quinta-feira, 2 de junho de 2016

Revista da Xuxa: Edições 52, 53 e 54

Por: Leandro Franco

Hoje vamos mostrar as edições publicadas entre os meses de abril e junho do ano de 1993. Meses decisivos para tornar a Revista da Xuxa numa espécie de Heroína da Resistência. Para quem não sabe, ou não se lembra, o gibi da Xuxa não tinha uma assinatura só dele, a publicação vinha num pacote chamado “Turma da Tevê” – composto por gibis de Xuxa, Sérgio Mallandro, Turma do Arrepio, Chaves e Chapolim. A revistinha do Sérgio Mallandro já havia encerramento sua publicação em 1992, Chapolim também (em agosto, após 15 edições); em março de 1993 foi a vez do Chaves dizer tchau e em abril do mesmo ano a Turma do Arrepio, após 43 edições, deu seu último suspiro. A Editora Globo não desistiu dos gibis, mas restringiu bastante seu campo de atuação: restavam os gibis da Turma da Mônica, incomparáveis no segmento, e nossa Rainha. Infelizmente para Xuxa isso não durou tanto quanto durou para a Turma da Mônica, mas não é hora de falar disso. Agora é hora descobrir cada detalhe dos números 52, 53 e 54 da Revista da Xuxa.



Edição 52

Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 52

Já há algum tempo a equipe de criação do gibi não lançava mão do recurso de transformar histórias em capas ou vice-versa, não é mesmo? A última vez foi lá na edição 35, cuja capa foi inspirada num quadrinho da edição anterior.


Agora vamos um pouco mais longe... até abril de 1990 quando foi publicada a edição 16, que trouxe uma historinha onde Moderninho e Praga transformavam Dengue numa antena para sintonizarem a TV com mais eficiência. Agora foi a vez de Xuxa fazer o mesmo com o mosquito.

Um fato curioso: repararam que o Dengue foi desenhado com sete mãos? Literalmente erraram a mão nessa capa!


Ainda no assunto capa, essa é a segunda de Xuxa com esse figurino. A produção nem quis esperar muito para repetir o figurino. A loira já havia estampado a capa assim na edição 50. A diferença ficou por conta dos tênis que deram lugar às tradicionais botas.


Parece que buscar inspiração nas edições anteriores estava na pauta do mês. Resgataram um figurino que Xuxa só tinha usado uma vez! Lá na edição 8 (agosto / 1989) e mais uma vez a diferença fica por conta do calçado. Do calçado e da postura... Melhorou consideravelmente, não?


O mais divertido dessa história fica por conta da variação de penteados da loira. Tudo que ela não fez em 52 edições, fez numa história só.

Lembram-se da minha roupa? Continua a mesma, mas os meus cabelos....

A equipe pode até não se lembrar de todas as roupas que criou para Xuxa e buscar uma ou outra nos arquivos, mas esquecer que Xuxa não tinha mais programa infantil em 1993, não dá, não é? A história segue um roteiro em que Xuxa se esquecendo que era domingo, aparece nos estúdio da Globo para apresentar seu programa. Só que em 1993 o programa de Xuxa era... DOMINICAL. É, um deslize desses é melhor esquecer mesmo.


Moderninho voltou a encarnar o detetive que desvenda o sumiço de alguma coisa, dessa vez foram fitas de vídeo-game – ou vídeo-gueime, como prefere o gibi. O objeto sumido muda, mas os culpados e a gratidão da mocinha são sempre os mesmos.





As histórias de abertura e encerramento do gibi tiveram um toque de suspense e quem passou aperto foi o Praga; DUAS vezes, coitado! 



Como se não bastasse ficar perdido no meio do mato em plena noite de tempestade ainda teve que encarar uma bruxa que se candidatou à vaga de substituta da Maria. E ainda nem pôde contar com a Xuxa...



