domingo, 31 de dezembro de 2017

Vídeo Exclusivo: Sobreviveremos (último Xou da Xuxa)

Há exatos 25 anos ela cumpre o que prometeu no último "Xou da Xuxa". O Xou marcou a história da programação infantil brasileira, atravessou fronteiras e fixou morada nas melhores lembranças de uma geração. Hoje entendemos que ele cumpriu sua função. Conosco ela deixou o "sonho", mas mostrou que o que permanece é o real e isso não precisa de uma nave espacial. "Estou deixando de apresentar o Xou da Xuxa, mas não estou saindo da vida de vocês" (Xuxa Meneghel, 31/12/1992). Obrigado, Rainha!

Vídeo Exclusivo: Clipe da música "2000"

Se trocarmos o ano, veremos que a letra de "2000" - canção título do álbum que Xuxa lançou há 18 anos - continua bem atual, afinal "a vida é um eterno girar"... Nos despedimos de 2017 relembrando o clipe exibido originalmente no "Show da Virada 1999/2000" e reapresentado dias depois no Planeta Xuxa "Ressaca" (09/01/2000). No vídeo temos a união dos elencos do Xuxa Park e Planeta Xuxa: Paquitas de duas gerações, palhaços, Papaquitos, não importa... "somos campeões dessa corrida contra o tempo"!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Vídeo Exclusivo: Happy Kwanzaa

Happy, happy Kwanzaa! O Kwanzaa, festa afro-americana, é comemorado do dia 26/12 até 1º/01, cada dia dedicado a uma ação que vai melhorar nossa vida no ano que se aproxima. Em 2007, nossa Rainha trouxe detalhes sobre esta e outras comemorações que antecedem o novo ano no seu especial de fim de ano. A gente bem queria uma festa com SETE DIAS DE XUXA... Alguém duvida que seria o melhor jeito de se começar o ano?

domingo, 24 de dezembro de 2017

Vídeo Exclusivo: Estrela Guia (Xou da Xuxa 25/12/1991)

No ano em que "Estrela Guia" completou 30 anos, não poderíamos deixá-la fora das nossas comemorações natalinas. A mais famosa música de Natal de Xuxa foi apresentada inúmeras vezes ao longo desse tempo e sempre manteve a emoção da primeira vez. Hoje relembramos o Xou da Xuxa de Natal, exibido em 25/12/1991. O Xuper Blog deseja a todos vocês um "coração cheio de sonhos" e, claro, que todos se tornem realidade. FELIZ NATAL !!!

sábado, 23 de dezembro de 2017

Vídeo Exclusivo: Pai Nosso

Hoje relembramos a versão musical de Xuxa para a oração "Pai Nosso". Apesar da prece não ser característica da data, foi num Especial de Natal (Deu a Louca na Fantasia - 1995) que pudemos ouví-la pela primeira vez. Mas a música tinha um outro destino: ela foi encomendada por Xuxa para ser trilha de um projeto filantrópico de arrecadação de alimentos para crianças carentes. O projeto não foi adiante e a faixa reaproveitada no Especial. No clipe, gravado em Nova Jerusalém/PE, Xuxa contracenou com 200 figurantes. A música também foi cantada nos Xuxa Park de Natal de 1995 e 2000.


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Vídeo Exclusivo: Xuxa canta Borboleta (2005)

No Especial "Folias de Natal" (2005), Xuxa mostrou que é possível fazer um Natal bem tropical, sem neve, trenós e até sem Papai Noel. Um dos momentos mais lindos da noite foi a apresentação de "Borboleta", canção do folclore nordestino. Muitos talvez conheçam a canção na voz de Marisa Monte, que a gravou em 1991. A versão de Xuxa preserva mais as características do pastoril, gênero típico dedicado ao nascimento do Menino Jesus.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Vídeo Exclusivo: Vem Chegando o Natal (versão 2006)

"Vem que está chegando o Natal"... Não tem jeito melhor de abrir a nossa contagem regressiva para a data. A versão de Xuxa para a tradicional música americana "Santa is Coming to Town" nos foi apresentada pela 1ª vez em 2006, dentro do Especial "Natal Todo Dia". Três anos depois foi regravada para o XSPB 9. Vamos relembrar a estreia dessa música e, aproveitando, dêem uma conferida na linda Marina Ruy Barbosa que dava seus primeiros passos como atriz.

