domingo, 10 de dezembro de 2017

Gibizinho da Xuxa - Parte II (Final)

Por: Leandro Franco

Na segunda e última parte sobre os Gibizinhos da Xuxa, falaremos das edições lançadas pela Editora Globo a partir de junho de 1992. Como já dissemos, o formato gibizinho foi uma alternativa encontrada para driblar a queda na vendagem de gibis naquele período. Mesmo com o preço reduzido, o formato não conseguiu se estabelecer no mercado e, a partir de 1993, deixou os múltiplos títulos e se tornou uma publicação mensal e exclusiva da Turma da Mônica.

Gibizinhos: a ideia não foi adiante por conta da desvalorização da moeda e inflação descontrolada. Para se ter uma ideia, os gibizinhos dessa foto foram publicados entre julho e agosto de 1992 e, de um mês para o outro, o preço aumentava cerca de  27%

Para você que, literalmente, chegou no meio da história, sugerimos parar por aqui e ler esse post: Gibizinhos da Xuxa – Parte I. Depois disso, volte e conclua sua leitura. Temos certeza que seu aproveitamento será melhor e já adiantamos que tem um monte de coisa legal daqui em diante.

Já você que está sempre por aqui, deixemos de enrolação e vamos ao que interessa: completar sua coleção de gibizinhos da Xuxa! Hoje vamos publicar os três últimos números e ainda temos duas edições “extras”. Lembrando que os links com os arquivos PDF estão logo abaixo de cada capa.

Vamos ao que interessa? Chegou a hora de completar sua coleção de Gibizinhos da Xuxa



5º Gibizinho da Xuxa (Edição 18 – Junho de 1992)

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do 5º Gibizinho da Xuxa

A principal história mostra Xuxa aflita porque engordou UM quilo! Ou como ela prefere chamar: “mil gramas”. Olha, a gente sabe que engordar deixa qualquer mulher desesperada, mas no caso da loira, o desespero foi tamanho que ela aceitou ajuda do Moderninho. Bom, não precisamos falar que deu confusão... e também diversão, pois a história foi uma das melhores dos sete volumes publicados.

Lembram que comentamos no post anterior que só mesmo no gibi a Xuxa seria uma pessoa desconhecida a ponto de um homem perguntar o nome dela na rua? Pois é... pelo visto isso só valia para as pessoas, pois coisas/criaturas/animais sempre souberam muito bem quem era a loira...


O que insetos, animais e criaturas folclóricas têm em comum?

Melhor reformular a pergunta...
O que insetos, animais, criaturas folclóricas e ecos têm em comum?




6º Gibizinho da Xuxa (Edição 20 – Julho de 1992)


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do 6º Gibizinho da Xuxa


Di Junior, aquele amigo surfista da Xuxa – e inspirado no Junior Porto da produção do Xou da Xuxa (Rede Globo) – aparece numa aventura no meio do mato. Foi a única vez que o personagem deu as caras nos Gibizinhos, já nas revistinhas “normais”, sempre foi um dos que mais apareceu.

Loiro o Di Junior não era... E medroso?
No gibi era!

Falando em "aparecer", a roupa da capa também já tinha aparecido em duas outras ocasiões. Para quem não sabe, na linguagem das histórias em quadrinhos, Xuxa tinha uma roupa para cada situação. Assim, sempre que ela estivesse numa capa ou história com mato ou bichos, a roupa era a que está na capa dessa edição. Teve a "roupa dos cachorros", a "roupa para assuntos relacionados à água" e por aí vai... Ficou curioso? Nós falamos de cada uma nos posts da Revista da Xuxa, reserve um tempinho (são muitos) e se divirta!

A "roupa para assuntos relacionados à natureza" estampou duas edições da Revista da Xuxa (n.11 e n.21) e também o sexto Gibizinho da Xuxa


Tem mais déjà vu... Na história “Volta a Infância”, Moderninho fica aflito porque Xuxa fica brincando enquanto toma banho e ele precisa usar o banheiro. Só que na edição 38 era o Moderninho que ficava fazendo hora no banho e Xuxa esperando na porta... Foi uma Vingança X?

Fevereiro de 1992 x Julho de 1992
Vingança é um prato que se come... no banheiro!

