sábado, 27 de julho de 2019

Dancing Brasil 5 - Ep. 04 || Jogos Pan-Americanos || (24/07/2019)


A jornada do expresso Dancing Brasil não para! Na última quarta-feira ele nos levou a Lima, no Peru. Não foi um especial sobre os ritmos locais, mas sim porque é lá que estão acontecendo os Jogos Pan Americanos 2019. E o que isso tem a ver com dança? Depois de ver o programa fica fácil responder: tudo!



🔊Que comecem os jogos!
Mas nem precisava esperar o programa acabar para achar a resposta da ligação da dança com o esporte. Um VT de introdução mostrou como a rotina de um dançarino é semelhante a de um atleta: dor, treino, dedicação, ansiedade.
Então nada mais justo que o número de abertura fosse feito pelos atletas da dança dessa temporada: os 10 participantes fizeram uma participação mais que especial na coreografia comandada pelos bailarino profissionais.

A abertura do Dancing foi melhor que muita abertura de eventos mundiais do esporte
Todo mundo na mesma vibração: bailarinos, participantes e até a torcida deu seu show


Xuxa não dançou, mas entrou no palco já roubando todos os olhares...

👑Rainha Pan-Americana
Nossa Dancing Queen vestiu um look feito sob medida por Michelly X, idealizado pelo seu figurinista Marcelo Cavalcante. Sem dúvida, a roupa mais bonita dessa temporada. O conjunto de blazer e calça com uma espécie de cauda ficou bem... como vamos dizer... XUXA!

Xuxa de volta às ombreiras que eram sua marca registrada nos anos 80 e 90
Foto: Blad Meneghel


"A jaqueta foi feita em tecido drapeado com textura de couro dourado parafinado e esfumado com ouro, bronze e preto. Eu mesma pintei à mão"(Michelly X)
Foto: Blad Meneghel


🤕Fora de jogo
Assim como aconteceu no programa nº 2, mais uma participante teve que se ausentar da competição por conta de lesões ocorridas durante os ensaios. Quem ficou no banco dessa vez foi Maria Paula. Por ordens médicas, ela precisava descansar o corpo para que seu quadro não se complicasse. Mas ela estava lá e assistiu tudo ao lado do partner Tutu, que não teve descanso, pois além de técnico, também faz parte do corpo de baile do programa.

Maria Paula explica a Junno o porquê de não se apresentar na noite dos Jogos Pan-Americanos


Ah, se teve participante de fora, teve jurado de volta. Fernanda Chamma ocupou sua cativa cadeira na bancada, já que semana passada precisou se ausentar por compromissos profissionais. Como disse Xuxa, Jarbas Homem de Melo foi uma graça, mas ficar sem Fernanda não dá, né?

Fernanda Chamma de volta a atração depois de uma semana ausente.
Atenção, srs. organizadores de eventos de dança do Brasil e do mundo: Fernanda merece todas as homenagens, mas por favor não marquem nada para as quartas-feiras, tá? 


🥇Medalhas de Ouro
Todo mundo já ouviu a expressão “fechar com chave de ouro”, pois saibam que dessa vez o Dancing “abriu com chave de ouro”, ou melhor, com medalha de ouro. Dany Hypólito & Marquinhos deram um show: dançaram um tango simulando a superfície de uma trave olímpica (aparelho característico da ginástica artística), mas antes disso Dany executou alguns passos sozinha numa trave de verdade.  Apresentação perfeita para gente, mas para Paulo Goulart foi quase... Ele deu nota 9, mas Fernanda e Jaime compensaram com notas DEZ – as primeiras dessa temporada.

O tango na trave olímpica de Dany & Marquinhos: não merecia dez, merecia ONZE!


Ricardo Vianna & Dani De Lova  trouxeram para o palco duas grandes referências do país: futebol e samba! Paixões nacionais, sem dúvida, mas para nós a “paixão nacional” foi a sintonia dos dois que fizeram da dança o elo entre futebol e samba de forma brilhante.

Futebol e samba já são paixões nacionais, imaginem então unidos pela coreografia de Dani & Ricardo...
Até quem não liga pro esporte ou pro ritmo começa a gostar!


Do calor do futebol para o refresco de uma piscina: a noite era mesmo do tango e das meninas esportistas. Bia Feres, claro, representou o nado sincronizado. Paulo Victor teve a missão de trazer o tango para o esporte e o fez como o medalhista de ouro que é, afinal se o Dancing desse medalha ao invés de troféu, ele já teria garantido a dele desde a primeira temporada. A dupla recebeu as outras notas 10 da noite e empatou com Dany & Marquinhos.

E não é que Paulo Victor e Bia pareciam mesmo estar dentro da piscina?
Nota dez merecida!


Quem também mereceu lugar no pódio dos jogos do Dancing foi a dupla Cátia Paganote & Fernando Perrotti. Como não elogiar a técnica de Fernando trazendo a valsa para representar o boxe? Como não parabenizar a entrega de Cátia que se mostra cada vez mais focada em dar seu melhor? Paulo Goulart fez uma observação pontual: quem imaginaria a força do boxe junto com a leveza da valsa?

Cátia e Fernando:a força do boxe com a leveza de uma valsa
Execução perfeita!


Duas duplas tiveram momentos tensos: D’Black & Carol Dias e MC Koringa & Bella Fernandes que já estavam acostumados com notas na primeira metade do placar, quase escorregaram para a zona de risco. Tiveram notas ruins? Não! A noite foi tão equilibrada que décimos fizeram diferença.


🤚Fora de jogo literalmente
Natália Guimarães & Rafa Scauri mesmo tendo uma evolução da semana passada para esta novamente foram para a zona de risco. Entretanto seus companheiros foram duas duplas que nunca passaram pela situação: Thierry Figueira & Flávia Café e Alinne Prado & Jeffferson Andrade. A diferença na pontuação entre os três casais não chegou nem a um ponto!
A nota dada pelo público refletiu na eliminação: Thierry deixou a competição, o que causou surpresa pois o casal teve uma das maiores notas na semana passada.



