segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Vídeo Exclusivo: Trenzinho (Clipe Xuxa no Mundo da Imaginação)

Esse ano o XSPB fica adulto! Sim, serão 18 anos do lançamento do 1° volume. Vamos entrar no túnel do tempo e recordar uma das músicas, num clipe gravado no Parque Mundo da Xuxa e exibido no Xuxa no Mundo da Imaginação em setembro de 2003. Ah, a viagem é de "Trenzinho", por isso tome o lugar no seu assento...

 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Dancing Brasil 3 - Ep. 06 (21/02/2018)

O 6º episódio do Dancing Brasil 3 não foi temático, nem semifinal ou final, mas a nossa expectativa estava tão grande que parecia ser tudo isso de uma vez. O motivo? Ao final do 5º episódio Xuxa anunciou que iria dançar com Leandro Lima no programa seguinte, que foi o dessa semana. Ora, depois de um jejum de 4 programas sem Xuxa dançando (descontamos a estreia, porque  ela até fez uns passinhos de paso doble) e a intensa divulgação para a apresentação que durou toda a semana, quem controla a ansiedade? Mas já já a gente fala disso...

Da meia rasgada aos ensaios finais: tudo para atiçar nossa curiosidade


Claro que a curiosidade também se estende ao figurino de Xuxa e, pensando nisso, o figurinista Marcelo Cavalcante divulgou em seu Instagram horas antes um croqui do que seria o traje de Xuxa para o programa, mas... não foi o aprovado.



A roupa mudou consideravelmente, mas não decepcionou em nada! Dessa vez, Marcelo fez o trabalho todo sozinho. "Fiz uma peça que ela pudesse fazer os movimentos do tango e ainda assim estar bem vestida", contou o figurinista para o Xuper Blog. E funcionou perfeitamente, além de muita elegância, a roupa realmente parecia ser feita para aquela apresentação. 

O visual escolhido para a Noite do Tango X

Minutos antes do programa começar, Xuxa apareceu em uma live, revelando como a roupa havia ficado. Haja ansiedade!!!

Foto nas redes sociais, videos de ensaios, croqui do figurino, live antes do programa...
Atenção: este programa não é recomendado para quem sofre de ansiedade crônica.


E não acabou a espera! Logo que começou o programa, bailarinhos posicionados, nossa Dancing Queen ao centro, música tocando e... nada aconteceu! Alarme falso! A loira já deu seu "boa noite" e inciou os trabalhos, mas avisou que DEPOIS aconteceria a dança.

Boa noite para você que vai ter que esperar mais ainda a nossa dança!

Nossa Rainha estava muitíssimo à vontade no comando do programa, não escondendo também sua expectativa de mostrar o resultado dos ensaios no palco ao lado de Leandro. Aliás, o entrosamento dos dois está cada dia melhor e faz a diferença no programa.

Aquele momento em que você quer aparentar serenidade e confiança para os amigos

É difícil não repetir o que já virou bordão nessa temporada: o equilíbrio e alto nível dos participantes, que evoluem a cada semana. E finalmente aconteceu o primeiro triplo 10 da temporada e os responsáveis foram Hylka Maria e Fernando. A moça vinha fazendo seu dever direitinho, mas sem grandes destaques: nunca esteve entre as menores notas, mas também não estava nas mais altas. Correu pelas beiradas e fez bonito!

A reação da dupla ao receber o 1º triplo DEZ da temporada

Mas não parou por aí: logo em seguida, Bárbara Borges e Marquinhos, que não estavam conquistando notas tão boas nas últimas apresentações e até já enfrentaram uma zona de risco, conseguiram se superar com a performance de Chandelier da cantora Sia e também emplacaram 30 pontos! Ficamos contagiados com a nota e assustados com a empolgação da moça.

Quem tirar nota dez vai poder se pendurar no lustre, viu, Bárbara?



Uma das coisas que mais impressionaram, além das danças, foi a retomada das produções mais elaboradas para as apresentações, algo que estava ficando um pouquinho de lado nessa temporada. A projeção de um prédio visto de cima na apresentação de Dudu Pelizzari e Dani Delova foi tão realista que, pelo menos de casa, parecia que a dupla realmente estava no topo de um prédio. IN-CRÍ-VEL!