 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Dancing Brasil Especial - 18/12/2017

Fim de ano chegando e mais uma vez nossa Rainha marcou presença nas comemorações (obrigado, Record TV). Na última segunda-feira, 18, foi ao ar o Dancing Brasil Especial, uma edição única que compilou novidades e retrospectos da atração que, em 2017, fez história na emissora e, claro, na carreira da loira.
Embora o programa já estivesse gravado desde o dia 03/10 - apenas uma semana após o fim da 2ª temporada - e mesmo com "spoilers" pipocando em revistas, sites e redes sociais, a atração conseguiu manter a surpresa como principal ingrediente.



A exibição do programa veio carregada de ansiedade para o público fiel da loira e com dupla responsabilidade: o peso de integrar a galeria de programas especiais de Xuxa e ser atração que a trouxe de volta a TV depois de uma sentida ausência desde setembro. Ainda estamos nos acostumando com a ideia de não ter Xuxa sempre no ar durante o ano, não é mesmo?

Saudade controlada e especial garantido, vamos ao programa... Como já era de se esperar, a grandiosa abertura foi um dos pontos altos. Ao som de "Viva la Vida", tocada e interpretada pela banda do Dancing Brasil, os bailarinos executaram uma bela performance de dança contemporânea, preparando a chegada de Xuxa. E a Dancing Queen não poderia aparecer de uma maneira mais apropriada: direto de uma disco ball - o maior símbolo da franquia "Dancing With The Stars".

Uma Dancing Queen só poderia surgir de uma disco ball


Os recortes espelhados da disco ball também compuseram o figurino de Xuxa. O belo vestido foi criado pela dupla de estilistas Gabriel Guerreiro e Daniel Cavaleiro, donos da grife Guerreiro Cavaleiro.

Era uma vez... uma Rainha adorada por guerreiros e cavaleiros de todo o reino!


Já na apresentação do júri a primeira novidade: o nosso trio favorito virou um quarteto. O chef americano Buddy Valastro se juntou a Jaime Arôxa, Paulo Goulart Filho e Fernanda Chamma. O apresentador do Batalha dos Confeiteiros (reality da Record TV que terá sua 2ª temporada exibida em janeiro) não fala português, o que obrigou a atração a adotar o recurso de tradução simultânea, o que às vezes se torna incômodo ou confuso para quem está assistindo, mesmo com Buddy não sendo de falar muito.

E o trio virou quarteto...

Aliás, ficou nítido que o dono do Cake Boss não estava muito à vontade na função. Seus comentários foram os mais genéricos possíveis - exceto para sua esposa Lisa, por razões óbvias. Como era um programa só, a gente entende, mas que fique claro: quando os três são demais, o quarto é demais.


Tem problema não, Buddy.
A intenção foi boa!


Já que falamos de Lisa Valastro, vamos aos outros concorrentes da noite: a miss Rayanne Moraes , o cantor Buchecha, os apresentadores Marcos Mion e Ticiane Pinheiro. As estrelas disputaram o prêmio de dois carros 0km: um para o vencedor e outro para o Instituto Ressoar.


Tanto Rayanne quanto Buchecha fizeram uma tímida apresentação e tiveram as notas mais baixas da competição, ficando desclassificados da votação popular.



Marcos Mion protagonizou um dos melhores momentos da noite. O apresentador deu um escorregão e se desequilibrou durante sua apresentação ao lado da nossa conhecida bailarina Bárbara Guerra. Inconformado, ele roubou a cena ao reivindicar à direção, de forma bem humorada, uma nova chance. Nem precisou, mesmo com o incidente, Mion fez a melhor performance entre os todos os concorrentes.

Mionzinho de Jesus... de uma queda foi ao chão! 
(e ainda faturou a competição)


Não dá pra deixar passar a apresentação de Lisa Valastro. A moça claramente estava feliz em estar ali, se divertiu com a chance de fazer as aulas, mas não teve um desempenho acima do que Rayanne e Buchecha apresentaram, mas suas notas foram melhores. E depois de acompanharmos 23 programas, deu para sacar que nosso trio não ficou tão à vontade na hora de dar as notas, pelo menos não as que provavelmente dariam se o marido da moça não estivesse sentado na mesma bancada vibrando. Claro que Buddy lascou um DEZ e que atire a primeira plaquinha aquele que faria diferente de um marido apaixonado... 

Já dizia uma antiga música: "Nosso bolo do amor..."