Thierry se emociona nos bastidores após sua eliminação do Dancing Brasil
(matéria exibida no programa Hoje em Dia)


🎧Música para Treino
Cansado daquelas playlists “Fitness”, “Work Out Music” ou “Gym Dance”? Experimenta a sugestão da noite de jogos pan-americanos do Dancing Brasil. Teve de Shakira a Queen. Olha aí:

Abertura: Ginga  [A.R. Rahman & Anna Beatriz] (2016)

1. Dany Hypólito & MarquinhosUma Música Brutal [Gotan Project] (2003)
Ritmo: Tango
Esporte: Ginástica Artística
Nota: 29 + 9 = 38

2. Ricardo Vianna & Dani De LovaLa La La (Brazil 2014) [Shakira ft. Carlinhos Brown] (2014)
Ritmo: Samba
Esporte: Futebol
Nota: 26 + 8,3 = 34.3

3. Vinícius D’Black & Carol DiasKung Fu Fighting [CeeLo ft. Jack Black] (2008)
Ritmo: Cha Cha Cha
Esporte: Artes Marciais
Nota: 24 + 8,2 = 32,2

4. Bia Feres & Paulo VictorQuando Quando Quando [Fergie ft. will.i.am] (2009)
Ritmo: Tango
Esporte: Natação
Nota: 29 +9 = 38

5. Thierry Figueira & Flávia CaféWe Will Rock You [Queen] (1977)
Ritmo: Paso Doble
Esporte: Esgrima
Nota: 21 +7,5 = 28,5

6. Cátia Paganote & Fernando PerrottiLove Me Like That (Champion Love) [Ella Mai] (2018)
Ritmo: Valsa
Esporte: Boxe
Nota: 27 + 8,8 = 35,8

7. MC Koringa & Bella FernandesWithout Me  [Eminem]  (2002)
Ritmo: Quickstep
Esporte: Basquete
Nota: 23 + 8,4 = 31,4

8. Natália Guimarães & Rafa ScauriGloria [Laura Branigan} (1982)
Ritmo: Cha Cha Cha
Esporte: Patinação
Nota: 21 + 7,9 = 28,9

9. Victor Sarro & Bruna Bays Seven Nation Army [The White Stripes] (2003)
Ritmo: Paso Doble
Esporte: Torcida
Nota: 22 + 8,6 = 30,6

10. Alinne Prado & Jefferson AndradeFighter [Christina Aguilera] (2002)
Ritmo: Tango
Esporte: Arco e Flecha
Nota: 21 + 8,4 = 29,4

Encerramento: Hall of Fame [The Script ft. will.i.am] (2012)


🎬Das quadras para as telas e da quarta para a terça
Depois de um bom treino, que tal relaxar vendo um bom filme? Então já está combinado: semana que vem o Dancing Brasil vai fazer seu tradicional programa temático sobre o CINEMA. Se o tema não é novidade, a data é. O programa será exibido na TERÇA-FEIRA excepcionalmente. Não se esqueçam: semana que vem tem Dancing um dia antes: terça-feira.


Jaime, Fernanda e Paulo já estão esperando o especial Cinema que vai acontecer na
TERÇA-FEIRA excepcionalmente. Fiquem de olho!

sábado, 20 de julho de 2019

Dancing Brasil 5 - Ep. 03 || Anos 50 || (17/07/2019)


Mais uma viagem do expresso Dancing Brasil, dessa vez através do tempo! Para comemorar os 50 programas, nosso trem parou nos anos 50. Foi a primeira vez que a atração usou os chamados “Anos Dourados” como tema.

Como na semana passada Xuxa disse que seria ótimo poder reviver os momentos do programa, ficou parecendo que a noite seria de retrospectiva com melhores momentos das temporadas anteriores e quem sabe até a participação de alguns ex-participante... Ledo engano! Pra frente é que se anda e o Dancing comemorou o que passou com tudo novinho em folha.



⏪Retrô + Abertura
As menções às temporadas passadas foram condensadas em um rápido VT exibido antes da abertura no palco. Imagens de vários participantes com a voz de Xuxa relembrando os desafios e as conquistas que a dança proporciona.

Um rápido VT relembrou os  melhores momentos de alguns participantes ao longo dessas 5 temporadas


No palco, teve Xuxa dançando na abertura! A loira surgiu toda estilosa usando a famosa calça cigarrette que marcou os anos 50. Dançou, encontrou o boy, que quase entrou numa daquelas brigas de gangues a la West Side Story e terminou no maior amasso na bancada dos jurados.

Foto: Blad Meneghel

Entenderam porque falam que a vida começa aos 50?



👗Calça ou saia?
A calça foi só para a abertura, para comandar o programa a loira vestiu uma saia bem volumosa e acinturada. Nessa volta ao tempo rumo aos anos 50, deu tempo de dar uma paradinha lá em 2016 e pegar uma inspiração naquela saia da premiação do canal Nicklodeon...

Parece, mas não é, tá?


🔊Chama a Fernanda Chamma!
A surpresa ficou por conta da ausência de Fernanda Chamma na bancada dos jurados. A querida jurada não pode comparecer ao programa pois estava em Joinville/SC para a abertura da 37º Festival de Dança da cidade. Fernanda foi a responsável pela montagem “Musical dos Musicais”, que reúne trechos de espetáculos montados por Fernanda no eixo Rio-São Paulo, mas com novas leituras. Ela não podia faltar, né?

Para somar ao time, o Dancing contou com a participação especial de Jarbas Homem de Melo que ficou incumbido de dar as notas ao lado de Jaime e Paulo Goulart Filho. Jarbas é ator e apresentador e conhece bastante de dança e fez bonito na bancada. O rapaz se preocupou em conhecer os participantes e assistiu aos episódios anteriores, fez observações pontuais e em continuidade ao que Fernanda pediu dos casais na semana passada. Olha, produção, a cadeira do meio será sempre da Fernanda, mas, se der, pode por uma quarta cadeira pro moço. Ele fez bonito!

Jarbas Homem de Melo somando no Dancing Brasil. Tem que ter a Fernanda Chamma, mas nada impede de uma quarta cadeira de vez em quando, né?


💃Apresentações
Na noite dos Anos Dourados, algumas apresentações foram de ouro, mesmo que nenhuma ainda tenha conseguido uma nota dez que seja.

Maria Paula e Tutu levaram todo mundo para Maracangalha, num samba que até a "Anália" ia querer assistir. A atriz e apresentadora está cada dia mais à vontade no papel de bailarina, assim como Tutu que – ao lado de Dani De Lova e Bella Fernandes – é um dos únicos bailarinos presentes em todas os episódios até hoje.

Se a "Anália" não quiser ir não tem problema, Maria Paula e Tutu levam a gente!
Semana passada fomos a Paris, nessa fomos à Maracangalha

Do samba para a valsa, mal saímos da animação do casal anterior, Carol Dias e D’Black nos entregaram mais uma daquelas coreografias que a gente espera que não acabe nunca. Dessa vez uma valsa mais “rapidinha” do que estamos acostumados ao som de Donna, clássico de Ritchie Valens.

