sexta-feira, 1 de abril de 2016

Revista da Xuxa: Edições 25, 26 e 27

Por: Leandro Franco

Há 25 anos, a Revista da Xuxa entrava no seu Ano III  que já começava trazendo novidades para os leitores da revista em quadrinhos da loira: um novo concurso para criar modelitos para Xuxa (deu certo em 1990, por que não repetir a dose?) e a entrada de um novo estúdio para a criação das historinhas. A troca de estúdio foi acontecendo gradativamente até que o Estúdio AW se firmou como o responsável até a última edição publicada. O conteúdo das historias permaneceu, mas os traços foram se tornando menos elaborados , principalmente para os “figurantes” das histórias. Não mais veremos belos desenhos como aqueles das moças das histórias do Di Junior. A nosso ver houve uma involução, mas também entendemos que o gibi seguia a tendência de simplificar os traços e que hoje resulta em algo como uma porca rosa que mais parece o rascunho de um desenho animado, mas deixa isso pra lá...
Vamos às edições de hoje!



Edição 25

Já na capa uma situação curiosa: Xuxa descansa no espaço  sideral numa rede sustentada pela Nave Xuxa e seu filhote Robuxo. Não, não seremos realistas (e chatos) a ponto de dizer “como Xuxa respira no espaço sem um traje especial, ou melhor, espacial?”. A questão é sobre a Nave da Xuxa. Não é nela que Xuxa e sua turma viajam pelas galáxias? Cabe todo mundo lá... Então por que nessa capa ela parece ser menor que a Xuxa e pouco maior que o Robuxo? Ok, talvez exista um botão dimensionador de naves...


Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 25


Pela primeira vez a história de abertura do gibi não foi focada em Xuxa; ela participa mas o protagonista foi Praga numa crise de identidade por conta de um pequeno acidente.


Em seguida uma rápida e espirituosa historinha sem diálogos, uma página só. A curiosidade fica pelo fato que o livro que o vendedor oferece á Xuxa existe de verdade! Sabiam disso? Saiu em 1976 e até hoje é uma referência para os praticantes do karatê. Foi escrito por Oswaldo Duncan.



Xiquita e Pituxa protagonizam a primeira história feita pelo estúdio ZW – que ainda não é o estúdio definitivo – e,  além do erro rotineiro de inverterem as cores das roupas (Xiquita/ Roupa Azul e Pituxa/Roupa vermelha é o correto), já notamos os traços mais simples e, consequentemente, menos bonitos.



Moderninho resolve dar uma de sabichão e inventa sua própria teoria para a origem do cavalo árabe. Seguindo a ideia do boneco de espuma, o cavalo árabe tem sua origem no brilho (fulgor) do furúnculo (fruncho) sussurante (frêmito), que significa exatamente a tesoura cirúrgica (fórfice) tem folhas (folhoso) que brincam com as folhas numeradas dos livros (folguedo / Fólio).  É... só Moderninho pra construir algo tão “inteligente”. Obrigado, Sr. Dicionário, mas ficamos na mesma.


Se a história de abertura teve Xuxa de menos, a de encerramento teve nada de Xuxa... Só Dengue no seu dia de quase-morte. 


No Correio da Xuxa, mais gente pedindo pôster da Xuxa, só que dessa vez ela disse que o pôster poderia sair logo. Aprendam: o “logo” dela é mais ou menos 11 meses depois, que é quando saiu o tal pôster. Falando em pôster, até então ainda tinha gente agradecendo o pôster lá da edição 10. Educação antes tarde do que nunca, não é?




A promoção “Show de Prêmios Xuxa” voltou, mas sofreu algumas pequenas modificações: o nome oficial agora é “Desenhe um Modelito para a Xuxa”, alguns prêmios novos foram incluídos e outros substituídos; por exemplo: o LP 4º Xou da Xuxa foi substituído pelo LP Xuxa 5. O número de premiados também aumentou consideravelmente: na primeira promoção seria premiado até o 1.135º colocado, nesta passou-se a premiar até o 3655º colocado!!!




Edição 26

A capa da edição lançada em fevereiro de 1991, traz uma situação interessante: pela segunda – e última – vez, o logotipo do gibi será parte da situação retratada na capa. Aqui temos Vovuxa tricotando o nome “Xuxa”, lá na edição 8 (Julho/1989) tivemos Xuxa se pendurando no nome para se proteger de um rato-fã.

Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 26

Na primeira história uma referência aparece através apenas do figurino de Moderninho, não há qualquer menção a Sherlock Holmes, mas aparecer com o capote e chapéu tipicamente londrinos e a famosa lupa já é mais que suficiente para “homenagear” o famoso detetive criado em 1887, por Sir Arthur Conan Doyle.

Só faltou o cachimbo, mas fumar pra quê? Pra que fumar?


Começam a aparecer as primeiras historinhas sob o comando do Estudio AW, que se revezam com as remanescentes do Estúdio ZW. Já o Estúdio Farias & Paulo José deixa de vez a produção das aventuras. 