Mais semelhanças em outra história: em “O Desenho”, Praga e Moderninho disputam quem desenha a Xuxa melhor e sujam todo o muro da loira. Só que dessa vez foi o Gibizinho quem saiu na frente. A edição 47 da Revista da Xuxa (Novembro/1992) trouxe algo muito parecido... Inspiração ou coincidência?

Julho de 1992 x Novembro de 1992
Numa folha parede qualquer, eu desenho... Xuxas



7º Gibizinho da Xuxa (Edição 22 – Agosto de 1992)

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do 7º Gibizinho da Xuxa

O último gibizinho da loira trouxe o recurso da historinha sem diálogo, algo pouco utilizado em histórias mais extensas. Funcionou bem e a saga da "Xuxa-Múmia" rende mais que muita aventura cheia de diálogo.


Na última história, Xuxa mostra que mulher faz muito bem as coisas que são consideradas “de homem”. E a gente sabe que isso não foi invenção do gibi...

Qualquer semelhança com pessoas, acontecimentos e fatos...


...NÃO terá sido mera coincidência!


Ah, a roupa da capa também já tinha aparecido...




Curiosidade: Passatempos
Também já dissemos que os gibizinhos da Xuxa, desde a segunda edição, traziam uma página de passatempos... Sabiam que algumas imagens já eram pré-existentes? Confiram de onde algumas vieram...







Edições extras:
Gibizinho das Paquitas (Março de 1992)

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do Gibizinho das Paquitas


As fieis ajudantes de Xuxa conseguiram uma proeza e tanto! Elas são as únicas personagens da Turma que tiveram um publicação só delas. No Gibizinho temos algumas situações curiosas, como o uniforme que elas usam na capa e principal história. O modelo é exclusivo, nunca apareceu na TV e nem em nenhuma edição da Revista da Xuxa.

O uniforme do Gibizinho era uma mistura do "tradicional" com o uniforme "de gala" das Paquitas

Miúxa protagoniza a segunda história, mas a publicação peca na cor do uniforme. Miúxa nunca usou a fardinha vermelha no programa e para quem é fã das meninas isso equivale a escrever Meneghel com U para um fã da Rainha.

Vocês se lembram dos meus cabelos? Continuam encaracolados...
Mas o meu uniforme... Quanta diferença!

Já as demais histórias têm a Pituxa como principal. O curioso fica pela forma como traçam o perfil da personagem: na primeira história ela soa como irresponsável e fútil, deixando suas amigas na mão no dia do lançamento do LP, já na última a moça se mostra narcisista, pois só aceita a paquera do rapaz que coleciona coisas dela.

Uma Pituxa de difícil convivência nos gibis


Curiosidade:
As Paquitas tiveram sua primeira história-solo na edição 4 da Revista da Xuxa, quando foi criado um logotipo para as meninas. Entretanto, o logo utilizado no Gibizinho foi o adotado a partir da edição 14 da publicação. Uma pena, pois o outro era bem mais criativo...





Gibizinho "Campanha de Vacinação" (Abril de 1992)
Em 1992, o Ministério da Saúde lançou a campanha “O Brasil Unido Contra o Sarampo” a fim de conscientizar a população sobre a importância da vacinação contra a doença. E se a ideia era juntar o Brasil, tinha que começar juntando os maiores expoentes da infância nos anos 80/90: Xuxa, Didi (Os Trapalhões) e Mônica (personagem de Mauricio de Sousa).

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do Gibizinho "Campanha de Vacinação"


No gibizinho os três interagiam explicando os sintomas, as formas de contágio e quem deveria se vacinar. O gibizinho era distribuído nos postos de vacinação gratuitamente. A ação contou com a união da Editora Abril e Editora Globo que cederam suas estrelas para a publicação. A impressão ficou a cargo da Bloch Editores. Realmente a união fez a força!




Gibizinho: miudinho com importância de grandão!
Como todo spin-off, o gibizinho chegou ao mercado sabendo que sua função era somar. No caso de Xuxa, foi realmente um extra na coleção de quadrinhos, mas para os personagens secundários representou um destaque que seria impossível nas publicações tradicionais, como aconteceu com as Paquitas ou personagens de Mauricio de Sousa que nunca tiveram uma publicação própria.


Gibizinho, gibizinho, gibizão...
Tamanho de baixinho, importância de grandão!

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