Ticiane Pinheiro dançou com Tutu Morasi mas, mesmo com seu esforço, não fez uma boa apresentação. Para quem não se lembra, Tici foi uma das escaladas para a 1ª temporada, mas acabou sendo substituída por Bianca Rinaldi, devido a sua rotina de gravações no matinal Hoje em Dia.



Uma ausência foi sentida e logo explicada: a cantora Joelma chegou a ensaiar para participar ao lado de Lucas Teodoro (o Teo), mas acabou não seguindo em frente por recomendações médicas. Jade Barbosa, que dividiu a preferência do público com Mayte Piragibe na final da 1ª temporada, substituiu a cantora na coreografia - sem competir - e dançou mais uma vez ao lado do seu "partner".

Jade e Teo: escancarando a porta da saudade


Jade abriu a porta para a saudade das temporadas anteriores. Além da ginasta, Suzana Alves, Lexa, Maytê Piragibe e Yudi Tamashiro voltaram para reviver a emoção de se apresentar no palco do Dancing Brasil.

Jade se juntou a Lexa e Suzana para um número em conjunto. As três deram um show, como já estávamos acostumados. A surpresa ficou mesmo por conta do momento em que Xuxa pediu desculpas a Lexa por uma brincadeira mais ousada que tinha feito no dia da final da 2ª temporada. Na ocasião, a cantora ficou constrangida com a revelação da loira, o que acabou resultando num descontentamento da moça e sua mãe. Águas passadas e situação resolvida entre elas já há tempos, mas publicamente só agora.

Meninas Superpoderosas ou Três Espiãs Bailarinas Demais?

Segundo a mãe de Lexa, Darlin Ferrattry, o pedido já havia sido feito pela Rainha dias antes da gravação, mas Xuxa fez questão de faze-lo publicamente.




Mas esse não foi o único pedido de desculpas... A última apresentação da noite foi com os vencedores Yudi e Maytê Piragibe. Desde quando foi gravado, muito se falou no momento em que Maytê pedia desculpas a Xuxa por ter se excedido  durante a entrevista para Fábio Porchat no dia da final da 1ª temporada e, mesmo após a exibição do programa especial, diversos sites continuaram insistindo que Xuxa havia ignorado o pedido de desculpas. Não foi nada disso, Xuxa ouviu o que a moça tinha a dizer, disse que não havia problema e apenas não prolongou o assunto. Se o fato de não esticar o assunto com abraços e lágrimas for indicativo de ignorar, podemos dizer que Lexa também ignorou Xuxa? Claro que não! Foram momentos que precisavam acontecer, mas não se tornar o foco da noite. Ficou na dúvida? Reveja o momento e tire suas próprias conclusões.



Maytê e Yudi dançaram tango numa versão inusitada do sucesso de Anitta, Bang. Foi "tiro certo"! E não foi só Bang que ganhou nova roupagem, What a Wonderful World ganhou os potentes vocais de Thalita Pertuzatti numa versão jazz. A banda do programa mais uma vez arrasou em todas as performances. Ficou na dúvida sobre alguma música? A gente ajuda...

Abertura: Viva la Vida [Coldplay] (2008)

1. Rayanne Moraes e Bruno: Over the Rainbow [Judy Garland] (1938) *interpretada por Alirio Netto
Ritmo: Foxtrote

2. Buchecha e Sarah: All Night Long (All Night) [Lionel Ritchie] (1983) *interpretada por Milton Guedes
Ritmo: Samba

3. Marcos Mion e Bárbara Guerra: It's My Life [Bon Jovi] (2000) *interpretada por Alirio Netto
Ritmo: Paso Doble

4. Jade e Téo: Man in the Mirror [Michael Jackson] (1987) *interpretada por Milton Guedes
Ritmo: Rumba

5. Lisa e Paulo Victor: Reach Out I'll Be There [Four Tops] (1966) *interpretada por Livia Dabarian
Ritmo: Cha Cha Cha

6. Ticiane e Tutu: I'm a Believer [The Monkees] (1966) *interpretada por Dunga
Ritmo: Jive

7. Jade, Lexa & Suzana: What a Wonderful World [Louis Armstrong] (1967) *interpretada por Thalita Pertuzatti
Ritmo: Jazz

8. Maytê e Yudi: Bang [Anitta] (2015) *interpretada por Talita Real e Lívia Dabarian
Ritmo: Tango

Encerramento: Don't Stop Believin' [Glee Version] (2009)


O programa foi gravado, todo mundo já sabe. Mas isso não significou falta de interação com o pessoal que estava assistindo de casa. Teve votação sim! Mion, Lisa e Tici disputaram o prêmio da noite, e por isso foram gravados três finais alternando o vencedor. Mais uma vez o público se mostrou em sintonia com as notas dos jurados: Mion foi o vencedor! O prêmio ele preferiu repassar para sua dançarina, Barbara Guerra, agora bicampeã no Dancing.

