quinta-feira, 31 de agosto de 2017

De Xuxa a Sasha: quando a Capricho virou CapriXo

Por: Leandro Franco
No último dia 16 de agosto, a revista Capricho divulgou a capa da edição 186 e sabe quem a estampava? Sasha! Sim, mais uma para a coleção de capas memoráveis da moça (a gente já falou disso aqui). Mas sabem por que essa é marcante? Porque ela nos faz voltar no tempo e relembrar quando Xuxa também foi capa da revista, lá em 1984...

Capricho em 2 tempos: de CapriXo a CapriSHo


It Girl x Cover Girl
A Capricho surpreendeu Sasha ao chama-la de It Girl, e se você não acompanha as publicações voltadas aos jovens de hoje, pode não se familiarizar com o termo, que nem é tão novo assim, mas só agora virou “tendência”... Aliás, é bem por aí que vamos: uma it girl  é a garota dona de um carisma, charme, inteligência, que cativa as pessoas, influenciando de modo positivo no seu modo de ser e agir. E tudo isso espontaneamente, sem ser pensado. Definitivamente Sasha é uma it girl, mas ela tem a quem puxar...


Sasha em sua primeira entrevista à publicação


Lá nos anos 80, a expressão não era usada, mas Xuxa desempenhava o papel como ninguém. No auge como modelo, mas sem perder a essência, a simplicidade (e isso não somos nós que estamos falando, embora concordemos com tudo), nossa Rainha era a cover girl mais it girl que a Capricho podia achar...

Xuxa: a Cover Girl mais It Girl de 1984


Caprichando desde 1952
Antes de mais nada, vamos entender a importância da Capricho, sobretudo após os anos 80. A revista começou a ser publicada em 1952 e foi a primeira revista feminina da Editora Abril. Inicialmente dedicada ao público feminino em geral (tinha até fotonovela!).

A edição n.1 de Capricho: um perfil totalmente diferente do que conhecemos hoje


Somente após 1981 a publicação assumiu o status de revista para as adolescentes. Nessa mesma época, sabemos, Xuxa estava no auge como modelo fotográfico e claro que a revista começou a cobiça-la para suas páginas. A capa foi só o início de tudo.

Xuxa foi capa da Capricho apenas uma vez, o suficiente para ser memorável


Garota da Capa
Xuxa estampou a capa da edição n.581, publicada em janeiro de 1984. Para que vocês tenham uma ideia de como ter Xuxa na revista era uma espécie de acontecimento, todo o processo da conversa, das fotos e dos bastidores, acabou virando um texto onde a jornalista Mônica Figueiredo deixava sua admiração pela loira florescer a cada linha. Chega a ser divertido ver uma jornalista já acostumada com celebridades se render ao carisma da Rainha de forma tão sincera.



Olha, não era pra menos... até o pneu do carro da mulher, Xuxa trocou! Leiam o relato:


Depois da jornalista, foi a vez do fotógrafo cair de amores por Xuxa. Luís Crispino fez tantas fotos que várias serviram para ilustrar a matéria. E quando dizemos “várias”, são várias mesmo: cerca de CINQUENTA (pequeninas, mas são mais de cinquenta!). Ah, se fosse sempre assim.....

Aquele momento em que as fotos são tão boas que fica difícil escolher só algumas...
A solução? Publica todas, uai

E a história de Xuxa com Crispino também não ficou por aí... sabiam que entre seus trabalhos posteriores estão o ensaio do disco “El Pequeño Mundo” (PolyGram, 1994) e algumas fotos do encarte do “Luz no meu Caminho” (Som Livre, 1995)?

Luís Crispino: fotógrafo da matéria da Capricho, 10 anos depois fez o ensaio de "El Pequeño Mundo" e, no ano seguinte, algumas fotos para o encarte de "Luz no Meu Caminho"

A revista publicou também um “perfil” de Xuxa. A Rainha não mudou muito dos seus 20 anos para os dias de hoje. Até a receitinha do mamão na pele está lá, 34 anos atrás... Já o Azzarro deu lugar ao já famoso Clean.