Apesar de toda entrega e ousadia da dupla, Jaime Arôxa ainda não ficou tão satisfeito... Como assim, Jaime? Bom que a Xuxa nos entende...

"Senhor, dai-me sabedoria para aceitar..."
(as notas que não podem ser mudadas)


Provando que está mais à vontade que nunca no comando do Dancing, a loira ainda tentou convencer aos jurados que o humorista Rodrigo Capella fez, sim, o tal movimento de quadris exigido pela rumba. Só não viu quem não quis!

O crush tá chegando, aja naturalmente, amiga!


As apresentações foram embaladas por uma trilha sonora bem eclética, quem quiser ouvir música boa e relembrar os bons momentos dessa noite de quarta, é só incluir na playlist:

1. Geovanna Tominaga & TéoDanza Kuduro [Lucenzo ft. Don Omar] (2010)
Ritmo: Salsa

2. Diogo Sales & Bella FernandesExplosive [Bond] (2004)
Ritmo: Tango

3. Raissa Santana & Paulo VítorI Don’t Wanna Lose You [Tina Turner] (1989)
Ritmo: Foxtrote

4. Isabel Fillardis & Caio ViniCan’t Help Falling In Love [Elvis Presley] (1961)
Ritmo: Valsa

5. Douglas Sampaio & Sarah LageTry [P!nk] (2012)
Ritmo: Zouk

6. Marina Elali & Jefferson AndradeBang Bang [Jessie J ft. Ariana Grande & Nicki Minaj] (2014)
Ritmo: Jive

7. Eduardo Pelizzari & Dani De LovaCry Me a River [Justin Timberlake] (2002)
Ritmo: Tango

8. Hylka Maria & Fernando PerrottiYou Give Love a Bad Name [Bon Jovi] (2003)
Ritmo: Paso Doble

9. Bárbara Borges & MarquinhosChandelier [Sia] (2014)
Ritmo: Zouk

10. Rodrigo Capela & Flávia CaféWhen I Was Your Man [Bruno Mars] (2012)
Ritmo: Rumba

11. Joana Maranhão & Bruno ComanSwing da Cor [Daniela Mercury] (1991)
Ritmo: Samba

Xuxa e LeandroLibertango [Yo-Yo Mama] (2004)
Ritmo: Tango


Apresentações encerradas e na zona de risco, só veteranos: Isabel Fillardis (2ª vez), Douglas Sampaio (3ª vez) e Diogo Sales (4ª vez). Mesmo mostrando certa evolução desde a 1ª apresentação e até conseguindo uma nota 10 de Jaime, Diogo não teve a aprovação que precisava do público e se tornou o 5º participante eliminado do programa.



Só depois de todas as apresentações e do anúncio do placar final (que foi antecipado algumas vezes durante o programa, assim como no episódio anterior), é que tivemos o momento mais esperado não só desse programa, mas talvez dessa temporada até agora: o tango dançado por Xuxa e Leandro!



A apresentação justificou a espera, pois não foi uma simples performance e sim uma demonstração de total dedicação da nossa dupla preferida! Não teve nota dos jurados, mas se tivesse, com certeza, a nota não poderia ser outra além de mais um triplo 10, com muitos aplausos!


E só não ganhou mais dez porque não tem mais plaquinha...

Para a semana que vem, Xuxa contou que todas as duplas farão duas apresentações: as tradicionais e uma em grupo. Reduzido a 10 participantes, sobra mais tempo para apresentar novas possibilidades e quem ganha com isso é a gente. 



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Dicionário da Xuxa - 30 anos

Por: Leandro Franco

A carreira de Xuxa é tão sólida e tão cheia de êxitos que não seria exagero se seu nome realmente existisse no dicionário vinculado à palavra “sucesso”. Afinal, está lá (entre outros significados): “pessoa ou coisa vitoriosa, de grande popularidade”. Quem contesta?

Quando o sucesso vira XUXEXO
(E quem diria que um trocadilho assim prejudicaria o sucesso de um produto?)