Mion e Bárbara: estreia campeã sob o comando da bicampeã!
Tinha como ser diferente?


O Dancing Brasil Especial foi um remédio para a saudade que estávamos da Rainha e do programa e também um aperitivo para a terceira temporada que chega já em janeiro, a partir do dia 17. Serão 15 novos concorrentes na maior e melhor pista de dança do Brasil sob o comando da nossa Dancing Queen. E a gente? Como fica até lá?

Ansiedade nível... DEZ!!!


sábado, 16 de dezembro de 2017

Vídeo Exclusivo: Dancing Brasil Especial - Teaser 2

Todo mundo quer dançar? Claro! E na companhia da nossa Rainha Xuxa, tudo fica bem melhor. Ticiane Pinheiro, Marcos Mion e Buchecha vão provar isso no Dancing Brasil Especial, nesta segunda feira, dia 18, às 22:30h na Record TV .


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Vídeo Exclusivo: Teaser - Dancing Brasil Especial

Nosso presente de fim de ano está garantido: a nossa Dancing Queen está de volta! Nesta segunda, dia 18, Xuxa comanda o Dancing Brasil Especial. Uma noite de muita dança, convidados especiais, antigos participantes, os jurados que amamos e todo aquele clima de festa que só a Rainha sabe fazer.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Box "Super Xuxa" + "Lua de Cristal": vale a pena ou não?

Em novembro desse ano, a caixinha da nostalgia de muito fã da Xuxa – e também dos entusiastas dos anos 80 – foi sacudida com a notícia de que dois dos maiores representantes do cinema infantil da época voltariam a ser comercializados em DVD: Super Xuxa Contra o Baixo Astral (1988) e Lua de Cristal (1990). Isso foi o suficiente para que as expectativas fossem alçadas a um nível não recomendado, mas perfeitamente compreensível.

DVDs de "Super Xuxa Contra o Baixo Astral" e "Lua de Cristal": de volta às lojas

Super Xuxa e Lua de Cristal foram lançados originalmente em VHS meses depois de seu lançamento nos cinemas. O mercado de home-video ainda engatinhava e quem quisesse ver e rever os filmes da loira tinha que recorrer às locadoras de vídeo. No início dos anos 2000, o formato VHS começou a perder força com a chegada do DVD. A Som Livre saiu na frente e lançou os dois filmes no “novo” formato.




SOM LIVRE
O primeiro título de Xuxa no formato DVD foi o volume 1 da série XSPB, que saiu em julho/2001 – quase um ano depois do lançamento da versão VHS + CD. Super Xuxa e Lua vieram depois. Apesar de as embalagens apresentarem o ano de produção como 2001, os DVDs só chegaram efetivamente ao mercado em 2002.



O diferencial dos DVDs, claro, era a promessa da imagem limpa e digital, mas havia mais: os “Extras”. Os dois filmes trouxeram o recurso DVD-okê (onde as principais músicas apareciam na versão karaokê), filmografia da Xuxa (incompleta) e uma espécie de making of, que se resumiu a depoimentos da loira e dos envolvidos na produção.

Filmografia, Making-Of e DVD-okê: "Extras" exclusivos da Som Livre

Infelizmente tais lançamentos nunca tiveram novas tiragens produzidas, o que os transformou em itens raros e muito desejados, principalmente depois que o hábito de se comprar DVDs passou a integrar o dia a dia do consumidor.


BRETZ FILMES
O anúncio do relançamento aconteceu na metade de novembro. Lojas virtuais anunciavam o lançamento de um box contendo os dois filmes para o dia 30/11. Passada a euforia do anúncio, os fãs notaram que a Som Livre estava fora disso e quem era responsável era a Distribuidora Bretz Filmes.

