quinta-feira, 9 de junho de 2016

Revista da Xuxa: Edições 55, 56 e 57

Por: Leandro Franco

Em 1993, já sem o Xou da Xuxa, Xuxa adotou um estilo de figurino totalmente diferente em seu programa dominical da Rede Globo. Já nos gibis as tradicionais xuquinhas e os modelitos a la Xou da Xuxa continuavam com toda força, com raríssimas exceções. Na nossa “coleção” de posts sobre os gibis da loira, vocês puderam acompanhar quando um figurino “real” fazia sua aparição na revistinha; não foram muitos, mas foram marcantes.  Bem na reta final da publicação isso aconteceu com uma maior freqüência, nas edições de hoje – 55, 56 e 57 – temos bons exemplos, inclusive na capa de uma delas. Já sabe qual é? 



Edição 55


Clique aqui para download da versão digitalizada da revistinha nº 55


A capa da edição publicada em julho de 1993 pegou carona na clássica animação da Disney, Aladdin. O filme que foi lançado em 1992 no mercado norte-americano só chegou às terras brasileiras em julho/1993. Bem conveniente aproveitar toda a estratégia de divulgação das aventuras do moço das Arábias. E o que dizer desse gênio que arrumaram pra Xuxa? Praticamente uma mistura “Aladdin+Jasmine+Gênio”! 3 em 1!!! Lâmpada do Gênio, traços femininos (boca, olhos) da Jasmine e figurino e dorso do Aladdin.



Já no interior do gibi não tivemos nada de aventura com lâmpadas mágicas, desertos e desejos concedidos. Começamos com Xuxa tendo que agüentar a pirraça do Praga até a completa exaustão. Pobre Xuxa, peste de Praga...


Moderninho inventou o que todo mundo precisa ultimamente: uma Máquina da Economia. Sucesso garantido de vendas, viu? Só que coisa feita pelo Moderninho pode não sair exatamente como deveria ser...



E a Turma da Xuxa ganhou um novo integrante: o Peixoto! Ou seria Onofre? Já fizeram o download pra saber qual é o nome do novo peixinho da Xuxa?



Já repararam que só Xuxa troca de figurino no gibi? Moderninho só agora se deu conta disso e pediu a intervenção do desenhista para melhorar seu visual. Mudou tanto que nem Xuxa o reconheceu...


Como a máquina de economia não deu certo, o boneco de espuma se juntou ao Praga pra montar um salão de cabeleireiros. Repetindo: coisa feita por Moderninho não dá certo...


E a sociedade com o Praga durou pouco, os dois arrumaram uma discussão feia: primeiro por conta de futebol e depois por conta de uma bicicleta. E tome quebradeira pra cá, socos pra lá e Xuxa como sempre tendo que apartar esses dois.


No Correio da Xuxa, quase todo mundo elogiou a estreia do XUXA, o programa dominical da loira. Finalmente situaram a revista no tempo. Não tinha cabimento continuarem a falar do Xou da Xuxa mais de seis meses após seu encerramento.


Só que uma baixinha ainda estava inconformada com o fim do programa infantil. Poxa, garota, seis meses ainda lamentando isso? Enquanto isso outra baixinha preferiu festejar por Xuxa estar de volta à TV, mesmo que fosse só aos domingos. Pequena diferença, mas que determina bem o modo de viver de uma pessoa. Fica a dica “pros baixinhos”.


E como não se identificar com a leitora que escreveu só pra contar que rezava por Xuxa e ainda mostrou o quanto suas crenças podem explicar o fato de tanta gente não sentir o passar dos anos. Isso aí, Eunice!



Edição 56


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Quem acompanhou nossos posts desde o início vai se lembrar do quão difícil foi para a equipe de produção do gibi se dar conta de que Xuxa não podia passar anos com o mesmo  biquíni: o versinho de listras pretas. Quando mudaram o estúdio responsável, Xuxa finalmente ganhou seu modelo “marinheira” lá na edição 30, exatamente na metade da existência do gibi. Se cada modelo ficou “vigente” por 30 edições, o estilo Marinheira saiu ganhando: ele estampou três capas contra duas do verdinho. Brincamos muito com isso e agora é hora de dizer tchau pros biquínis e também para as capas de figurinos repetidos.