Se a Xuxa falasse "quem gostou dá uma rodadinha", era assim que a gente ia ficar vendo D'Black e Carol


Dany Hypólito e Marquinhos vieram de cha cha cha e fizeram a dança mais divertida da noite. Ambientada na Africa, Dany e Marquinhos enfrentaram os aborígenes ao som de Day-O – aquela música que nossa Rainha adaptou para o XSPB 11 com o nome de “Cacho de Bananas”, lembram? Empataram com D’Black e Carol tanto nas notas do júri quanto na do público.

Dany e Marquinhos: não teve pra ninguém, o momento mais divertido do programa nº 50 foi deles!


O jive foi o ritmo de três apresentações na noite, mas quem levou a melhor nota das três foi a dupla Bia Feres & Paulo Victor, que também conseguiram a melhor nota do público na noite: 8,8.

Bia Feres e Paulo Victor: além de dançarem muito, desafiam até a gravidade


Uma das surpresas da noite foi a dupla Thierry Figueira & Flávia Café, que tiveram seu melhor momento desde a estreia e garantiram a segunda melhor nota dos jurados na noite. O cha cha cha dos dois nos lembrou a época de ouro do rádio, mas imagina só ouvir e não ver os passos de dança... Obrigado, televisão!

Thierry e Flávia: ainda bem que essa rádio é na TV... imagina ter que ficar sem ver essa coreografia?


Por uma apresentação, Cátia Paganote & Fernando Perrotti não fizeram valer o ditado “os últimos serão os primeiros”. Eles foram os penúltimos a se apresentar, mas os primeiros da noite: a melhor nota. Os dois não dançaram semana passada por conta de uma contusão de Cátia nos ensaios, lembram? Os dias de descanso fizeram bem e os dois arrasaram!

Cátia e Fernando: retorno triunfal na pista do Dancing Brasil, melhor nota da noite...
Merecidamente!


Fechando a noite, MC Koringa & Bella Fernandes apresentaram jive e segundo Jaime Arôxa, ele quaaaaase viu o jive. Já o público viu e gostou. O casal ganhou 8,2 na votação popular, uma das melhores notas da noite. Bella já mostrou que, nesse jogo, sua carta na manga é o Koringa!

MC Koringa e Bella: não vão embora não, dança mais, vai...


☹️Eliminação
Num repeteco da zona de risco da semana passada, Zéca & Nick e Natália Guimarâes & Rafa Scauri voltaram para a incômoda situação e, para surpresa geral, o terceiro casal foi Renato Vianna & Dani De Lova, que não tiveram seu melhor momento no dia, apesar de receberem a segunda melhor nota do público (8,7). E isso, claro, refletiu também na votação da zona de risco. Ricardo e Dani escaparam da eliminação, assim como Natália e Rafa. Quem se despediu do time foi o casal Zéca Lima & Nick Molina.



📻Liga o rádio
Nos anos 50 não tinha streaming, plataforma digital, YouTube ou CD, quem mandava nas “playlists” era o rádio. Mas agora em pleno 2019, você não depende de emissora nenhuma para ouvir os sucessos dos anos dourados. Olha só a sugestão do Dancing:

Abertura: Jailhouse Rock  [Elvis Presley] (1957)

1. Alinne Prado & Jefferson AndradeGood Golly Miss Molly [Little Richard] (1958)
Ritmo: Jive
Nota: 21 + 7,7 = 28,7

2. Victor Sarro & Bruna Bays Nel Blu dipinto di Blu [Domenico Modugno] (1958)
Ritmo: Foxtrote
Nota: 20 + 7,5 = 27,5

3. Maria Paula & TutuMaracangalha [Dorival Caymmi]  (1957)
Ritmo: Samba
Nota: 20 + 7,5 = 27,5

4. Vinícius D’Black & Carol DiasDonna [Ritchie Valens] (1958)
Ritmo: Valsa
Nota: 19 + 8,5 = 27,5

5. Dany Hypólito & MarquinhosDay-O (The Banana Boat Song) [Harry Belafonte] (1956)
Ritmo: Cha Cha Cha
Nota: 19 + 8,5 = 27,5

6. Zéca Lima & Nick MolinaLove Me Tender [Elvis Presley] (1956)
Ritmo: Rumba
Nota: 20 + 7,1 = 27,1

7. Bia Feres & Paulo VictorRock Around the Clock [Bill Haley] (1956)
Ritmo: Jive
Nota: 22 +8,8 = 30,8

8. Thierry Figueira & Flávia CaféCachito [Nat King Cole] (1958)
Ritmo: Cha Cha Cha
Nota: 22 +7,8 = 29,8

9. Natália Guimarães & Rafa ScauriCarlos Gardel [Nelson Gonçalves} (1956)
Ritmo: Tango
Nota: 17 + 8 =25

10. Ricardo Vianna & Dani De LovaSince I Don't Have You [The Skyliners] (1958)
Ritmo: Valsa
Nota: 18 + 8,7 = 26,7

11. Cátia Paganote & Fernando PerrottiI've Got You Under My Skin [Frank Sinatra] (1956)
Ritmo: Foxtrote
Nota: 24 + 8,3 = 32,3

12. MC Koringa & Bella FernandesHound Dog  [Elvis Presley]  (1956)
Ritmo: Jive
Nota: 21 + 8,2 = 29,2

Encerramento: The Great Pretender [The Platters] (1955)


🥇Medalha de Ouro...
De volta ao presente, na semana que vem é hora de se ligar nos Jogos Pan Americanos, pois esse será o tema do próximo programa. Quem vai dançar melhor a gente não sabe, mas quem já garantiu a medalha de ouro no nosso coração é a primeira e única Dancing Queen!

Semana que vem tem Jogos Pan Americanos no Dancing Brasil!
A dona da medalha do nosso coração já foi escolhida


domingo, 14 de julho de 2019

Dancing Brasil 5 - Ep. 02 ||Minhas Férias Inesquecíveis|| (10/07/2019)

E o trem do Dancing Brasil não para! Se na semana passada todo mundo embarcou de volta à pista de dança mais completa da TV Brasileira, a viagem do 2º episódio foi rumo às férias! Mas como assim? Mal estreou e já saiu de férias? Sim e não!

A noite da última quarta-feira fez com que o público pudesse conhecer um pouco mais dos participantes. Com um tema inédito: “As Férias Inesquecíveis da Minha Vida”, cada participante pôde escolher sua música e coube ao bailarino responsável adaptar as férias de cada um para a dança.