De garota à mulher: e pensar que há quem diga que Xuxa não é mais Xuxa

Garota de Lingerie
Combinamos de fazer mais coisas juntas, muitas fotos para Capricho. Ela adora a ideia, quer vir logo para São Paulo outra vez”... São essas as palavras de Mônica Figueiredo no encerramento da matéria de capa.  Bom, Mônica não repetiu a dose, mas Xuxa sim!
Em 1985, a loira foi a estrela de um ensaio de Moda Lingerie para a revista. O fotógrafo também mudou, agora são as lentes de Armando Prado que farão os registros de Xuxa numa praia do Rio. Foram publicadas ONZE fotos da loira no editorial. Já deu para perceber que a Capricho não gosta de pouca coisa, não é mesmo?






Amiga do peito
Esse mesmo ensaio de 1985 rendeu duas outras participações na Capricho. A revista publicou em agosto de 1986 uma espécie de suplemento com dicas para a saúde dos seios que vinha como brinde na edição 612. A foto da capa era uma outtake do ensaio de 1985. Comparem:

O suplemento de 1986 reaproveitou o ensaio do ano anterior...

Em 1988, a revista publicou um novo suplemento com o mesmo tema e quem estava lá? Xuxa! A foto de capa novamente parece ser uma sobra de 1985. Cabelos molhados, topless e shortinho... muita coincidência, não?

E em 1988, mais uma vez!

Vestindo a camisa
Se na última vez, Xuxa apareceu sem camisa, agora ela vestiu a camisa, literalmente! Em agosto de 1992, a revista publicou uma foto de Xuxa na ação de marketing “Nós Vestimos a Camisa da Capricho”. Várias celebridades posaram com a camisa da revista e Xuxa, claro, não poderia ficar de fora. A foto traduzia bem aquela modelo que encantou a jornalista em 1984: simples, carismática e naturalmente linda. Xuxa posou sem maquiagem alguma...

As palavras de Mônica Figueiredo e 1984 poderiam ser a legenda para a foto de 1992:
"A Xuxa, que é uma estrela, é a simplicidade em pessoa"


De mãe para filha
A Capricho passa de geração para geração, afinal já são 65 anos sendo editada (hoje a revista existe somente no formato digital; a versão impressa foi extinta em julho de 2016) e pode se orgulhar disso... São raras as revistas que têm tamanha longevidade.  A melhor prova de que a publicação tem o tempo a seu favor está nesse post: Sasha sendo capa 33 anos depois de sua mãe.  Filha de It Girl, It Girl é! Excelente escolha, capricharam mesmo!




terça-feira, 29 de agosto de 2017

Dancing Brasil 2 - Ep. 06 (28/08/2017)

Respeitável público, o Gran Circo Dancing Brasil orgulhosamente apresenta... um dos maiores espetáculos que nossa Rainha já apresentou! Sim, o 6º episódio da 2ª temporada do programa saiu na frente a disputa do título de episódio mais eletrizante das duas temporadas. Nem vamos nos estender sobre a megaprodução de mais uma abertura digna de Broadway, ou melhor, de Cirque du Soleil. A dança se misturou às acrobacias e malabarismos do circo, Xuxa não dançou, mas nem por isso deixou de ser o diferencial da abertura.

Hoje tem espetáculo? Tem, sim, senhor!
Hoje tem bailarinos? Tem, sim, senhor!
Hoje tem Rainha? Tem, sim, senhor!

Com mais um figurino incrível, Michelly X mostrou que sabe trazer glamour para o picadeiro. Xuxa vestiu uma roupa que faz referência a diversos outros modelitos que usou em sua carreira, sobretudo na época do Xou da Xuxa.

O visual glam-circus da Rainha

Se num circo nós ficamos tensos com as peripécias que os artistas fazem numa corda ou trapézio, no programa a tensão ficou pelo que duas artistas não fizeram... Ninguém esperava as ausências de Alinne Rosa e Carla Prata. As moças se acidentaram durante os ensaios e estão de licença médica até poderem se recuperar. Caso não se recuperem a tempo, terão o mesmo desfecho de Theo Becker na semana passada.