Antes que alguém use também o dicionário para nos apontar o verbete de “fanático”, vamos mostrar mais um motivo pelo qual a loira devia estar, sim, no dicionário... literalmente!

No ano de 1987, quando se tornou imbatível no licenciamento de produtos, Xuxa lançou desde bonecas, álbuns, jogos, calçados até dicionário. Sim, o Dicionário da Xuxa completou 30 anos de existência e, infelizmente, se tornou o produto mais injustiçado da loira.

Dicionário da Xuxa: o primeiro lançamento voltado à área educacional e injustiçado por conta de boatos


➡ Educar e Divertir
Lançado no final de agosto de 1987, pela EBS – Editora Biologia e Saúde, o Dicionário já era um produto esperado. Em março do mesmo ano, o jornal O Globo já anunciava: “muitas novidades foram prometidas por Xuxa para este ano: ela fará um filme infantil (...), lançará o Dicionário Ilustrado, uma botinha de amarrar e um álbum de figurinhas pela Editora Globo”.
A EBS uniu o útil ao agradável: queria lançar um dicionário infantil e viu em Xuxa a melhor associação:

Já é tempo de elas (as crianças) aprenderem a consultar dicionários, mas elas não devem procurar um dicionário comum. Isso levou nossa editora a elaborar um dicionário para crianças – um dicionário em que se respeita a individualidade infantil como um valor substantivo. (...) Demos grande importância à parte visual da obra, não apenas como motivação recreativa, mas, principalmente, como recurso técnico de aprendizagem.
Trecho da Apresentação do Dicionário


Agregar divertimento à educação sob o comando de Xuxa: a aposta da EBS



➡ Apresentação
As ilustrações – cerca de 600 – ficaram a cargo de Reinaldo Waisman, que levou para os dois volumes em que o dicionário foi dividido, o mesmo traço que os baixinhos conheciam no cenário do Xou ou de outros itens da loira.

O traço inconfundível de Waisman.
Quem assistia ao Xou da Xuxa conhece...

Foram selecionadas as palavras – aproximadamente 1.600 – mais adequadas ao vocabulário infantil e, além de seu significado, foram incluídas informações sobre aumentativo, diminutivo, coletivos e feminino/masculino. Também estavam presentes sua tradução para o inglês e o francês e sua pronúncia fonética. Uma obra para ninguém achar defeito. (E como não acharam, inventaram...)





As ilustrações muitas vezes traziam um aprendizado implícito (não mencionado no verbete em questão) ou uma referência clara ao que Xuxa sempre defendeu em seus programas.

Figura 1 >> Aprendizado implícito: embora o verbete não fale de unidades de massa, a ilustração deixa claro que o correto é usar o masculino quando se refere a peso.
Figuras 2 e 3 >> O combate ao fumo foi estrategicamente vinculado à palavra "inimigo", enquanto o respeito à natureza aparece em "árvore".


Outras ilustrações, ainda que em número bem menor, faziam referências aos sucessos dos anos 80: bordões de He-Man e de Cascatinha (personagem de Castrinho no programa de Chico Anysio).


Inicialmente a capa também seria toda ilustrada, mas, por fim, decidiram reaproveitar uma foto de 1986 para deixar o dicionário mais atrativo. A foto em questão é de Paulo Marcos e era do postal distribuído ao público durante o 1º ano do Xou da Xuxa, na Rede Globo.

A capa "teste" do Dicionário, revelada meses antes do lançamento


A foto do postal distribuído no programa de TV se tornou a capa oficial da publicação

As guardas (aquelas folhas que ligam a capa dura ao miolo de um livro) também traziam – na primeira edição – uma foto de Xuxa com as Paquitas, Dengue e Praga. Dessa vez, o registro é de  André Wanderley. No mais, somente desenhos da loira e sua turma.

As guardas trouxeram uma foto feita durante um dos programas Xou da Xuxa em sua 1ª temporada. Catuxa ainda não integrava as Paquitas na época da foto.



➡Turma da Xuxa
Apesar do nome ser “Dicionário da Xuxa”, o mais correto seria “Dicionário da Turma da Xuxa”, pois toda a trupe tem igual destaque na publicação. Lá estão as Paquitas, Praga, Dengue, Moderninho... Até mesmo personagens “musicais” como o Cavalo Frank e o Sapinho de “Croc Croc” tiveram seu momento.