🛄 Abertura
Já deu para perceber que o papo de férias é só na lembrança e para entreter quem está em casa, né? Os casais trabalharam pesado na coreografia da semana, afinal era a primeira noite de eliminação desta temporada.

O trabalho já começou na abertura: ao som de “Walking on Sunshine” – clássico pop de 1985 – uma divertida coreografia em que cada participante aparecia executando seu ofício até que seu partner chegava no melhor estilo “agora chega, vai relaxar, você está de férias!”. Muitas malas – no melhor sentido da palavra – e animação. Nossa Dancing Queen entrou no palco após o número, já anunciando o tema. Não teve dança porque ela estava de férias 😂😂😂

Dancing "Férias Inesquecíveis": muitas malas - no melhor sentido - e animação no palco



👙 Look de Férias
O tema podia ser férias, mas o visual da loira não tinha nada que lembrasse esse momento. Xuxa estava de saia longa e uma blusa meio bufante que a gente não sabe bem descrever, mas a gente mostra para você mesmo identificar o nome correto:

A elegância não sai de férias no Dancing Brasil: para o 2º episódio a Rainha vestiu mais uma criação de Marcelo Cavalcante



🧐 Cadê a Cátia?
Quem levou o tema “férias” ao pé da letra foi Catia Paganote, mas não por vontade própria... A nossa “Miúxa” se machucou durante os ensaios para a estreia e mesmo assim dançou, mas o corpo reclamou e ele precisou descansar uns dias. Pelas regras do programa, cada participante pode se afastar por UM programa apenas, ou seja, semana que vem Cátia e Fernando dançam ou as férias serão permanentes (pelo menos para ela).

Cátia e Fernando tiraram férias forçadas nesse episódio, mas logo eles estão de volta!


✅ Notas
A inclusão da quarta nota – a do público – ficou mais redondinha depois da estreia. Agora a nota é divulgada assim que os jurados acabam de votar. Um reloginho que conta 2 minutos (tempo de votação para quem está em casa) aparece na tela imediatamente após o encerramento de cada apresentação.

Mas se no programado saiu tudo certinho, ao vivo aconteceram alguns percalços: na primeira apresentação as notas não apareceram no display, na segunda foi a vez de Jaime se atrapalhar com as plaquinhas e depois Fernanda acabou pegando uma plaquinha mas queria outra.

Todo mundo já com as plaquinhas, mas no placar ainda não tinha aparecido nenhuma nota
Desafios do "Ao Vivo"

E o fato de falarmos isso aqui não é para ressaltar os erros e sim a forma como eles foram solucionados. Lembram que Xuxa sempre falava que estava aprendendo a fazer TV ao vivo quando perguntada qual era o maior desafio do Dancing? Pois ela pode se orgulhar que está aprendendo muito bem. Ela não pensou duas vezes em esticar o bate papo com Natália Guimarães de forma que as atenções se desviaram rapidamente dos problemas. E esse foi só um exemplo. Teve erro, mas eles viraram acertos.


🕺💃 Apresentações
Claro que a gente queria falar de todo mundo, mas é muita gente, então já que o tema foi “férias inesquecíveis” vamos às apresentações “inesquecíveis” da noite.

Dani De Lova fez de Ricardo Vianna sua joia lapidada. O casal dançou um paso doble daqueles que parecem de fim de temporada! O tema foi a viagem que Ricardo fez a Amazônia. Dani transformou o característico embate “touro x toureiro” na luta da “preservação da natureza x falta de conscientização do ser humano”. Sério, gente! Não parecia competição, parecia um espetáculo já consagrado. Resultado: maior nota da noite dos jurados e do público!


Ricardo Vianna e Dani De Lova: paso doble digno de final de temporada já no 2º episódio

Continuamos falando de Dany, mas agora é a Danielle Hypólito. Marquinhos e Dany nos levaram para o lado mágico dos contos de fadas com uma rumba ao som do clássico tema de “A Bela e a Fera”. O mais legal? Eles nem precisaram da caracterização dos personagens. Nossa Bela foi a própria Dany mesmo e obviamente Marquinhos mostrou porque é Fera!

Dany Hypólito & Marquinhos: conto de fadas real onde os dois são feras!


Falando em feras, vamos a Feres... Bia Feres sob a condução de Paulo Victor – primeiro campeão do Dancing Brasil – relembraram o carnaval da Bahia (onde Bia conheceu seu marido) e deixou todo mundo apaixonado pela qualidade apresentada. A moça não manda bem só no nado sincronizado, não, viu? Segunda maior nota da noite!


Bia Feres & Paulo Victor: segunda melhor nota da noite

Bella Fernandes mostrou para o MC Koringa que o foxtrote não tem mistério e no melhor estilo da Pantera Cor-de-Rosa deixou todo mundo ligado na forma como nosso detetive ia desmascarar a bela ladra. Roubaram a atenção de todo mundo enquanto o cantor relembrava o filme que marcou suas férias.

MC Koringa & Bella Fernandes mostraram que sabem roubar nossa atenção: foxtrote sem mistério!


D’Black e Carol Dias também apresentaram o paso doble representando a viagem que o cantor fez para a Espanha. Ao som de Shakira, Carol deixou todos os “Ojos Así”, hipnotizados, com a desenvoltura que ela conseguiu fazer o rapaz mostrar na pista. Até ele parecia surpreso com o que tinha executado.

D'Black & Carol Dias: todo mundo ficou de ojos así... hipnotizados com a apresentação


Vamos falar de evolução: Maria Paula surpreendeu, ao lado de Tutu, dançando ao som de Cabaret, de Liza Minelli. Não que a moça não tivesse dançado bem na semana passada, mas é que dessa vez ela estava muito melhor. Ela relembrou sua viagem a Paris quando gravou um clipe ao lado de Chico Buarque. E nos levou junto!

E a outra surpresa da noite foi Natália Guimarães. Se na semana passada ela parecia não ter convencido muito os jurados que acharam que ela ainda não estava totalmente entregue à nova atividade, dessa vez o trio foi só elogios à moça e seu partner Rafa Scauri, que encararam o temido jive.

Maria Paula & Tutu nos levaram para Paris; já Natália & Rafa evoluíram bastante, mas mesmo assim foram parar na zona de risco



☹️ Eliminação
Como já é de praxe, o segundo programa é o primeiro com eliminação. As notas do dia são somadas com a da semana anterior e as três menores vão para a temida zona de risco. Embora  Natália tenha conseguido evoluir da semana passada para esta, sua nota a deixou em posição desfavorável e ela teve que disputar a preferência com Zéca Lima & Nick e Maria Cecília & Téo.  A cantora não conseguiu repetir na pista o sucesso que faz nas paradas de música sertaneja e deixou o programa.