Carla Prata e Alinne Rosa: na corda-bamba
Cai ou não cai? Ou melhor, sai ou não sai?


Com o número de apresentações reduzidas, alguns ajustes foram feitos ao longo do programa: o bate-papo de Sergio Marone com os participantes após as performances foi nitidamente estendido. O co-apresentador que nos primeiros programas deixou de conversar tanto com os artistas, dessa vez fez várias perguntas.

Com a ausência de duas participantes sobrou mais tempo para Sérgio falar


Falando em evolução, não dá para deixar de mencionar Milene. A ex-jogadora, que esteve em todas as zonas de risco dessa temporada, parecia outra pessoa. Dançou bem e até arriscou umas embaixadinhas durante sua performance. O resultado deu certo, recebeu duas notas 9 e uma 8. Caminho inverso traçou Yudi. O "baixinho" acostumado com o pódio, viu acontecer seu pior placar: penúltimo lugar. O ritmo foi o samba e os jurados foram unânimes em apontar uma entrega menor, o que refletiu nas notas. Poxa, Yudi, nem com a Rainha cantando...

Yudi: samba do coringa doido.
Que boca é essa?

A surpresa na performance de Yuri foi a música escolhida: Piruetas. O carro-chefe do "XSPB5 - Xuxa Circo" foi remixada com arranjos de samba e ficou incrível! Foi a 1ª vez que uma música na voz de Xuxa foi utilizada em uma performance dos competidores - lembrando que no Dancing "Xuxa" (Temporada 1), as músicas da loira foram interpretadas pela Banda Quase9.



Teve de XSPB a músicas do Cirque du Soliel, mas nem só de músicas circenses viveu esse episódio. Vamos à lista:

Abertura: Abertura do Circo [Orquestra de Cordas - Instrumental] (1983)

1. Jaque Carvalho e Marcelo - Storm [Cirque du Soleil] (2005)
Dança: Paso Doble

2. Suzana Alves e Tutu - Hernando's Hideaway [Archie Bleyer] (1954)
Dança: Tango

3. Milene Domingues e Rafael  - Simple Joys [Patina Miller] (2013)
Dança: Jive

4. Yudi Tamashiro e Bárbara  - Piruetas (Samba Mix) [Xuxa e Renato Aragão] (2004)
Dança: Samba

5. Lexa e Teo  - The Hollywood Wiz [Cirque du Soleil] (2016)
Dança: Quickstep

Encerramento: Kairos [Derek Hough - Instrumental] (2016)

Na hora do placar final, algo inusitado e inédito aconteceu. Lexa, Milene e Suzana empataram com 26 pontos, enquanto Yudi ficou com 25 e Jaque com 24. A regra do programa é clara: "vão para a zona de risco as três menores notas". Só que só tivemos três notas, ou seja, TODOS participantes foram para a zona de risco.

Aquele momento em que o circo pega fogo: TODO MUNDO na zona de risco


O coração foi na boca tal e qual se estivessem todos em motocas dentro do Globo da Morte. A disputa se tornou eletrizante e a cada dupla "salva" por Xuxa na hora de anunciar o resultado era uma comoção - principalmente para quem estava torcendo para Suzana e Tutu, uma das duplas que mais conquistaram notas altas até o momento e ficaram até o momento "restam dois" da zona de risco.

Nem Xuxa estava aguentando de ansiedade e decidiu que apenas ia repetir as palavras do diretor. Parece que Carelli se lembrou do que dizia Carequinha - "a melhor gargalhada a gente dá no circo" - e quis ver todo mundo feliz: a eliminação da noite estava cancelada em razão das duas ausências (Alinne e Carla).