A Veja São Paulo noticiou o relançamento dos filmes em 22/11/2017


A Bretz era um nome totalmente novo no universo de lançamentos da Xuxa, mas não no mercado de distribuição de filmes, sobretudo os nacionais. A empresa existe desde 1990 sob o comando de Luiz Ernesto Bretz e é graças a ela que muitas produções - inéditas em DVD - chegaram às mãos dos cinéfilos.
Os Extras obviamente não entraram no relançamento pois foram feitos pela Som Livre, mas que fique claro: a Bretz nunca escondeu que os discos trariam o filme e nada mais.



O BOX SUPER XUXA + LUA DE CRISTAL
Para os lançamentos de Xuxa, a Bretz utilizou o mesmo estilo de alguns lançamentos prévios de seu catálogo: um box contendo os dois filmes. Na realidade é uma luva de papelão que acondiciona dois estojos tradicionais de DVD (um para cada filme), os populares Amaray®.




Aos mais atentos e exigentes já causa estranheza Lua de Cristal vir antes de Super Xuxa, pois o mínimo que se espera é uma ordem cronológica, mas isso parece ser justificado por um erro...
Ah, antes de falar disso, vale a pena conferir outros boxes lançados pela Bretz: o de Graciliano Ramos e o de Tom Jobim. Ambos trazem as obras em ordem cronológica de lançamento na imagem do box. Ou seja, não seria nada demais fazer o mesmo com Xuxa.

Os boxes de Tom Jobim e Graciliano Ramos respeitam a ordem cronológica das obras, por que com o da Xuxa foi diferente? Porque aparentemente eles escorregaram no próprio erro...


Chegamos ao primeiro deslize desse box. Basta olhar a contracapa e ver o ano que atribuíram a Super Xuxa: 1998! Como assim? Inaceitável um erro desses, porém ele justificaria o fato de Lua estar antes na arte do box. E o erro é repetido na contracapa do filme individual. Errar a data de um filme em um ou dois anos até passa, mas 10 anos?

Errar o ano de produção em dez anos?
Quem fez a revisão disso? O Titica? Parece que sim...

Uma possível explicação para a Bretz colocar 1998 como ano de produção pode estar num erro cometido pelo Jornal O Globo, no passado. Em 1998, a publicação lançou a campanha "O Globo no Cinema": a cada domingo uma VHS era vendida por R$3,90 junto com o jornal. Super Xuxa fez parte dessa coleção e na contracapa colocaram 1998 como ano de produção do filme. Uma confusão! De qualquer forma, um erro não justifica o outro.

O jornal o Globo também mereceu o "Selo Titica de Aprovação".
Confundiram o ano em que a publicação lançou o VHS promocional
com o ano de produção do filme...

É bom ressaltar que as artes das capas e contracapas dos filmes são fiéis às lançadas pela Som Livre. Não sabemos se isso é alguma norma contratual ou simplesmente quiseram deixar assim. O que não dá pra entender é por que piorar algo que já estava feito (de forma correta).


2001 x 2017: poucas mudanças, mas infelizmente não foram para melhor


Em Super Xuxa o texto da sinopse vem totalmente desalinhado, com erros de pontuação e digitação. A primeira tiragem do box chegou ao cúmulo de deixar passar o nome Baixo Astral grafado sem a letra “o”. O curioso é que se preocuparam em adequar a ortografia ao novo acordo da língua portuguesa, eliminando o trema, mas junto eliminaram os pontos de interrogação deixando a última frase sem sentido.

Quem comprou a primeira tiragem percebeu o "Baix Astral"


na segunda tiragem do box, o Baixo Astral ganhou seu “o” de volta, mas ainda de forma insatisfatória. É nítido que a empresa não tinha o arquivo da arte disponível e improvisou como pode a inclusão da letra “o”. Talvez até a 5ª tiragem esteja tudo certinho...

Já dizia a lagarta Xixa: "Se você não vê direito, o problema cresce , cresce..."
Pelo menos arrumaram o nome na segunda tiragem, mas podiam ter aproveitado o momento para corrigir os erros de pontuação, não é verdade? 


Para Lua de Cristal, a falta de revisão continuou, mas aqui o problema foi com as atrizes. Julia Lemmertz perdeu um M e Duda Little perdeu o L. No caso da primeira, o máximo que pode atrapalhar é na numerologia da moça, já a segunda mudou até de nome.
O curioso é que na contracapa do box está tudo correto, só no DVD individual aconteceu isso.
Aproveitando esse gancho da sinopse... Quantos relançamentos mais teremos que esperar para que corrijam o nome da personagem de Julia? Desde a VHS, a moça ganhou o nome de Cidinha. Não é possível que ninguém nunca pensou em corrigir isso! Lidinha, gente, L-I-D-I-N-H-A!