Dos personagens tradicionais aos que tiveram poucas aparições,
toda a Turma da Xuxa estava no dicionário

Entretanto alguns personagens do universo infantil, não necessariamente da turma da Xuxa, também aparecem no dicionário, o que se torna um diferencial. Temos verbetes para a Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Pinóquio, Carlitos, Ali Babá, Tia Nastácia...


Nem só de Turma da Xuxa vive o universo infantil, outros personagens também aparecem




➡ A "Língua do X" – polêmica infundada
Quem imaginaria que uma brincadeira de Xuxa em seu programa afetaria o Dicionário tão diretamente? A língua do X acabou prejudicando a venda do produto. A ideia de colocar o X em algumas palavras e até no nome do programa infantil fez nascer um boato de que o dicionário iria ensinar as palavras de forma errada. Lembrando que, mesmo com 1 ano de programa, a polêmica envolvendo o “xou” ainda existia: para quem não sabe, Xuxa recebeu críticas pelo título do programa ser com X (ressaltamos que isso não foi ideia dela e sim de José Bonifácio Sobrinho, o Boni, e que “xou” não se referia a “show” e sim a “sou” de “Eu sou da Xuxa”, mas isso é outra história...).

 X só para Xuxa mesmo e o que é devido; nenhum trocadilho sequer


O que acabou dando certa força aos boatos foi a capa mostrar Moderninho substituindo a letra “C” de Dicionário pelo “X”. Só restava à Xuxa explicar a brincadeira da capa e frisar que tudo era escrito como devia ser:

Mesmo com as ressalvas de Xuxa, muitas publicações ainda se referiam ao livro como "DiXionário", alimentando o boato de que as palavras eram escritas de forma errada, ou melhor, na "Língua do X"


Anos depois, no final de 1990, Xuxa relembrou o fato, demonstrando indignação com a forma com que as pessoas teimavam em questionar seu profissionalismo, mesmo sem conhecê-la:

“Ainda acho que há muita gente me criticando. Pessoas que gostariam de estar no meu lugar e não aceitam o fato de não ter o que tenho, mas eu estou trabalhando muito – e não há ninguém que possa dizer que eu não seja profissional. Até hoje falam do Dicionário da Xuxa, que eu quis reinventar a língua portuguesa. Falam, criticam e não tiveram sequer a capacidade de ler uma única página. Está lá: o X no lugar do X. Agora há um padre no Paraná dizendo que estou mudando a gramática, colocando a "língua do X" nas músicas, Não tem uma música que eu faça a língua do X. Mas ainda vou fazer, ele me deu uma boa ideia. Em criança, todo mundo brincou na "língua do Pê" e, até onde eu saiba, a língua portuguesa não mudou por causa disso.”
Revista FAMA – novembro/1990




➡ Polêmica infundada - Parte 2
Cerca de 6 meses depois do lançamento, o dicionário ainda rendia polêmica, mas dessa vez nada tinha a ver com a suposta língua do X. Em Londrina/PR, a Câmara dos Vereadores aprovou o pedido de suspensão da comercialização do Dicionário na cidade. Tudo porque o vereador autor do requerimento entendeu que o Dicionário continha expressões ofensivas. A Câmara pretendia formalizar o pedido em território nacional, acionando o Presidente da República. Óbvio que isso não foi pra frente e o Dicionário continuou sendo vendido normalmente. As tais expressões eram “Caipira é a mãe!”, “põe o bumbum pra cá, põe o bumbum pra lá” (na verdade um trecho de “Banda da Xuxa”, música lançada no disco Xegundo Xou da Xuxa) e “estranho é a vovozinha”.




Como se tais expressões fossem criadas por Xuxa e ditas só por ela... Alguém tomou alguma providência em relação a programas de TV e outras publicações que usavam as mesmas expressões?

A EBS podia ter aproveitado o ocorrido e incluído um novo verbete na publicação: "Mimimi (substantivo): aquilo que as pessoas fazem quando não têm nada melhor para fazer da vida".