♫♫♫ A gente gosta de brincar de circo♫♫♫
Fazer o jive, uma coreô ensaiada
♫♫♫ A gente adora não ter a zona de risco ♫♫♫
como é bom dançaaa-aaa-aaar

Com o final mais que feliz e como ansiedade pouca é bobagem, Xuxa encerrou o programa com ares de suspense, sem anunciar qual será o próximo tema, mas prometendo uma surpresa! O que será que vem para a próxima semana? Esse Dancing está nos deixando tão mal acostumados....

E esse post foi um oferecimento de Pantene Pro-V
(Mentira, a gente amou Xuxa brincando com seu 

rabo de cavalo e quis usar a imagem de todo jeito)

sábado, 26 de agosto de 2017

Vídeo Exclusivo: Meu Cãozinho Xuxo (Xou da Xuxa 13/02/1987)

No VHS Xou da Xuxa I, que completou 30 anos essa semana, temos a primeira vez que Xuxa cantou "Meu Cãozinho Xuxo". Ainda no embalo do aniversário de lançamento da fita, trouxemos a última vez que Xuxa cantou a canção. Rebobine suas memórias e emocione-se com esses momentos tão especiais.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

VHS Xou da Xuxa (1987) - O 1º "Videocaxete" da Xuxa

Se você tem mais de 30 anos, certamente conheceu alguma pessoa (rica) que, em meados da década de 80, já ostentava um aparelho de videocassete. Talvez esse alguém fosse até de sua família... Pessoa de sorte essa, sabe por que? Porque além de ter um dos itens mais cobiçados da época, poderia ter o Xou da Xuxa para ver e rever a hora que quisesse.



Você vai dizer: "claro, ela podia gravar os programas". É ... podia, mas isso envolveria outros fatores não muito práticos e nada baratos. Se hoje você vê um DVD virgem custando cerca de R$1,20, saiba que VHS virgem era um item muito caro nos anos 80 e mesmo que a pessoa tivesse muita grana não era fácil encontrar o item para venda.

A revista Vídeo News, em outubro de 1986, noticiou a dificuldade de se encontrar fitas virgens no mercado brasileiro, o que afetava distribuidoras e consumidores.

Para tornar as coisas mais acessíveis existiam as video-locadoras ou os video-clubes. Esse tipo de negócio foi o "boom" nos anos 86 e 87. O crescimento da indústria do home video era inegável. Ao mesmo tempo, mas em proporção bem maior, as Organizações Globo viam Xuxa despontar como fenômeno na TV (Rede Globo) e na música (Som Livre). Por que não estender esse império a mais um dos ramos da empresa? Era a hora da Globo Vídeo ter Xuxa em seu catálogo.


Xou da Xuxa: o único a ter a versão VHS lançada


(TV + LP)XdX = VHS
Em 1987, Xuxa já tinha vendido mais de 2 milhões de cópias de seu disco de estreia na Globo e o programa ia bem na audiência. Seguindo o ditado "em time que está ganhando não se mexe", a Globo Vídeo juntou o programa com o disco e criou o primeiro VHS da loira, o videocaxete da Xuxa.

A "Fórmula do Sucesso" encontrada pela Globo Vídeo



Do Rei para a Rainha
A Globo Vídeo começou como distribuidora de filmes nacionais e estrangeiros, não necessariamente produzidos pela Globo e já era detentora do título mais vendido no país até então: o documentário Isto É Pelé (1974) e viu em Xuxa a chance de fazer esse número crescer.



Ainda em fase de edição o VHS de Xuxa já tinha vendido 1.000 cópias antecipadas, um recorde para o segmento.

Graças aos pedidos antecipados, o VHS chegou a figurar na lista dos mais vendidos
 mesmo antes de ser oficialmente lançado


O Xou da Xuxa em home-video
Como dissemos, o forte do mercado eram as locadoras, mas o VHS de Xuxa não foi pensado para locação (rental), era um produto para venda direta ao consumidor (sell-thru). A empresa queria que a pessoa tivesse o vídeo em casa e por isso a fita era encontrada em lojas de disco ou grandes lojas de departamento como a antiga Mesbla ou a Lojas Americanas. E para isso, claro, uma campanha de marketing foi criada. Propagandas da fita começaram a ser veiculadas nos jornais a partir do dia 24/08/1987.