🎧 Playlist de férias
Vai sair de férias? Quer uma sugestão de playlist? No Dancing vai rolar de viagem para a Amazônia até ao castelo da Bela e a Fera da Disney. Olha só quantas possibilidades:

Abertura: Walking On Sunshine [Katrina and the Waves] (1985)

1. Victor Sarro & Bruna BaysCarnavalera [Havana Delirio] (1998)
Ritmo: Salsa
Nota: 21 + 8,4 = 29,4

2. Natália Guimarães & Rafa ScauriDo You Love Me? [The Contours]  (1962)
Ritmo: Jive
Nota: 17 + 7,2 = 24,2

3. MC Koringa & Bella FernandesThe Pink Panther Theme Song [Henry Mancini]  (1963)
Ritmo: Foxtrote
Nota: 18 + 7,5 =25,5

4. Dany Hypólito & MarquinhosBeauty and the Beast [Angela Lansbury]  (1991)
Ritmo: Rumba
Nota: 20 + 8,3 = 28,3

5. Ricardo Vianna & Dani De LovaFilet [Benoit Jutras] (2005)
Ritmo: Paso Doble
Nota: 24 + 8,8 = 32,8

6. Maria Cecília & TeoMan! (I Feel Like a Woman) [Shania Twain] (1997)
Ritmo: Foxtrote
Nota: 17 +7 = 24

7. Thierry Figueira & Flávia CaféCalifornia Dreamin’ [Sia] (2015)
Ritmo: Tango
Nota: 18 +7,3 = 25,3

8. Bia Feres & Paulo VictorCirculou [Banda Eva] (2012)
Ritmo: Samba
Nota: 23 +8,7 = 31,7

9. Zéca Lima & Nick MolinaGuantanamera [Sandpipers]  (1963)
Ritmo: Salsa
Nota: 15 + 6,9 = 21,9

10. Alinne Prado & Jefferson AndradeDona [Roupa Nova] (1985)
Ritmo: Valsa
Nota: 19 + 8 = 27

11. Vinícius D’Black & Carol DiasOjos Así [Shakira] (1998)
Ritmo: Paso Doble
Nota: 21 + 8,6 = 29,6

12. Maria Paula & TutuCabaret  [Liza Minnelli]  (1972)
Ritmo: Foxtrote
Nota: 23 + 7,7 = 30.7

Encerramento: Spice Up Your Life (Morales Carnival Club Mix) [Spice Girls] (1997)


🏵️ 50x Dancing Brasil
Para o próximo programa uma surpresa: será o programa nº 50!!! O que será que a produção está preparando para comemorar a data? No encerramento Xuxa disse que vai ser ótimo poder reencontrar todo mundo, será que teremos participantes de outras edições? Recriação de apresentações? Já sabem: semana que vem o trem do Dancing Brasil vai te levar para uma festa de ouro: Dancing Brasil – 50 episódios!





quinta-feira, 11 de julho de 2019

4º Xou da Xuxa - O Disco || 30 anos ||


Quando falamos em 4º Xou da Xuxa, certamente nos lembramos de Tindolelê, sucessor natural de Ilariê (1988), e podemos pensar que a frase que sintetiza o processo de criação do disco se resumiria a “em time que está ganhando, não se mexe”... Mas, por mais óbvio que isso possa parecer, ousamos dizer que a frase que melhor traduz esse álbum é “conseguir um novo cliente é muito mais difícil do que manter um cliente atual, máxima de livros de marketing. No caso, o cliente é, nas palavras de Xuxa, “sua majestade, o baixinho”.

Assim surgiu o disco 4º Xou da Xuxa – a rigor, o 5º da discografia inédita da loira – com a complicada missão de esticar, por pelo menos mais 12 meses, o sucesso incontestável do Xou da Xuxa 3, que já havia ultrapassado a casa das 3 milhões de cópias vendidas.



Lançado em 11 de julho de 1989, o disco ocupa o segundo melhor lugar em vendas na discografia da Rainha e enfileira 14 músicas novas, sendo 13 cantadas por Xuxa e 1 para Xuxa. A produção é de Michael Sullivan e Paulo Massadas e a coordenação artística é de Max Pierre.

"Estou satisfeitíssima com o Sullivan e o Massadas. Eles são gênios!" respondeu Xuxa à Folha de São Paulo, em 12/08/1989, quando a repórter perguntou se ela não pensava em chamar outras pessoas para cuidar de seus discos.


🤫Não me venha reclamar...
Se entre 1987 e 1988, o único nicho que crescia na contramão da crise do mercado fonográfico era o infantil, o ano de 1989 parecia trazer boas notícias para a música, pelo menos no Brasil.

Às vésperas da implantação do Plano Verão (janeiro de 1989), houve o congelamento dos preços dos discos e cassetes no país em dezembro de 1988 (e durou até maio de 1989). Isso favoreceu as vendas que estavam frias (menos para Xuxa). Para que se tenha uma ideia de como isso foi importante – e como refletiu no 4º Xou – precisamos saber que, só entre janeiro e maio de 1989, o número de discos vendidos aumentou 62%, o de cassetes 92% e o de CDs 472% se comparado ao mesmo período em 1988.

Com o preço do disco reduzido, ouvir música tornou-se uma opção de lazer mais acessível do que sair de casa. Preparadas para um período de recessão no primeiro semestre de 89, onde contavam com uma redução de 30% nas vendas, as gravadoras foram surpreendidas pelo ‘boom’(FSP – 18/07/1989)

O congelamento dos preços dos LPs e K7s aqueceu a vendas que estavam estagnadas desde 1988 (menos para Xuxa, claro!)


Todas as gravadoras colheram bons frutos no período, mas vamos nos ater aos dados da Som Livre. Curiosamente, a gravadora foi a que menos cresceu em comparação às concorrentes e o que pode parecer ruim, é muito bom. Ora, a Som Livre era a dona do maior fenômeno de vendas de 1988, 1987 e 1986: o catálogo de Xuxa. Mesmo assim ela ainda conseguiu crescer 30% (FSP 18/07/1989) e ainda não estavam computadas as vendas do 4º Xou.



👏Todo mundo pede bis!
Agora que já nos situamos no tempo, é hora de entender todo o processo de concepção do disco e para isso ninguém melhor que Paulo Massadas e Max Pierre para nos orientar. Claro que todo mundo queria o bis: o sucesso do Xou 3 e aqui entra a questão: como fazer mais do mesmo sem ser repetitivo segurando o interesse dos baixinhos?