Fica a questão: os gibis da Turma da Mônica também tiveram sua comercialização suspensa na cidade? Ou era o velho ditado "dois pesos e duas medidas"? Mas nós sabemos que polemizar com o nome de Xuxa sempre causa mais mídia que o de qualquer personagem de histórias em quadrinhos. 



➡Lançamento e divulgação
Em 14/08/1987, Xuxa foi até Brasília, subiu a rampa do Palácio do Planalto e entregou um exemplar ao então presidente José Sarney. A Rainha foi lá para falar de uma campanha contra as drogas, mas aproveitou para mostrar que também queria contribuir com a formação de seus baixinhos.

É de se admirar que não tenham escrito algo como "Xuxa leva seu Dixionário para o Xarney"


Um mês depois, Xuxa participou da III Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, onde lançou o Dicionário oficialmente e autografou alguns exemplares durante a exposição. Era uma segunda-feira, mas isso não impediu que a presença da loira causasse o já rotineiro tumulto, tal e qual no Palácio do Planalto.



A tiragem inicial foi de 10.000 exemplares e o preço era cerca de Cz$1980,00 – o equivalente a R$280,00 hoje. Ficou espantado com o preço? É... muito diferente do que vemos por aí, mas lembre-se que é necessário você se situar numa época em que ter livros era algo para quem tinha um melhor poder aquisitivo. Quem se lembra do status de se ter uma Enciclopédia Barsa em casa?

Além do oferecimento direto ao consumidor, a Editora tinha outra estratégia: aproveitar a Lei Sarney para estimular os empresários a comprarem lotes de suas publicações. Explicando: a lei em questão (7.505/86) foi uma das pioneiras no incentivo à cultura e permitia abater do Imposto de Renda doações (100%), patrocínios (80%) e investimentos (50%) em cultura.

Anúncio direcionado a empresários publicado no jornal O Globo em 22/11/1987.
Notem que optaram por sumir com o X da mão do Moderninho para evitar mais polêmica

(Nota: a Lei Sarney teve vigência até 1990)

Mesmo com toda a polêmica e o preço alto, o Dicionário vendeu a ponto de ter uma segunda edição com pequenas alterações: a guarda das capas passou a ser branca, eliminando-se a foto de Xuxa com sua turma.

A segunda edição saiu sem a foto interna, embora na parte dos créditos da publicação ainda aparecesse o nome de André Wanderley como fotógrafo responsável pela foto da "guarda"


Para compensar a ausência da foto interna, o livro ganhou brindes: um pôster e um postal.

Sem foto interna, mas com pôster e postal
(e o pôster ainda ganhou um autógrafo impresso)


O postal trazia no verso a mesma mensagem de abertura do livro com a letra da Xuxa.


Entretanto, o mais curioso ficou por conta da alteração do item mais polêmico: o X. Na mão do Moderninho agora está um coração e não se fala mais nisso!

Não tem X, mas tem coração...
(E o X ficou marcado onde mesmo?)


O jeito de vender também ganhou um reforço: representantes da editora visitavam as escolas para vender os exemplares diretamente aos alunos. Se você tem entre 30-35 anos provavelmente vai lembrar que isso era uma prática comum.

Em 1989, anúncios ainda eram veiculados nos jornais, agora com o preço no dinheiro "novo": NCz$20,00 (vinte cruzados novos). Embora anunciassem como o "maior barato", o preço não abaixou tanto mesmo depois de quase 2 anos: do equivalente a R$280,00 para R$233,00 hoje.


No anúncio dos Hipermercados Boulevard (Vila Isabel/RJ), o Dicionário tinha destaque. Seis meses depois um representante autônomo também oferecia o livro. Apesar de ainda haver confusão quanto ao nome da publicação, ambos evidenciavam os brindes da nova edição

Houve ainda uma "edição econômica" de encadernação brochura, a popular capa mole. Foi uma alternativa encontrada para diminuir um pouco o preço do produto. O conteúdo não sofreu alteração e, obviamente, não traz a foto das guardas.


➡Na Argentina
Outro ponto prova que, mesmo com a polêmica, o Dicionário deu certo: seu lançamento na Argentina no ano de 1992. A diferença é que lá não houve problema algum com a tal história da língua do X, pois a pronúncia do idioma não dá margem aos trocadilhos (“Xis” se pronuncia “equis”).