1º anúncio veiculado no jornal O GLOBO, em 24/08/1987

Revistas especializadas também divulgaram o produto:

Anúncio veiculado na revista SET, especializada em filmes
e lançamentos em home video


O conteúdo
A ideia era compilar os melhores momentos da 1ª temporada do Xou da Xuxa (30/06/1986 a 21/03/1987) dando ênfase às músicas do primeiro disco, mas não ao ponto de recriar a dinâmica do programa. Xuxa gravou algumas cabeças (introduções para as imagens) que foram mescladas ao longo do conteúdo.

As "cabeças" especialmente gravadas para a VHS

A fita tem aproximadamente 1 hora de duração e começa com uma espécie de perfil de Xuxa, narrado pela própria. São apresentadas 7 músicas das 10 que compõem o disco de 1986: Amiguinha Xuxa, Quem Qué Pão, Meu Cavalo Frankstein, Turma da Xuxa, Doce Mel, She-Ra e Meu Cãozinho Xuxo - nessa ordem. Antes do encerramento, tem repeteco de Doce Mel, mas em sua versão de carnaval nunca lançada e que tocou posteriormente em especiais de carnaval e ano novo nas outras temporadas.

Doce Mel cantada na íntegra? Só em 1986!


As brincadeiras - ao contrário do que acontecia na TV - aparecem em menor número e são protagonizadas por Xuxa e sua turma.


Quem vai ganhar? Menino ou Menina?
Ou melhor, Bichos ou Paquitas?

As personagens de Xuxa não ficaram de fora. Um único esquete de Madame Caxuxá foi dividido em 3 partes, que são exibidas durante o compacto. Vovuxa também aparece na fita numa reedição de um dos seus episódios, onde os momentos em que ela pede que as crianças escreveram para ela foram suprimidos.

Madame Caxuxá e Vovuxa não ficaram de fora da compilação

Uma das edições da ginástica, na época sempre exibida aos sábados, aparece quase na íntegra.

O quadro Ginástica no dia que você quisesse, pois no programa era só aos sábados


A fita se encerra com um medley de todas as músicas apresentadas no compacto, com imagens diversas do programa, sobretudo as despedidas na nave.  



Curiosidades

> Estreia - Apenas duas imagens do programa de estreia (30/06/1986) aparece durante toda a fita. Os momentos acontecem bem no começo de Amiguinha Xuxa e passariam despercebidos por um fã menos atento naquela época.

Os dois únicos momentos em que a estreia do Xou aparece na VHS


> Xuxo - A performance de Meu Cãozinho Xuxo foi exibida na primeira semana de exibição do programa. Podemos ver Luise Wisherman, a Pituxa - ainda sem uniforme de Paquita - EXATAMENTE com a mesma roupa e penteado que usou no 1º Xou da Xuxa. O Jornal O Globo de 29/06/1986 (anterior à estreia) contou que no programa que iria ao ar no dia 02/07/1986, Xuxa cantaria uma de suas músicas na íntegra e, como sabemos, Xuxa gravava de 3 a 4 programas por vez. Portanto, a emocionante apresentação de Meu Cãozinho Xuxo aconteceu provavelmente nesse dia.

Nem precisou ajustar o "tracking" do seu videocassete
para ver que a gravação foi no mesmo dia.
(E reparem que o disco inicialmente seria lançado antes de agosto...)


> Sem sorteio - Não há a parte dos sorteios na VHS, mas Moderninho não foi esquecido. O boneco aparece rapidamente na apresentação da Turma da Xuxa. O mesmo não aconteceu com seu parceiro, o boneco Tana, que quase ninguém lembra que existiu e na época do lançamento do home vídeo já não existia mais. Lembrando que o álbum de figurinhas, lançado poucos meses antes, lembrou do personagem em uma das figurinhas.

O personagem Tana foi esquecido, mas quem se lembraria dele
com Moderninho roubando a cena?


