filme Super Xuxa Contra Baixo Astral. Essas Joanas...


E se Xuxa ficar doente, não vai faltar gente pra cuidar dela. Participação da Fessora, Pavão, Di Junior, Sandrão e Martinha. A turma adulta da Xuxa. Falando na Fessora, vamos ver a ficha dela?


Fessora foi inspirada na personal trainer Rosângela Allevato, a Tia Rô, que cuidava da forma física de Xuxa naquela época. Ela chegou a ter um quadro dentro da Ginástica do Xou no ano de 1989; durou pouco. Vejam no vídeo abaixo todas as edições do quadro e ainda uma aparição de Rosângela no Xou da Xuxa em 1990 (aos 9:01 min) na brincadeira “Comandante Ausente”.



Falando dos profissionais que cercavam (ou cercam – literalmente- até hoje) Xuxa, temos o segurança de décadas, Magno. O onipresente protetor de Xuxa inspirou o personagem Jesus e ao ler a descrição do perfil na ficha, dá pra se ter a certeza que o “baixinho” Jesus e o o segurança Magno têm algo em comum.


Bom, se restava alguma dúvida, foi a edição 11 que acabou com ela. Vejam o descuido nesse quadrinho, quando Moderninho se dirige à Jesus:


Tivemos estreia de personagem: o Praguinha, filho do Praga e da Dona Praga. É curioso ver esse lado “família’ do personagem Praga, pois nas primeiras edições ele morava no quarto de brinquedos da casa de Xuxa, junto com Dengue e Moderninho. Vai ver não tinha encontrado a Dona Praga ainda... ou será que isso aconteceu depois de conhecer a esposa, pois já conta a lenda que “nem a dona Praga esse chato ela aguentou, com um chute no traseiro devolveu ele pro Xou”.


Edições 10 e 11 comentadas, agora é hora de esperar o "bolo e guaraná, muito doce pra você"... Já sabem, tem edição comemorativa no próximo post das revistinhas e que não vai demorar muito pra sair. Edição 12!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Programa Xuxa Meneghel #27 - 22/02/2016

Alguns dos principais ingredientes testados na receita das 26 edições já exibidas do Xuxa Meneghel foram misturados para compor o 27º programa: entrevistaS, debates, convidados musicais, brincadeiras, "Na Lata"... Teve de tudo um pouco.


Assim como na semana anterior, o programa mais uma vez começa sem externa, com Xuxa e seus convidados já posicionados no palco. E a gente pede encarecidamente: Produção/Edição, por favor, mostrem Xuxa chegando ao palco! Não precisa muita coisa... Apenas filmem (e exibam) ela chegando.

Kelly Key, Ana Hickmann e Léo Santana foram os jurados de um dos mais interessantes e divertidos Na Lata até hoje, mostrando uma competição de "cupsongs", sem recorrer a calouros ou batalhas de dança, utilizados a exaustão em edições anteriores e outros programas de TV. E ao contrário da semana passada não se estendeu. Tudo na medida certa!


Uma pena que um dos momentos do quadro foi limado na edição: a cada apresentação, Xuxa chamava um dos jurados para também fazer a brincadeira com os copos, inclusive a própria brincando ao lado de Ana Hickmann com a música Ilariê. 

Bem que o R7 podia publicar esse vídeo como momento extra, né? #ficaadica

Apenas a parte em que Kelly Key fez a brincadeira com sua filha Suzana foi mostrada, aproveitando que as duas deram o que falar na internet há algumas semanas devido a semelhança entre mãe e filha.


Gaby Amarantos entra em cena e canta o seu maior sucesso com direito a performance da nossa Rainha, assim como acontecia nos tempos do TV Xuxa, quando a cantora era figura carimbada da atração.


Houve também um rápido debate sobre s padrões de beleza. Entre os assuntos comentados, o caso do cantor Netinho com o uso de anabolizantes, as críticas que Gaby Amarantos sofreu nas redes sociais por publicar uma foto com trajes de banho e imagens de várias personalidades que exageraram nas plásticas sendo mostradas no telão. Após esse momento, nossa Rainha aproveitou o assunto para dar o seu recado para os fãs que a querem ver com a "cara esticada".


E em um programa que teve de tudo um pouco, não poderia faltar games com convidados. Dessa vez, tivemos a estreia do quadro No Escurinho do Cinema, em que os artistas precisavam adivinhar qual era o filme através de mímicas feitas por dois atores escondidos atrás de uma tela que mostrava apenas a silhueta. Foi divertido em alguns momentos, principalmente a reação de Ana Hickmann quando ficou incrédula ao adivinhar que uma das mímicas era do filme Jurassic Park. Também foi impagável Xuxa pedindo para os dois atores, no início da brincadeira, fazerem como exemplo a mímica de Lua de Cristal e Kelly fazer cara de paisagem com a mímica que não pareceu muito condizente com o filme de maior sucesso da loira... 

