sexta-feira, 25 de março de 2016

Revista da Xuxa: Edições 22, 23 e 24


Por: Leandro Franco

Então é Natal... e o que você fez?  Opa, o Xuper Blog endoidou? Natal em plena semana de páscoa?
Calma gente! No post de hoje vamos falar das edições 22, 23 e 24 da Revista da Xuxa e a edição 24 é a primeira capa com tema natalino, não podíamos deixar passar a clássica pergunta de Simone, não é?
Nem só de Natal vive nosso post, teremos Xuxa dando uma de gatinha – literalmente – , He-Man, Tarzan , King Kong... Curiosos? Vamos lá...




Edição 22

Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 22


De cara, ou melhor, de capa, já temos uma ideia já usada pela equipe de criação da revistinha. Lembram quando falamos que a tirinha final da Edição 18 era uma adaptação da capa da Edição 8? Se não lembra, clica aqui. Pois dessa vez foi o inverso: uma historinha da Edição 9 claramente serviu de inspiração para a capa da Edição 22. Troca-se o Temporão pela Xuxa e voilá! Capa pronta.


Pelo visto a palavra de ordem naquele outubro de 1990 era reciclar. Depois  da  capa, já na primeira historinha temos algo já visto e readaptado: uma fada aparece para realizar o desejo de quem não está muito contente com a atual fase de sua vida e no fim de tudo, as coisas voltam ao normal, mas tem sempre alguém querendo fazer o mesmo.


Edição 3: baixinho quer ser adulto encontra fada que realiza o desejo, se apaixona pela Xuxa, descobre que cada fase da vida tem seu encanto, pede pra voltar ao que era, um personagem mais velho tem o mesmo pensamento e a fada oferece seus préstimos.

Edição 22: Xuxa pensa em como seria se pudesse ser criança novamente, fada se antecipa e realiza o desejo, Xuxa descobre que cada fase da vida tem seu encanto,  a magia acaba (era amostra grátis), um personagem mais novo tem o pensamento de se tornar mais velho e a fada oferece seus préstimos.


Viram? A base é a mesma.
Alheio às fadas, Moderninho se encanta por uma mulher misteriosa. Quem seria? Luma de Oliveira, Bruna Lombardi, Monique Evans?



E  involuntariamente, o boneco de espuma falante acaba nos mostrando que a música da Xuxa, Arco-Íris, nunca falou as sete cores, só seis. Já tinham pensado nisso?


Se “toda cor tem em si uma luz, uma certa magia”, não se deve usá-las de forma errada e isso é o que os coloristas mais fazem. Pituxa novamente aparece de AZUL,  tsc, tsc!


Curioso foi ver o aportuguesamento de videogame na história do Praga. Ficou esquisito parecendo erro de grafia, mas não é errado. Só estranho, bem estranho.


No Correio da Xuxa deram um tempo em pedir a presença dos Paquitos, mas parece que fizeram um mutirão pra pedir pôster. Poster da Xuxa, das Paquitas, dos Paquitos, da Letícia Spiller...



Já uma baixinha foi mais econômica e pediu TRÊS figurinhas PEQUENAS por revista. Por que “TRÊS”, por que “PEQUENAS”? Eu hein? Ainda bem que Xuxa só “anotou” o pedido, vai que é trabalho...



Fechando o gibi, Xuxa chega suja de lama e rasgada numa festa e é vira um sucesso com seu modelito “alternativo”. Não se espante, loira! No futuro vai ter gente que vai sair vestida de carne crua com bife na cabeça e também vai ter quem ache lindo. 

Um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pro meu açougueiro.


Edição 23

Perninha na área. A escalada de sucesso desse coelho está surpreendente, hein? Pra quem deu as caras em  uma tímida participação – com um desenho mal definido  –  lá na edição 8, depois ganhou uma história solo na edição 18, agora o coelho amante de esportes radicais da Turma da Xuxa ganhou sua primeira – e única – capa.


Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 23


Falando em esportes radicais, é justamente esse assunto que leva Xuxa e Di Junior a uma disputa para saber quem é o “sexo frágil”. A historinha já começa com citações ao velejador Amyr Klink, que em 1984 cruzou, sozinho, o Oceano Atlântico num barco a remo, uma viagem que durou 100 dias; e ao piloto André Azevedo, que em 1990 havia se tornado o primeiro sul-americano a conquistar o pódio do maior rali do mundo: o Dakar.

Depois do Amyr e do André, mais figuras importantes, só que na ficção: Tarzan, King-Kong e Chita. Ufa! E o que dizer dos primórdios do No Limite/Survivor. Digam se essa ideia não se encaixa perfeitamente na proposta do programa?



Parece que os esportes eram o mote da edição: o Praga com suas manobras radicais no skate e Xuxa praticando slackline (ou algo parecido, já que naquela época ninguém nem falava disso).



Dessa vez acertaram na cor da roupa da Pituxa ou então tinha tinta vermelha sobrando no estúdio. 



Achamos que essa opção é a mais acertada. Deêm uma olhada nessa roupa da Xuxa... Não se parece com uma velha conhecida nossa lá da Edição 10 e que apenas foi colorida toda com uma única cor?  Huuum..




Moderninho estava às voltas em saber como a gente nasce. Só que ele não é humano como a gente e isso ainda vai confundir a cabecinha da Draguxa que reapareceu depois de tanto tempo.