> Dengue - a fita é o exemplo perfeito de como a caracterização do personagem mudou no primeiro ano: temos Dengue com sua cabeça-chapéu, adereço que não deu certo, além de ser bem feio; Dengue na fase sem chapéu e finalmente Dengue com o chapéu de príncipe (acessório "roubado" da brincadeira “Beijinho ou Cosquinha”). Esse último acabou se tornando marca do mosquito até 1989.


Dengue em três estágios: feio, in natura e versão de gala



> 1987 de leve - As imagens das Paquitas em câmera lenta e durante a apresentação da Turma da Xuxa são as imagens da temporada seguinte, 1987. A principal diferença está nos chapéus que passaram a ser da mesma cor da farda das meninas.

Paquitas já com o uniforme da temporada 1987 em rápidos momentos da VHS


> Natal em agosto - boa parte do encerramento do compacto é composta de imagens do primeiro especial de Natal do Xou, mas a fita foi lançada em agosto. Fica a questão: estaria a fita programada para lançamento no fim do ano e decidiram antecipar pois como ela era basicamente o disco 1, poderia haver desinteresse já que o disco 2 já estava nas lojas e vendendo bem?

"Se a gente é capaz de espalhar alegria, se a gente é capaz de toda essa magia...
eu tenho certeza que a gente podia fazer com que fosse Natal todo dia"
Literalmente isso, afinal a fita saiu em agosto!


> Foto em movimento - o baixinho que “viajava” nas fotos da contracapa do disco 1, pôde conferir trechos de alguns dos programas de onde saíram aquelas fotos. Dos 7 programas retratados no disco, 3 estão na fita VHS.

Olha aí o exato momento em que tiraram a foto...


Se você lembrou das fotos do disco: beijinho, beijinho...


... se não lembrou, tchau tchau !!!


E tem mais! O desenho da contracapa da VHS foi tirado sabe de onde? Do encarte do disco...

Esse VHS veio ou não veio para ser uma espécie de versão visual do álbum?

> Só analógico - A VHS Xou da Xuxa nunca foi lançada em DVD e todas as versões digitalizadas que costumam aparecer nos sites de comércio eletrônico (Mercado Livre, OLX)  são feitas por fãs.



Vendagens
Já dissemos que a aposta no produto foi ousada. Além da grande tiragem inicial, o VHS já chegou anunciando que vinha mais por aí. A etiqueta colada na fita descrevia: Xou da Xuxa I, ou seja, já existiam planos de se dar continuidade no Xou em formato VHS, entretanto isso só foi acontecer em 1990, com a edição do Xou da Xuxa II.

A etiqueta indicando a continuidade da coleção em VHS

Não há informações oficiais sobre a vendagem, mas a Folha de São Paulo, no final de 1987, fez uma matéria sobre as vendas dos produtos Xuxa em magazines como a Mesbla e a Lojas Americanas e, segundo, um dos gerentes a fita não teve muita saída, o que não é difícil de se explicar. Naquele ano Xuxa teve uma avalanche de itens colocados à venda: a primeira boneca, o Xuxo de pelúcia, jogos, linha de banho, DOIS discos (Xegundo e Karaokê), dicionário, álbum de figurinhas, calçados... E o mercado de VHS ainda era limitado e quase sem títulos destinados às crianças, o que não as tornava um público cativo. Para vocês terem uma ideia, a Disney só começou a lançar seus clássicos em VHS a partir de 1988 com A Bela Adormecida.

Uma avalanche de produtos Xuxa chegou ao mercado em 1987, ano em que as coisas não andavam muito bem na economia e isso acabou refletindo nas vendas da VHS


FF>>  X  <<REW

São 30 anos do lançamento do 1º VHS da Xuxa. Como passou rápido... até parece que alguém pressionou a tecla FF>> do controle. Mas o melhor é saber que mesmo com o FF>> tão acelerado, sempre dá para achar um momento para rebobinar a fita e reviver tudo isso como fizemos hoje.


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