"Isso era Lua de Cristal?" (KEY, Kelly)


Aliás, Xuxa se divertiu como ninguém durante o quadro. Até porque ela tinha as respostas na mão e conseguia ter sacadas que mais ninguém teria ao ver a reação dos convidados tentando adivinhar. Se o público também tivesse a informação de qual filme se trata antes dos artistas adivinharem, talvez seria mais divertido pra gente rir da reação dos convidados.

Já a entrevista com Maguila, uma das partes mais anunciadas e divulgadas pela imprensa, acabou sendo bem rápida, mas nem por isso a emoção ficou de lado. Assim que reencontrou o lutador, Xuxa imediatamente o chamou de "dançarino preferido", provavelmente se referindo ao momento em que dançaram juntinhos na Hebe, em 1984 (que você pode conferir nesse post). Além da conversa que teve com o lutador, vários VTs ressaltaram a importância de Maguila teve para o boxe em nosso país, com direito a depoimento do lutador Popó.


Por fim, o quadro Caixa Preta - que prometeu revelar segredos íntimos dos convidados - trouxe depoimentos de familiares de cada um deles. Mas quem roubou a cena foi Gaby Amarantos, contando de maneira emocionante e cativante um pouco sobre sua trajetória antes de se tornar famosa. É indiscutível a química que a cantora tecnobrega tem com nossa Rainha. Mais uma pra listinha dos convidados que podem voltar mais vezes ao XM.


A mistura de formatos já testados anteriormente rendeu um programa animado, dinâmico e com um ritmo bem frenético. Talvez um dos programas que mais tiveram momentos limados na edição, devido ao número de atrações e horas gravadas. Mas funcionou muito bem. Até porque nossa Rainha estava impagável... Continuando assim, acreditamos que tem de tudo para reconquistar os números de audiência! 


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Xuxa e Maguila: A Bela e o Fera!

Por: Leandro Franco

No programa de amanhã (22/02), Xuxa vai reencontrar José Adilson Rodrigues dos Santos, o Maguila! O ex-pugilista brasileiro e campeão peso-pesado vai ser o entrevistado numa matéria gravada na clínica em São Paulo, onde o lutador está internado.


Só pelas fotos divulgadas já temos a certeza que esse reencontro será marcado pela emoção, afinal Xuxa e Maguila têm bons momentos para recordar.


No ano de 1984, nossa loira e o pugilista participaram do programa Hebe, ainda na Rede Bandeirantes. Maguila começava a se firmar como um nome no boxe brasileiro e Xuxa já brilhava como modelo e manequim e já tinha dado seus primeiros passos como apresentadora  infantil.


Hebe, claro, não deixaria passar um clássico momento “A Bela e o Fera” e perguntou a Maguila se ele não desejava dançar com uma bela moça. Óbvio que era Xuxa!
“Conhecido pela intrepidez com que encara os mais árduos desafios, Maguila animou-se: ‘Vamo que vamo’, trovejou ele, tomando as pequenas mãos de Xuxa entre as suas e rodopiando pelo palco ao som de Cheiro Mineiro de Flor, entoada pela dupla Sá & Guarabira”. (nota publicada na Revista Placar, de 17/08/1984)


O momento ficou na memória e 13 anos depois, quando Maguila foi o convidado do quadro Intimidades do Planeta Xuxa (Rede Globo),  nossos “dançarinos” relembraram a cena. Ok, houve uma confusão de datas e idade por parte de Xuxa e Maguila, mas nada que atrapalhasse o “revival”.


O bom humor e o jeitão simples do pugilista foram o destaque de toda a entrevista. Respostas ágeis e objetivas, como um bom lutador deve ser. Vejam na íntegra a entrevista:



Pouco antes desse reencontro, no ano de 1989, Maguila fez uma “participação” bem especial  no universo dos quadrinhos de Xuxa. Na edição n. 9 da Revista da Xuxa, o personagem Xuxo, depois de uma bem sucedida demonstração de força e coragem recebe uma “proposta” do Peso Pesado.


Maguila deixou os ringues em 2000, colecionando 77 vitórias, 61 delas por nocaute em 85 lutas. Em 2010 foi diagnosticado com o Mal de Alzheimer, no seu caso, uma espécie de “evolução” da demência pugilística, doença degenerativa que afeta grande parte dos boxeadores, após se aposentarem. Força, campeão!

Maguila, em 1989, enfrentando Evander Holyfield
Curiosidade: Xuxa e Maguila já foram citados pelo mesmo motivo em uma das clássicas músicas de Toquinho. "Gente tem Sobrenome" é canção lançada em 1987, dentro do álbum "Canção dos Direitos da Criança", que traz músicas inspiradas nos princípios da Declaração Universal dos Direitos da Criança, aprovada pela ONU em 1959.



Confira a estrofe de Xuxa e Maguila: 

Renato é Aragão, o que faz confusão / 
Carlitos é o Charles Chaplin /
E tem o Vinícius, que era de Moraes /
E o Tom brasileiro é Jobim/
Quem tem apelido/
Zico, Maguila, Xuxa, Pelé e He-man/
Tem sempre um nome e depois do nome/
Um sobrenome também.

Obs.: Em 1987, "Xuxa" ainda era apelido. Não constava sua averbação na certidão da loira, o que aconteceu no final de 1988.

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