Falando em figurinos, nessa edição – publicada em agosto de 1993 – pudemos ver, depois de tanto tempo, Xuxa usando um figurino de 1989. Coincidência ou não, ele também tem motivos “marinheiros”. Essa roupa tem história... além de estampar todo um ensaio fotográfico, serviu de inspiração para um dos figurinos da boneca Xuxa e até hoje está guardada no acervo da Fundação Xuxa Meneghel entre os figurinos mais marcantes da loira. Só não deu para entender por que resolveram trocar o azul por preto na versão “gibi”.



Outra coisa que não dá pra entender é o tamanho da importância que aquele personagem-figurante misterioso vem tomando no gibi da loira. Chega a incomodar. Nessa edição temos o tal Wander aparecendo TRÊS vezes! Uma como o bandido da história de abertura, outra como o médico que atende o Praga e finalmente como o apresentador do “show” do Moderninho. Toda vez que temos histórias sobre o comando do Estúdio AW, dão um jeito de fazer o moço aparecer.



A história de abertura mostra Xuxa em mais uma aventura intergaláctica, só que dessa vez é fruto de sua imaginação. Leves referências ao seriado Star Trek e seus personagens como o Capitão Spock. Também pudera! A história é contada pela Vovuxa e ela estava num momento “eu amo ficção científica”!

Reparem nos livros da Vovuxa: Star Trek, E.T. , Solaris, Akira...


Será que no futuro essas aventuras que a Vovuxa tanto gosta serão realidade? Pensar no futuro foi o que Xuxa fez numa outra história e acabou desanimada com tudo que o presente proporcionava... mas é aquela história do copo meio vazio ou meio cheio. Felizmente Xuxa se lembrou do copo cheio e reverteu toda a situação de baixo astral (ou quase).


Fechando o gibi, Moderninho fez mágica e tirou Xuxa da cartola. Como a loira foi parar lá, você vai saber se fizer o download e ler a história na íntegra.



Mais uma vez a equipe resolveu remexer nos seus arquivos e trouxe de volta um antigo figurino. O modelo com tema de cartas de baralho foi capa da edição 13, em janeiro de 1990.



No Correio da Xuxa, uma leitora fez Xuxa relembrar os tempos em que fazia shows com os Trapalhões, ainda na época da Rede Manchete. E vocês, se lembram?



Edição 57



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Temos figurino novo já na capa! E figurino “real”! Xuxa usou essa roupa do Show de Xuxa e, provavelmente, aqui no Xou da Xuxa, já que grande parte dos figurinos era reaproveitada no programa argentino.


Falando em figurinos, Xuxa quase fica sem nenhum na história de abertura. Tudo por conta de uma arma espacial que o Praga achou.  Mais um disparo e Xuxa ia precisar de umas folhinhas de parreira...


Bom, depois de descobrir que as plantas falam, ela não ia querer folha nenhuma. Imaginem só a situação...


O amor estava no ar nessa edição, Moderninho se viu em busca da sua Moderninha; ele até achou, mas achamos que não deu muito certo.

Enquanto isso Xuxa podia escolher qual pretendente lhe agradava mais. Que mulher não sonha com isso?


Fechando o gibi temos uma “Xuxinha”, que na verdade era a menina Camila.


A garotinha vai se envolver numa confusão junto com Paulista e Mumu, que na reta final da revista voltaram a aparecer nas historinhas. Esse trio mostrou que leva muito a sério os versos “Doce, doce, doce / A vida é um doce”...


Terminamos por hoje, pessoal. Semana que vem  faremos nosso último post sobre a Revista da Xuxa comercializada nas bancas. As edições finais – 58, 59 e 60 – fecharão um ciclo de 5 anos com, literalmente, muita história para contar e você não pode deixar de conferir. Ah, mas não pensem que por ser a “despedida” da revistinha vai ser um post baixo astral. Baixo Astral? Huuum, vamos falar de Super Xuxa contra Baixo Astral... vai perder?
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

Matheus Santos disse...

Me lembro dessa histórinha com a bonequinha escolhida como a "namoradinha" do Moderninho, assi. como me lembro dessa Xuxinha. Só não lembro se era eu que tinha esse gibi ou se era um parente meu, enfim.
Vale lembrar também, que a edição 56 foi a primeira a ter o Código de Barras impresso na capa.

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