Pela confusão que arrumaram na digitação dessa sinopse,
parece que o próprio Bob cuidou disso...


Pelo menos a Bretz suprimiu a parte da sinopse em que fala que o Bob era um cantor famoso. Ponto para vocês, Bretz!


Antes tarde do que nunca! Depois de 25 anos, finalmente sumiram com a parte de que o Bob era um cantor famoso!


Vamos falar de outro acerto: as mídias. Sem dúvida a arte dos rótulos ficou bem melhor com a Bretz, deu vida ao produto.

As mídias coloridas da Bretz ficaram bem mais bonitas,
afinal "toda cor tem em si uma luz, uma certa magia..."


Já sobre as fotos das capas, a gente ainda está tentando entender por que a Xuxa parece ter saído de um pote de pó de arroz (Lua) direto para uma cuia de urucum (Super Xuxa).

Ok, mas não precisam levar o papo de "dar mais cor" tão a sério...
Pelo menos agora já sabemos como seria a foto de divulgação se houvesse
algum pote de urucum licenciado entre os produtos do filme...


A IMAGEM
Os DVDs da Som Livre eram mídias dual layer (8.5 GB), o que lhes permitia uma transferência de imagem com menor compactação. Além de ter espaço para os extras e o áudio 5.1 (que não é um 5.1 verdadeiro, mas tudo bem).
A mídia do relançamento é single layer (4.7 GB), o que já resulta numa qualidade inferior, pois o que antes estava alocado em pouco mais de 5GB (já descontando o espaço destinado aos extras da Som Livre) agora aparece distribuído em cerca de 3GB (Lua de Cristal) e 4GB (Super Xuxa).

Bretz: mídias de menor capacidade resultando em maior compactação

Levando em consideração que o arquivo do menu ocupa quase 200 MB, já se deduz que a imagem de Lua de Cristal em vários momentos vai apresentar pixelização (aqueles quadradinhos que aparecem em cenas com muitos detalhes ou com muito movimento). Um dos momentos em que isso fica mais gritante é no fim do filme durante a apresentação de Maria da Graça. Já Super Xuxa não sofreu perda considerável.

Reparem no fundo azul, pixelização evidente
Infelizmente...


Podemos chamar isso de desleixo? Não! Desleixo são os erros das contracapas. Isso podemos chamar de limitações. Não sabemos qual o orçamento que a empresa tinha para investir na produção, se cabia a compra de mídias dual layer, por exemplo.
Os menus da Bretz são bonitos e cumprem bem a função de ser apresentação ou direcionar para os capítulos. Não precisa mais que isso mesmo.



Bretz: cenas do filme ou estrelinhas giratórias: menus simples, mas bem feitos


VALE A PENA OU NÃO?
Essa questão é tão delicada quanto mexer com as referências da infância de alguém. Cada um sabe o que lhe satisfaz, mas uma coisa é certa: o relançamento da Bretz deixou a desejar em muitos aspectos técnicos, de qualidade mesmo. Mas esses filmes têm um fator que permite que lhes seja dado um olhar que vai além da exigência da imagem impecável: a memória afetiva.


Super Xuxa e Lua de Cristal representam mais que filmes da Xuxa, para muitos representam a primeira vez que entraram num cinema, para outros a lembrança das férias escolares e sua exibição na Sessão da Tarde ou simplesmente a memória de assistir junto de alguém que hoje já não está por perto. Complexo, não?

Se você tem as edições da Som Livre, guarde-as. Por enquanto são as melhores, o relançamento não lhe fará falta. Quem ainda não tem nenhuma, compre as da Bretz sem medo, pois é a chance de ter algo que lhe traz boas recordações por um preço justo (cerca de R$50,00 o box).