Curiosidade: Farias & Paulo José produziam também o gibi de Angélica nessa época, e também foram só até fevereiro de 1991. Provavelmente o estúdio foi desativado ou somente mudou de nome.


Samuca, o particular da Xuxa (lembram dele?), é um mecânico faz-tudo, bem diferente do mordomo que levava o café da manhã para Xuxa no Xou da Xuxa (1992) e no Xuxa Park. Na historinha vemos uma pequena confusão com a cor dos cabelos do homem: começa branco e depois fica preto.



E o Dengue, hein? Existe personagem mais problemático e cheio de complexos? Um mini-flashback pra vocês: Edição 13,: Dengue se sente marginalizado por ter seis braços e não dois como quase todo mundo. Depois, na Edição 19 fica triste porque seus cabelos (oi? Ele já não é careca?) estão caindo e acha que nenhuma garota vai mais gostar dele. Edição de agora: o mosquitão entra em crise porque está se achando o mais feio do planeta. Esperamos sinceramente que seja o último dilema dessa natureza, pois um é pouco, dois é bom, três histórias focadas nisso é demais!



Feliz da vida estava Maria, era seu aniversário! E não é que a Xuxa resolve encarar a cozinha e fazer ela mesma o bolo de aniversário? Ficou super leve a massa... Destaque pro quadrinho final onde aparece até quem NUNCA apareceu: olha a macaca Jô dando as caras pela primeira vez! Só que entra muda e sai calada. E lembra o que dissemos no post passado? “Festa atrai Mocreia”... até Mocreia fez uma participação especial só para parabenizar Maria.
A propósito, o aniversário da verdadeira Maria é dia 5 de julho!


No Correio da Xuxa, algo difícil de acreditar: publicaram a mesma cartinha da edição anterior, no mesmo lugar, nem se deram ao trabalho de trocar a posição. Poxa, cadê a revisão, gente?

"Todo mundo pede bis! Pede bis!"... Mas não a esse ponto, não é mesmo?

Edição 27

Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 27

Pela primeira vez a capa do gibi recria o pôster de um filme. O escolhido foi o clássico de Walt Disney, “A Dama e o Vagabundo” (EUA, 1955), e Xuxa e Xuxo revivem a famosa cena do jantar a luz de velas onde os protagonistas dividem um prato de spaghetti  gostosinho.


Curiosidade: reparem que acontece a mesma coisa que comentamos na capa da edição 25: problemas com a dimensão dos personagens. Em qualquer historinha do Xuxo ele é um cachorro de porte médio e por várias vezes aparece no colo da loira. Por essa capa ele é praticamente um São Bernardo de tão grande, reparem na cabeça do personagem, bem maior que a da Xuxa. Pelo visto macarrão dá mais resultado  que o espinafre do Popeye...


Na primeira história poderíamos ter uma explicação de como a Macaca Jô entrou para a Turma da Xuxa, mas preferiram usar outra macaquinha, uma tal de Laurinha, de quem nunca mais ouviremos falar.


O que dizer de Xuxa confundindo Tarzan com Chita? Bom, a Xuxa não, e sim o roteirista.



Falando de personagens que nunca mais darão as caras, tivemos a volta do Tupinixim com um novo amiguinho: um curumim. O baixinho indígena ganhou uma história das grandes: 10 páginas! Mesmo assim não aparecerá mais, deve ter ido passear com a macaca Laurinha.


Com a bola cheia também estava Moderninho. O boneco falante praticamente protagonizou toda a revistinha n.27. Somente não aparece na história do Curumim e numa do Pavão. No mais, lá está ele usando sua imaginação em níveis preocupantes, mas divertidos. Do tempo das cavernas à aventuras na selva.


Correio da Xuxa, como sempre, proporcionando ótimos momentos. Uma garota contou que mandou cartinha pra ser Paquita, não foi escolhida, mas também não ficou triste porque “sabia que novas oportunidades apareceriam”. Paquita ela não virou, será que virou Angeliquete, Marete? Será que era amiga da atriz Juliana Silveira (quem não entendeu, clica aqui).


E mais uma militante da Campanha “Por um gibi com Paquitos” fez seu apelo. Xuxa respondeu: “tenha paciência, quem sabe ogo eles não pintam nos quadrinhos?” Mas, o que foi mesmo que aprendemos lá na edição 25? Que “logo” dito pela Xuxa é algo próximo de 11 meses depois. Então, se aparecer “logo” + “tenha paciência”, quer dizer NUNCA, concordam?


Mais ou menos assim: Xuxa, é verdade que vai sair uma edição em blu-ray com o primeiro "Xou da Xuxa" remasterizado em alta definição em comemoração aos 30 anos do programa? A resposta deve ser algo do tipo: Tenha paciência, logo deve pintar. Beijos, X.

E se a pergunta fosse: Xuxa, quando o Xuper Blog vai falar das próximas edições do seu gibi? Opa, essa a gente responde, loira!
_ Tenham paciência, logo.... ops, semana que vem, gente, semana que vem...
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