Bruxas não existem? Uai, Xuxa... já esqueceu do que viveu nas edições 01, 33 e 44









Calma, gente, Xuxa não é doida. Repararam que essa edição foi toda comandada – novamente – pela Amâncio Produções? As histórias anteriores citadas eram do Estúdio AW, o que de certa forma explica a falta de continuidade. 



Pode-se negar a existência de bruxas, mas não há como negar os desenhos e histórias bem construídas da Amâncio Produções. A Revista da Xuxa ganhou muito em qualidade com a chegada deles.


Edição 53

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A capa dessa edição já começa com um saudosimo. Quem não se lembrou do Pião da Xuxa, aquele em forma de nave que tocava Ilariê ou Pinel Por Você (dependendo da versão comprada)? Na capa coube ao Robuxo fazer esse papel. Robuxo estrelou sua terceira e última capa  .



Falando em Robuxo, como explicar o que a equipe de coloristas fez com o filhote da Nave da Xuxa? Pintaram o personagem de azul! Por quê? Será que pensaram que por ele ser “menino” tinha que ser azul? Será que não existia uma boa alma no estúdio pra dizer: “ei, esse robozinho não é azul não!”. O fato é que descaracterizaram totalmente o personagem.


Se o filhote da nave perdeu sua característica, a mãe ganhou outra: pela primeira vez a Nave da Xuxa ganhou olhos e boca e um “rosto” direto do painel de controle. Uma clara tentativa de humanizar o meio de transporte de Xuxa.



A história de abertura traz Xuxa de volta ao universo intergaláctico. Historinhas com esse tema eram recorrentes no primeiro e segundo ano da Revista e foram perdendo a força gradativamente, mas parece que nessa reta final da publicação voltaram a apostar nas aventuras espaciais.



Já de volta à Terra, Vovuxa e Xuxa resolvem ajudar Moderninho que estava triste por não ter uma bandeira para torcer pelo seu time do coração. Bom, alguma coisa deu errada e Moderninho teve que se safar de uma multidão enfurecida. E quem estava no meio dessa multidão? O tal Wander... só que numa versão maromba-whey-monstro.



Se o Moderninho queria se esconder, teve personagem feliz por reaparecer: é o caso do Tupinixim. Desde a edição 27, o índio amigo de Xuxa não aparecia. E foi só aparecer que já se meteu em confusão, numa história que contou com a participação de uma sereia suspeita e de Xuxa, claro!



Suspeita também foi a tática do Di Junior para se declarar à garota por quem estava apaixonado... Sobrou pra Xuxa ajudar o rapaz a vencer a timidez, se bem que talvez ela tenha se arrependido de ser tão solícita.


No Correio da Xuxa parece que combinaram de elogiar a edição 48. Quase metade das cartinhas publicadas falava da edição que saiu em dezembro de 1992.



Teve até gente elogiando aquela história sem pé nem cabeça do Moderninho.



Uma baixinha registrou aquela que devia ser a preocupação de muitos leitores na época: como ficaria a revistinha com o fim da exibição do Xou da Xuxa? Xuxa tranquilizou a meninada...



Edição 54

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Acabamos de comentar que a edição 48 agradou a muitos leitores, será que foi por isso que resolveram colocar, nesta edição, Xuxa com a mesma roupa da edição comentada? Exatamente 6 meses depois, já temos a loira repetindo o figurino do final de 1992.




Outra edição comandada pela Amâncio Produções! Então já sabem: podem esperar cenários mais elaborados e histórias mais amarradas, sem contar nos traços dos personagens que ficam sempre mais bonitos.

E quem reparou na camisa do Di Junior numa
referência aos 
X-Men?

Na primeira aventura da edição temos Xuxa e Moderninho num Parque de Diversões, onde, pra variar, nosso boneco preferido vai aprontar mais uma das suas. Repetimos: reparem nos traços e digam se essa é ou não é uma das "Xuxas" mais bem desenhadas da história do gibi?



Praguinha também teve sua história nessa edição e o enredo se parece muito com o estilo que sempre adotaram para as histórias do Moderninho: usar a imaginação sem moderação, transformando uma situação corriqueira numa aventura memorável.