A fórmula que usamos no terceiro disco, serviu para o quarto, pois em time que está ganhando não se mexe. Quando você identifica o público alvo e o atinge com maestria, é óbvio que a fórmula deve ser repetida. Como o “Xou 3” foi o que vendeu mais, ele se tornou o “padrão”, mas isso não dispensava uma boa dose de criatividade e certos artifícios para fazer algo diferente, sem perder a essência. Uma maneira de dizer a mesma coisa de outra forma. (Paulo Massadas, julho de 2019)




Para Max Pierre, o “Xou 3” caracterizava mais uma “pressão” que um “padrão” e não tinha como continuar o que era único:
A média de vendas dos discos da Xuxa, pelo menos até minha ida, em 1993, para Polygram, era sempre acima dos 2 milhões de discos, o que a tornava, disparado, um espetacular fenômeno de vendas na época. Com a venda do "Xou da Xuxa 3" acima dos 3 milhões, sonhávamos em repetir esse número, mas não tivemos êxito, talvez por não possuirmos em nenhum dos discos da sequência nada tão forte como Ilariê, que se tornou um hino no Brasil e em todo mundo latino. (Max Pierre, julho de 2019)


O fato é que o “4º Xou da Xuxa” já tinha seu primeiro desafio: afastar as comparações. Tindolelê não veio para substituir Ilariê, Milagre da Vida não veio sobrepor Viver, Remelexuxa não queria ser a nova Dança da Xuxa. Cada faixa tem sua história e, embora, os protagonistas sejam os mesmos, os momentos eram outros. Vamos lá?

Entre março e abril de 1989, Xuxa esteve em estúdio gravando o 4º Xou da Xuxa





A faixa que abre o disco, a uma primeira audição, podia ser classificada como uma espécie de Ilariê 2. Aliás, foi assim que o jornalista Maurício Kubrusly se referiu à música em sua crítica ao disco: “é tudo tão semelhante que o disco de agora se abre com um Ilariê 2, chamado Tindolelê 1, assinado pelo mesmo Cid Guerreiro” (Estado de São Paulo – 12/07/1989). Um pouco de exagero, convenhamos...

Xuxa já colhia bons frutos com sua incursão na música baiana desde 1987 (Festa do Estica  e Puxa), Ilariê foi um estrondo, era natural que o ritmo continuasse no repertório. Como a própria sempre fez questão de frisar, Xuxa não era cantora, era vendedora de discos, então se a música tinha potencial e ia vender bem por que não repetir a fórmula? E engana-se que Tindolelê nasceu com o status de carro-chefe:
Tindolelê, claro, pegou o vácuo de Ilariê e segurou o sucesso. É música baiana, música de festa, de alegria, música que te põe pra cima quando as coisas não estão bem. Isso é música da Xuxa! Mas a princípio não tínhamos certeza que seria o carro-chefe do álbum. A gente não mediu cada uma das músicas pra ver qual daria mais certo; enquanto estamos produzindo é como se as 14 músicas fossem 14 filhos, e queremos que todas alcancem o melhor desempenho possível. Só lá na frente é que nós analisávamos, fosse por votação na gravadora ou pela repercussão da divulgação das músicas no programa. (Paulo Massadas, julho de 2019)


Xuxa recebe Cid Guerreiro no "Xou da Xuxa"

🧐Você sabia?
Nheco-nheco, chique-chique: Em 2016, Xuxa contou, durante uma live pelo Facebook, que entre Ilariê e Tindolelê, ela prefere a segunda, por conta da energia que a música transmite já no começo com “todo mundo tá feliz?”

Balancê: a música começou a ser divulgada no Xou da Xuxa, cerca de um mês antes do lançamento do álbum e numa versão maior. Ao invés primeira estrofe ter apenas uma repetição, eram duas. A versão original da música teria uma duração de mais de 5 minutos, bem próxima de Ilariê, enquanto a versão lançada tem 4 minutos.

Todo mundo pede bis: foi incluída como faixa bônus na versão em CD do disco “Xuxa” (Som Livre, 1993), ganhou remix no “Xuxa 10 Anos” (Som Livre, 1996), fez parte das coletâneas “Xuxa Hits volume I” (Globo Disk, 1997) e Xuxa Pérolas (Som Livre 2000). Ganhou nova versão no XSPB 6 – Festa (Som Livre, 2005) e foi incluída no “Pot Pourri Baiano” e no “Megamix” do Dj Meme, de 2004.  Em 1991 ganhou sua versão em espanhol (Xuxa 2 – Polygram) e em 1993, em inglês (1993), ambas sob o nome de Chindolele.

Levanta a mão passando energia: a faixa ganhou clipe no Especial de Natal de 1990 e em 2002 no programa Xuxa no Mundo da Imaginação.

Tindolelê em duas gerações de baixinhos: todo mundo quer dançar!








Bobeou Dançou foi a primeira música com o nome de um programa da Xuxa. Foi feita por encomenda para a atração, que começou como um quadro exibido aos sábados dentro do Xou da Xuxa (por cerca de um mês). Paulo Massadas e Sullivan já sabiam que era uma nova atração e que o nome seria “Bobeou Dançou”.

O sucesso foi tanto que o quadro se tornou um programa independente exibido aos domingos. A letra faz referência à gincana comandada pela loira – “seu tempo acabou” / “O ouro entregou” / “siga minha pista”, mas quem não conhecia o programa a entenderia como um recadinho para o crush não vacilar “se pisar na bola, só tem uma conclusão: bobeou, dançou". Uma alternativa inteligente para que a música não ficasse sem sentido caso o programa não fosse pra frente.


"Bobeou Dançou": de quadro do "Xou" a programa independente aos domingos
Sim, Xuxa ficava no ar a semana inteira!

🧐Você Sabia?
Siga minha pista: enquanto foi um quadro, a vinheta de abertura trazia a música com os vocais de Paulo Massadas., somente quando se tornou um programa independente que entraram os vocais de Xuxa, mas por que?

Eu fazia todas as vozes guias para a Xuxa cantar, de todas as músicas. Ela ouvia a minha voz no fone e botava a dela por cima. Como eu tinha a voz mais alta, ela se inspirava naquilo e se empolgava, ela era pura energia! Xuxa fazia muitas coisas ao mesmo tempo e possivelmente não conseguiu por voz a tempo do quadro ir ao ar e acabou indo com a minha voz mesmo, mas foi provisório.  (Paulo Massadas)







Olha, meu benzinho, eu faço tudo por você: a voz grave que fala “Bobeou Dançou” no refrão é do cantor Ronaldo Corrêa, integrante do grupo Golden Boys (muito famoso nos anos 60). Massadas nos conta que a banda sempre fazia coro não só nos discos de Xuxa, mas de diversos cantores da época, sendo bastante requisitados para isso.