No Correio da Xuxa, praticamente uma sucursal da ONU. Carta de tudo quanto é país...
Num lindo mundo da... GLOBALIZAÇÃO. E todo mundo escreveu só pra dizer que amava a loira, ninguém pediu foto, pôster, Paquitos, Frentinha... Todos foram unânimes em lamentar que não mais podiam vê-la por estarem fora e que sentiam saudade. Enquanto isso as cartas daqui pediam o de sempre. Curioso como não damos valores às coisas que temos. Enquanto as nossas vinham cheias de pedidos, as de fora se contentaram em falar da saudade. E a menina do Japão que nunca teve nenhuma revista? Tadinha, gente.




Finalizando o gibi, o Praga levando a sério os versos da música “O Praga é uma Praga” (Xou da Xuxa 3, 1988) onde Xuxa canta: Nunca eu consegui dessa praga me livrar /Pega no meu pé, já nem posso namorar...


Praguices à parte, repararam a referência aos Beatles na história? “Fugindo” do Praga, Xuxa e o namorado embarcam no SubAmarelo, uma clara alusão a Yellow Submarine, disco (e filme) dos Beatles de 1969.



Nesse disco encontramos “All You Need Is Love” uma das canções mais famosas do grupo inglês; era bem isso que a Xuxa queria na historinha, mas o Praga não deixava... E quem mais estava por lá: o biquíni verde, nosso velho conhecido...




Edição 24

Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 24

A primeira capa com tema natalino da Revista da Xuxa saiu em dezembro de 1990. Xuxa no trenó de Papai Noel, puxado por Apolo, seu cavalo mágico. A imagem da capa é especial pois é essa mesma roupa que aparece na abertura especial do Xou da Xuxa de Natal. Embora no desenho animado Xuxa esteja num trenó puxado por renas, é evidente que é a mesma ideia e figurino.



Falando em Apolo, o cavalo de Xuxa não aparecia desde a edição n. 2, mas ganha um papel de destaque nessa aventura interplanetária de Natal. Há que se comparar Apolo com Xuxo: os dois são bichos de estimação de Xuxa, mas por que somente Apolo é humanizado?


Ele fala e usa roupas, já Xuxo não fala nas histórias em que Xuxa contracena com ele; lá ele é só o cachorro preferido dela, assim como o pequeno Pimpo. Já em suas interações com outros animais, Xuxo conversa, uma espécie de língua dos bichos somente.

Voltemos à história, Mocréia reaparece com mais um de seus planos para riscar Xuxa do mapa. Nem no Natal, a criatura dá folga, mas se puxarmos pela memória, veremos que sua última aparição foi numa festa junina. Festa atrai Mocreia...



Já fora do ambiente natalino, Praga deixa todo mundo preocupado com uma decisão que toma. Fora a curiosidade pelo que é que ele fez, é interessante ver personagens “raros” dando as caras: Praguinha, Painho, Perninha...


Temporão encontra um... gênio! Nossa, a equipe de criação gosta mesmo dessa figura. Já tivemos histórias com Xuxa, Pituxa, Dengue, todos encontrando gênios.


Falta de novidade à parte, outra referência: He-Man, que dispensa apresentações.


No Correio da Xuxa tudo calmo dessa vez, ninguém reclamou de cabelo, ninguém pediu Paquitos, nem pôster, nem foto. Todo mundo só quis dizer o quanto ama a loira, mas uma garota da Dinamarca chamou atenção por contar que tinha fitas cassete e um Xuxo! Direto do Brasil.



Alguém andou abastecendo nos postos Atlantic e garantiu o Xuxo pra garota. Lembram disso?



Fechando a revistinha e o ano de 1990, temos Xuxa dando uma de gatinha, literalmente! Uma fada-gata a transforma numa gatinha e ela vai viver um dia de felina.


Poxa, perderam uma excelente oportunidade de mencionar ou brincar com a famosa canção História de Uma Gata dos compositores Enriquez e Bardotti, cuja versão de Chico Buarque foi  imortalizada por Lucinha Lins no filme Os Saltimbancos Trapalhões em 1981 (embora a primeira gravação seja de Nara Leão, em 1977).


Lua de Cristal e o disco Xuxa 5, ambos lançados em meados de 1990, apareceram numa propaganda no gibi. Foi a primeira vez que um disco de Xuxa ganhou um anúncio em sua revistinha. Filme também, mas indiretamente isso já acontecia no Correio quando cartas comentavam Super Xuxa ou Princesa Xuxa e os Trapalhões.



Macacos me mordam! Um fato curioso: entre abril de 2009 e janeiro de 2010, a Rede Globo exibiu a novela Caras & Bocas, cuja história central girava em torno de um chimpanzé, Xico, que pintava telas e seu dono Denis (Marcos Pasquim) as apresentava como sendo dele (o dono). Eis que numa das cenas o protagonista deixa suas macaquices de lado e vai “ler”. Olhem o que ele escolheu para se distrair... 19 anos depois. Quem diria!


E assim fechamos 2 anos de Revista da Xuxa, mas ainda está longe de acabar. Continuem ligados, o ano de 1991 trouxe muita coisa bacana: o segundo concurso “Crie um Modelito pra Xuxa”, pôster (finalmente!), um novo estúdio para criar as historinhas, Amiguinha Xuxa em espanhol (!!!!). Ansiosos? Nós também... E já começa no próximo post com as edições 25,26 e 27.
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

Márcio Levi disse...

Olá! Se me permite, somente um complemento, a roupa da capa 24 remete muito àquela usada no natal do Xou da Xuxa de 1992. Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=9-oKbuE4zEY
Abraço, Márcio

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...