Agora é torcer para que a Bretz, Som Livre ou seja lá quem for descubra que existe um mercado interessado na carreira de Xuxa e consiga destinar um orçamento melhor para a produção dos itens. Que levem a sério os versos “tudo que eu fizer, eu vou tentar melhor do que já fiz”.




domingo, 10 de dezembro de 2017

Gibizinho da Xuxa - Parte II (Final)

Por: Leandro Franco

Na segunda e última parte sobre os Gibizinhos da Xuxa, falaremos das edições lançadas pela Editora Globo a partir de junho de 1992. Como já dissemos, o formato gibizinho foi uma alternativa encontrada para driblar a queda na vendagem de gibis naquele período. Mesmo com o preço reduzido, o formato não conseguiu se estabelecer no mercado e, a partir de 1993, deixou os múltiplos títulos e se tornou uma publicação mensal e exclusiva da Turma da Mônica.

Gibizinhos: a ideia não foi adiante por conta da desvalorização da moeda e inflação descontrolada. Para se ter uma ideia, os gibizinhos dessa foto foram publicados entre julho e agosto de 1992 e, de um mês para o outro, o preço aumentava cerca de  27%

Para você que, literalmente, chegou no meio da história, sugerimos parar por aqui e ler esse post: Gibizinhos da Xuxa – Parte I. Depois disso, volte e conclua sua leitura. Temos certeza que seu aproveitamento será melhor e já adiantamos que tem um monte de coisa legal daqui em diante.

Já você que está sempre por aqui, deixemos de enrolação e vamos ao que interessa: completar sua coleção de gibizinhos da Xuxa! Hoje vamos publicar os três últimos números e ainda temos duas edições “extras”. Lembrando que os links com os arquivos PDF estão logo abaixo de cada capa.

Vamos ao que interessa? Chegou a hora de completar sua coleção de Gibizinhos da Xuxa



5º Gibizinho da Xuxa (Edição 18 – Junho de 1992)

Clique aqui para fazer o download da versão digitalizada
do 5º Gibizinho da Xuxa

A principal história mostra Xuxa aflita porque engordou UM quilo! Ou como ela prefere chamar: “mil gramas”. Olha, a gente sabe que engordar deixa qualquer mulher desesperada, mas no caso da loira, o desespero foi tamanho que ela aceitou ajuda do Moderninho. Bom, não precisamos falar que deu confusão... e também diversão, pois a história foi uma das melhores dos sete volumes publicados.

Lembram que comentamos no post anterior que só mesmo no gibi a Xuxa seria uma pessoa desconhecida a ponto de um homem perguntar o nome dela na rua? Pois é... pelo visto isso só valia para as pessoas, pois coisas/criaturas/animais sempre souberam muito bem quem era a loira...


O que insetos, animais e criaturas folclóricas têm em comum?

Melhor reformular a pergunta...
O que insetos, animais, criaturas folclóricas e ecos têm em comum?




6º Gibizinho da Xuxa (Edição 20 – Julho de 1992)


Clique aqui para fazer o download da versão digitalizada
do 6º Gibizinho da Xuxa


Di Junior, aquele amigo surfista da Xuxa – e inspirado no Junior Porto da produção do Xou da Xuxa (Rede Globo) – aparece numa aventura no meio do mato. Foi a única vez que o personagem deu as caras nos Gibizinhos, já nas revistinhas “normais”, sempre foi um dos que mais apareceu.

Loiro o Di Junior não era... E medroso?
No gibi era!

Falando em "aparecer", a roupa da capa também já tinha aparecido em duas outras ocasiões. Para quem não sabe, na linguagem das histórias em quadrinhos, Xuxa tinha uma roupa para cada situação. Assim, sempre que ela estivesse numa capa ou história com mato ou bichos, a roupa era a que está na capa dessa edição. Teve a "roupa dos cachorros", a "roupa para assuntos relacionados à água" e por aí vai... Ficou curioso? Nós falamos de cada uma nos posts da Revista da Xuxa, reserve um tempinho (são muitos) e se divirta!

A "roupa para assuntos relacionados à natureza" estampou duas edições da Revista da Xuxa (n.11 e n.21) e também o sexto Gibizinho da Xuxa


Tem mais déjà vu... Na história “Volta a Infância”, Moderninho fica aflito porque Xuxa fica brincando enquanto toma banho e ele precisa usar o banheiro. Só que na edição 38 era o Moderninho que ficava fazendo hora no banho e Xuxa esperando na porta... Foi uma Vingança X?

Fevereiro de 1992 x Julho de 1992
Vingança é um prato que se come... no banheiro!