Prêntice e Ronaldo Monteiro de Souza repetem a parceria que deu certo em “Dança da Xuxa” (1988) e Ronaldo, por sua vez, volta a apostar num tom educativo só que agora com números. Para quem não se lembra, ele também compôs “Abecedário da Xuxa”.

Ao contrário de Abecedário que era exclusivamente didática, “Conte Comigo” guarda uma mensagem importante por trás do simples ato de contar os números: contar com o apoio de alguém. Não é tão tatibitate como parece: fiz no coração, contas pra sonhar / contas pra viver / Pra esse mundo ser melhor / a gente conta, conta, conta contigo e você conta, conta, conta comigo. Essa é a virada da música, aprender a somar, subtrair e dividir é legal, mas saber ajudar é melhor! E depois falavam que as músicas da Xuxa eram vazias em conteúdo...

"Conte Comigo" ganhou um clipe, em 2002, no programa "Xuxa no Mundo da Imaginação"










Antes de falar da música, precisamos saber quem é Osmar Osman Aedo, o compositor da faixa. Ele já trabalhava com músicas infantis no Nordeste, inclusive era produtor de uma artista mirim de 7 anos chamada Maria. Paralelamente produzia uma banda chamada Laranja Mecânica em conjunto com Hélio Makumba, que, por sua vez, era produtor do Globo de Ouro (Rede Globo). Numa conversa com o amigo, Hélio perguntou: “você não tem nenhuma música pra Xuxa?”, pois Hélio sabia que estavam selecionando repertório para o disco.

“Eu nunca nem pensei em mandar uma música para a Xuxa, eu não via tanta televisão, mas sabia da disputa que era conseguir entrar num disco dela, ela vendia muito! Lembrei que tinha feito uma música que seria para a Maria, de refrão bem fácil: “1,2,3 – 1,2,3”. Mexi na letra e mandei a demo pra Xuxa. Ela adorou porque estava prestes a comemorar 3 anos na Globo e queria uma música que servisse para a data, falasse de sonho, de faz de conta. Ela tinha gostado, já era alguma coisa. Mas eu sabia que ainda haveria uma seleção final e depois soube que a diretora Marlene não queria nem ouvir a música porque era música baiana e já tinha música assim no disco, então “Dinda ou Dindinha” foi para a lista de descarte, mas a Xuxa disse “não, essa não vai participar de seleção nenhuma, ela já está escolhida!”.
Quando me ligaram falando, eu nem acreditei. Um tempo depois o My Boy, de quem eu era amigo, me convidou para ir ao Rio e me apresentou à Xuxa: “Sabe quem é ele, Xuxa? É o pai de ‘Dinda ou Dindinha’!”. Na mesma hora ela me abraçou e agradeceu pelo música. Ela me tratou com todo o respeito, não só como profissional, mas como pessoa também.”

"Dinda ou Dindinha": escolhida por Xuxa para ser tema das comemorações dos 3 anos do Xou


E não é que nos programas próximos aos 3 anos do Xou, todas as vezes que Xuxa ia falar do aniversário, Dinda ou Dindinha tocava de fundo? Coincidência ou não, também foi nesse programa especial que as Paquitas cantaram Fada Madrinha pela primeira vez, em homenagem à Xuxa.

🧐 Você sabia?!?
Todos nós somos baixinhos: a música serviu de tema do encerramento do último bloco em 1989 e em 1991 (tocava antes de Xuxa subir na nave). Em 1991, ganhou versão em espanhol (Xuxa 2, Polygram Discos) e o nome mudou para Hada Madrina, já que em espanhol a expressão “dinda ou dindinha” não faz sentido.

Faz de conta: a música ganhou clipe em 2002 no Xuxa no Mundo da Imaginação; no palco foi cantada pela última vez em dezembro de 2003, quando Xuxa apresentou o programa vestida de fada.

O clipe de 2002 feito para o programa "Xuxa no Mundo da Imaginação"







Desde o final de 1988, quando assumiu seu namoro com o Ayrton Senna, Xuxa se tornou o principal assunto das revistas de fofocas que a cada dia inventavam uma nova história sobre os dois. Falavam de brigas, de reconciliação e até de gravidez. Claro que tal curiosidade chegaria também às crianças, por que não falar disso numa música? 




A tarefa não era simples, Xuxa já tinha que lidar com discursos que a acusavam de erotizar as crianças precocemente. Se ela falasse de namoro em seu disco poderia, sem querer, alimentar essas histórias. Por isso era preciso que o tema fosse abordado com a devida limitação. A tarefa coube a Paulo Sérgio Valle (nome já consagrado no universo da MPB, que compôs, entre outras, Samba de Verão e Evidências) e Ed Wilson (cantor, integrante do grupo Renato e seus Blue Caps, que compôs, entre outras: Chuva de Prata e Aguenta Coração).

Paulo Sergio Valle é um compositor consagrado. Ed Wilson era da época da Jovem Guarda, um tremendo cantor; quando eles se juntavam tínhamos a parte popular do Ed Wilson e a parte mais sofisticada do Paulo Sergio Valle. Esses dois eram um super talento como compositores e ao saberem que estavam fazendo música pra Xuxa, se adequaram à ela. O compositor é uma verdadeira águia, ele fica ligado em tudo que se move, é bem provável que a música tem sido feita em cima do momento da Xuxa com o Ayrton. Afinal, por que a Xuxa gravaria uma música se não tivesse um contexto? E eles pensavam não só no público mas também na interprete, no caso a Xuxa, em agradá-la. (Paulo Massadas, julho de 2019)

A percepção de Massadas foi confirmada pelo próprio Paulo Sérgio Valle:

A produção da Xuxa pediu para mim e para o Ed Wilson uma música com o tema “Namorar”. Como eu e Ed Wilson éramos parceiros, ficou fácil fazer tal música. Claro que o namoro da Xuxa com Ayrton Senna me inspirou.  Eram duas pessoas maravilhosas, apaixonadas uma pela outra. Um amor bonito sempre inspira, mas nunca perdi o foco no trabalho que ela realizava com as crianças. A música teria que estar dentro deste contexto. (Paulo Sérgio Valle, julho de 2019)

Xuxa e Ayrton Senna em 1989: "quando ele pega uma florzinha para dar pra ela, o que que é, hein?"