Memorável foi toda a “sorte” que um trevo de quatro folhas conseguiu trazer para nossa loira. Com uma sorte dessas pra que azar? Notem que até metade da história a equipe de coloristas num descuido dos grandes pinta o trevo como uma florzinha, fazendo que o amuleto perca o sentido. Somente na segunda metade se dão conta que é um trevo de quatro FOLHAS e não quatro pétalas.



Não podemos deixar de ressaltar que o paradoxo “sorte que dá azar” já tinha sido usado pela equipe de produção há pouco tempo, na edição 47. A diferença é que o “sortudo” era o Praga.


Samuca, parecendo bem mais jovem, vem para consertar o videocassete da Xuxa (sim, em 1993 o mercado dos VHS ainda era forte) e apronta uma confusão, que é literalmente de chorar. E ele nem tinha culpa... ou melhor, não tinha, mas depois teve. Xiii, ficou confuso? Baixe a revistinha, leia a historinha e vai entender...

Troca de estúdio: a melhor técnica de rejuvenescimento ao seu alcance

Difícil de entender é por que a Xuxa andaria com as xuquinhas embaixo de uma boina. Foi exatamente isso que a última historinha da edição nos mostrou.


Penteados ocultos a parte, Xuxa amargou uma dorzinha de cotovelo na história. Quem terá causado isso na loira?



No Correio da Xuxa, uma leitora contou que estava triste com o fim do Xou e Xuxa foi consolá-la dizendo que ainda existia a revistinha para que pudessem ficar próximas... Ô Xuxa, bonitinha a resposta, mas você também podia ter falado que existia um programa aos domingos, né?



Vamos voltar um pouquinho no tempo: na edição 50 uma leitora pedia fossem dadas dicas de Basquete e Xuxa respondeu que assim que possível elas seriam publicadas. E não é que deu certo? A edição 54 trouxe o Basquete como tema das Dicas Pros Baixinhos. Enquanto isso pedidos sobre Paquitos, Madame Caxuxá, Frentinha, pôsteres e afins permaneciam sendo estudados “com carinho”.


Pedido na 50 e atendido na 54


Por hoje é isso, pessoal. Como dissemos no início, a publicação da Revista da Xuxa não teve vida tão longa quanto as revistinhas da Turma da Mônica pela Editora Globo e por isso, na semana que  vem teremos nosso penúltimo post sobre os gibis da loira em sua circulação como revistinha de banca. Falaremos das edições 55, 56 e 57. Teremos Xuxa com figurinos novos e REAIS, além de muitas outras curiosidades.

Como ficará essa roupa na versão "quadrinhos"?

Comentários
4 Comentários

4 comentários:

Matheus Santos disse...

Achei muito bonita a capa da edição 52. Deram uma evolução na coloração, colocando mais sombras, cores e efeitos de luz, poderia até ser o estilo de capa adotado para as futuras edições do ano de 1993, já que queriam revolucionar a revista com o término do Xou, porque não começando pela capa?
Agora, que Xuxa é aquela da edição 54? P E R F E I T A !
A Amâncio Produções é simplesmente superior a AW Estúdios, sem sobras de dúvidas.

Anônimo disse...

Uma correção: Chaves e Chapolim eram juntos em um gibi só e sua última edição, a número 32, saiu em abril de 1993.

Fonte:
http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/chaves-e-chapolim-n-32/ch005100/38629

Leandro disse...

Olá, Anônimo das 7:42

Sim, Chaves e Chapolim dividiam o mesmo gibi, mas note que existia o Chaves & Chapolim (32 edições publicadas) e o Chapolim & Chaves (com apenas 15 edições publicadas), portanto não houve erro no que está escrito.

Usando sua mesma fonte: http://www.guiadosquadrinhos.com/capas/chapolim-e-chaves/ch005101

;)

Marcia Paiva disse...

Esse gibi ta lindo. Amo,volto no tempo

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