Claro que tudo foi revisado, traduzido e adaptado pela editora EBS. Foram acrescidas as letras que à época não faziam parte do nosso alfabeto oficial: K, W e Y. O mesmo também aconteceu com as letras exclusivas do alfabeto espanhol: CH, LL e o Ñ.



Diccionario de Xuxa: Artes exclusivas para as letras do alfabeto espanhol
Desde 2010, CH e LL não são mais consideradas letras independentes do alfabeto em espanhol; o “eñe” permanece.



Os acréscimos aumentaram um volume ao dicionário: dois para o Brasil, três para a Argentina.
Na parte das ilustrações, nota-se que a maioria das imagens com Xuxa foi suprimida, provavelmente pelo traço do anos 80 não ser familiar ao público argentino.

A retirada do desenho de Xuxa fez com que a maioria das ilustrações perdessem um pouco do sentido

Claro que a figura de Xuxa não poderia ficar de fora, a solução foi recriar as "capas" das letras com o traço dos anos 90, também de Waisman.


Novas capas para nuestros hermanos

A falta de familiaridade também afetou outros personagens: Draguxa e Frank eram desconhecidos na Argentina, assim como Moderninho e Praga, embora esses dois ainda aparecessem um pouco, mas sem a mesma importância. Não há ilustração inédita na parte dos verbetes.


D de Draguxa? Não... D de Xuxo!
Como explicar quem era a Draguxa para o público argentino?
A solução foi substituí-la por personagens mais conhecidos


Algumas expressões brasileiras também deixaram de fazer sentido e os desenhos precisaram ser adaptados.



A capa também mudou, desta vez aproveitaram uma das fotos que Xuxa havia feito para a publicidade de seu cinto lançado em 1991.

Reutilizar \e-u\v. 1.t.d. utilizar de novo 2.t.d. imprimir novo uso a...

As guardas não trouxeram fotos e sim uma montagem com todas as “capas” das letras. O recadinho de Xuxa foi traduzido, mas sua apresentação ficou aquém do que foi feito no Brasil. Colocaram uma letra cursiva (horrorosa), teoricamente simbolizando a letra de Xuxa. Não funcionou mesmo!

E esse "para" que mais parece "pura"?

Outro escorregada foi manter os créditos das fotos do Brasil, sendo que nem existia foto na guarda da edição argentina (e sim uma colagem com todas as "capas" das letras). Falando em manter coisas do Brasil, uma novidade foi a inclusão do idioma português na parte das traduções, fazendo com que a edição de lá se tornasse mais completa que a brasileira que só contava com 2 idiomas.

Apesar de conter informação desnecessária sobre os fotógrafos da edição brasileira, os créditos da edição argentina incluíam o tradutor, Juan Carlos Freire, e a data de impressão (janeiro de 1992)

Na Argentina, a principal divulgação era no Show de Xuxa (Telefe). Durante os primeiros programas da temporada de 1992, Xuxa fazia o merchandising do "Diccionario", que consistia na escolha de uma palavra aleatoriamente, que ela lia e depois pedia à plateia que aprendesse a pronúncia nos outros idiomas. Rendeu momentos divertidos, veja:



➡ A palavra final
Não tem jeito, quando nos lembramos que já se passaram 30 anos do lançamento de mais um item da loira, a palavra que vem quase instantaneamente é SAUDADE. E parece não haver outra melhor; afinal a matéria é sobre o Dicionário e só em dicionários brasileiros existe tal palavra...
Se bem que podemos também usar a palavra "orgulho". Dá orgulho ver que Xuxa quis, sim, fazer a diferença, quis oferecer o melhor e ela o fez. O Dicionário Ilustrado é uma obra e tanto para crianças em idade escolar e, se você hoje chega nas livrarias para comprar o "Aurelinho" ou o "Dicionário Ilustrado da Turma da Mônica" para seus filhos ou irmãozinhos, lembre-se que Xuxa não inventou os produtos para criança, mas ela certamente abriu caminho para que eles fossem cada vez melhores...





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