Mais semelhanças em outra história: em “O Desenho”, Praga e Moderninho disputam quem desenha a Xuxa melhor e sujam todo o muro da loira. Só que dessa vez foi o Gibizinho quem saiu na frente. A edição 47 da Revista da Xuxa (Novembro/1992) trouxe algo muito parecido... Inspiração ou coincidência?

Julho de 1992 x Novembro de 1992
Numa folha parede qualquer, eu desenho... Xuxas



7º Gibizinho da Xuxa (Edição 22 – Agosto de 1992)

Clique aqui para fazer o download da versão digitalizada
do 7º Gibizinho da Xuxa

O último gibizinho da loira trouxe o recurso da historinha sem diálogo, algo pouco utilizado em histórias mais extensas. Funcionou bem e a saga da "Xuxa-Múmia" rende mais que muita aventura cheia de diálogo.


Na última história, Xuxa mostra que mulher faz muito bem as coisas que são consideradas “de homem”. E a gente sabe que isso não foi invenção do gibi...

Qualquer semelhança com pessoas, acontecimentos e fatos...


...NÃO terá sido mera coincidência!


Ah, a roupa da capa também já tinha aparecido...




Curiosidade: Passatempos
Também já dissemos que os gibizinhos da Xuxa, desde a segunda edição, traziam uma página de passatempos... Sabiam que algumas imagens já eram pré-existentes? Confiram de onde algumas vieram...







Edições extras:
Gibizinho das Paquitas (Março de 1992)

Clique aqui para fazer o download da versão digitalizada
do Gibizinho das Paquitas


As fieis ajudantes de Xuxa conseguiram uma proeza e tanto! Elas são as únicas personagens da Turma que tiveram um publicação só delas. No Gibizinho temos algumas situações curiosas, como o uniforme que elas usam na capa e principal história. O modelo é exclusivo, nunca apareceu na TV e nem em nenhuma edição da Revista da Xuxa.

O uniforme do Gibizinho era uma mistura do "tradicional" com o uniforme "de gala" das Paquitas

Miúxa protagoniza a segunda história, mas a publicação peca na cor do uniforme. Miúxa nunca usou a fardinha vermelha no programa e para quem é fã das meninas isso equivale a escrever Meneghel com U para um fã da Rainha.

Vocês se lembram dos meus cabelos? Continuam encaracolados...
Mas o meu uniforme... Quanta diferença!

Já as demais histórias têm a Pituxa como principal. O curioso fica pela forma como traçam o perfil da personagem: na primeira história ela soa como irresponsável e fútil, deixando suas amigas na mão no dia do lançamento do LP, já na última a moça se mostra narcisista, pois só aceita a paquera do rapaz que coleciona coisas dela.

Uma Pituxa de difícil convivência nos gibis


Curiosidade:
As Paquitas tiveram sua primeira história-solo na edição 4 da Revista da Xuxa, quando foi criado um logotipo para as meninas. Entretanto, o logo utilizado no Gibizinho foi o adotado a partir da edição 14 da publicação. Uma pena, pois o outro era bem mais criativo...





Gibizinho "Campanha de Vacinação" (Abril de 1992)
Em 1992, o Ministério da Saúde lançou a campanha “O Brasil Unido Contra o Sarampo” a fim de conscientizar a população sobre a importância da vacinação contra a doença. E se a ideia era juntar o Brasil, tinha que começar juntando os maiores expoentes da infância nos anos 80/90: Xuxa, Didi (Os Trapalhões) e Mônica (personagem de Mauricio de Sousa).

Clique aqui para fazer o download da versão digitalizada
do Gibizinho "Campanha de Vacinação"


No gibizinho os três interagiam explicando os sintomas, as formas de contágio e quem deveria se vacinar. O gibizinho era distribuído nos postos de vacinação gratuitamente. A ação contou com a união da Editora Abril e Editora Globo que cederam suas estrelas para a publicação. A impressão ficou a cargo da Bloch Editores. Realmente a união fez a força!




Gibizinho: miudinho com importância de grandão!
Como todo spin-off, o gibizinho chegou ao mercado sabendo que sua função era somar. No caso de Xuxa, foi realmente um extra na coleção de quadrinhos, mas para os personagens secundários representou um destaque que seria impossível nas publicações tradicionais, como aconteceu com as Paquitas ou personagens de Mauricio de Sousa que nunca tiveram uma publicação própria.


Gibizinho, gibizinho, gibizão...
Tamanho de baixinho, importância de grandão!

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