Uma das músicas mais bonitas de toda a discografia de Xuxa, Milagre da Vida é a segunda composição de Sullivan e Massadas neste disco e a que eles mais se orgulharam em fazer, como disse o próprio Paulo, no Xou da Xuxa de 02/06/1989.

A ideia da música não foi minha. Lembro do Sullivan me falando que o Miguel Plopschi, diretor da RCA, sugeriu esse tema: “O Miguel tava falando comigo e perguntou: por que não fazemos uma música chamada O MILAGRE DA VIDA?” Fiquei com aquilo na cabeça: “mas o título é muito vago...” Resolvi deixar aquilo maturando e comecei com algo mais genérico: abordar todas as pequenas coisas da vida. “Encontrei a solução”... a solução é a própria criança! A gente deixa de ser criança, mas sempre guarda alguma coisa. É uma música que despertava o lado criança dos adultos. (Paulo Massadas, julho de 2019)



Milagre da Vida também foi uma das faixas que mais sofreu cortes para ser lançada. No especial de Natal de 1989, pode-se ouvir a versão completa através da instrumental tocada. Foi lançada em espanhol, no disco Xuxa 2; no entanto essa versão também é cortada, mas nuestros hermanos tiveram mais sorte: a versão integral saiu no disco da novela argentina “El Arbol Azul”, pois era o tema de abertura. A versão em inglês (1993), Miracle of Life, foi gravada, mas nunca lançada comercialmente

Ganhou clipe de divulgação em 1989, exibido no Xou da Xuxa de 3 anos e no programa de lançamento do disco. Novos vídeos foram feitos para o especial de natal de 1993 e para o especial Xuxa 10 anos. Xuxa também chegou a gravar um clipe da música para o Xuxa no Mundo da Imaginação em Orlando, mas nunca foi exibido.
A música se tornou tema dos vídeos institucionais da Fundação Xuxa Meneghel (inaugurada em 12/10/1989).

"Milagre da Vida" ganhou clipe de divulgação em 1989, exibido no Xou da Xuxa de 3 anos e no programa de lançamento do disco. Novos vídeos foram feitos para o Especial de Natal de 1993 e para o especial Xuxa 10 anos. Xuxa também chegou a gravar um clipe da música para o Xuxa no Mundo da Imaginação em Orlando, mas nunca foi exibido.






Única música sem os vocais de Xuxa - por razões óbvias, pois é uma homenagem para ela – é cantada por Amanda Acosta, na época a mais nova integrante do grupo Trem da Alegria. Vanessa tinha acabado de deixar o grupo. A música foi um presente para Xuxa no seu aniversário de 26 anos, se tornando assim a primeira canção do disco mostrada ao público.

A letra é como a Xuxa é vista pelos olhos de uma criança. Uma letra descritiva, de deslumbre, diante de uma deusa. Para compor, eu tentei me transportar para esse universo, tentei enxergá-la como uma criança: “Xuxa meu sonho de brinquedo, fada madrinha, faz real esse meu mundo de ilusão”.  A Amanda interpretou maravilhosamente bem. O arranjo é rico, poderoso, envolvente, é uma superprodução maravilhosa! (Paulo Massadas, julho de 2019)



Amanda canta a música em sua versão original durante o programa que comemorou os 26 anos de Xuxa

🧐Você sabia?
Recado dado, mas cortado: a música cantada por Amanda no especial de 26 anos da Xuxa era bem maior, com mais de 5 minutos, enquanto no disco ela teve menos de três. Foi a faixa que mais sofreu cortes no disco.

Novos recados: a canção foi regravada por Amanda em 1990 para o especial de natal da Xuxa e ganhou uma versão em espanhol no mesmo ano para o programa especial de natal exibido em alguns países da América Latina.

Recado pra Xuxa: em 1990 a faixa foi regravada para o Especial de Natal da loira



Recado errado: no rótulo do LP a música aparece com os vocais creditados à Vanessa (que era integrante do Trem da Alegria), mas antes que alguém pense que possa ter existido uma versão com Vanessa e que, por conta da saída da menina do grupo, acabou substituída por Amanda, Paulo Massadas já esclarece: “Vanessa nunca gravou a música, foi um erro mesmo”.





No encarte acertaram o nome da cantora, mas no rótulo do vinil a confundiram com a integrante que estava saindo do grupo










Se aqui no Brasil se usasse a estratégia dos “singles”, Remelexuxa certamente seria o segundo “single” do 4º Xou da Xuxa. “A música deu muito certo, tinha uma pegada forte, Chico Roque é um compositor e tanto” sentencia Massadas.

Para que se tenha noção do quanto a faixa era uma aposta, ela ganhou um clipe que foi exibido pelo menos 3 vezes em menos de um mês ( Xou da Xuxa 3 anos – 30/06, Video Show e também no programa de lançamento do disco – 11/07).


Vem aprender com a gente: o clipe foi gravado no dia 19/06, na gafieira Estudantina (RJ). Cerca de 200 crianças participaram da gravação junto com as Paquitas. Na cena final era para que todos jogassem os chapéus para o alto, mas alguém teve a ideia de também arrancar as flores dos arranjos para jogá-las para cima e assim tudo virou uma enorme chuva de flores. (O Globo, 22/06/1989)

O clipe de Remelexuxa foi gravado na gafieira Estudantina no Rio de Janeiro, menos de 1 mês antes do lançamento do disco


Hit sim: Em abril de 1990, quase um ano depois do lançamento, Xuxa apresentou a música no programa Globo de Ouro (Rede Globo). A música entrou na coletânea Xuxa Hits – vol.2 (Globo Disk, 1997)







Composição de Zé Henrique, Robertinho de Recife, Angela Mattos e Val Martins, “Vem Dançar Comigo” foi uma das primeiras músicas a serem divulgadas e foi pensada para funcionar com a coreografia, tanto que a letra é exatamente a transcrição dos passinhos de dança que Xuxa ensinava no Xou, bem antes da música existir. Se no Xegundo, o bordão Beijinho, beijinho, tchau, tchau virou música, agora foi a vez dos passinhos da Xuxa virarem música.


Março de 1989: os passinhos de hoje...



...são a letra da música de amanhã
E para quem achar que é só uma coincidência, o jornal O Globo de 03/06/1989 já deixava bem claro: "Ângela Mattos fez 'Vem Dançar Comigo' inspirada nos passos de dança de Xuxa no programa".

Apesar de muito trabalhada no começo, logo foi deixada de lado e se tornou uma das mais esquecidas do disco, mas em 1997 voltou aos holofotes com a regravação das Paquitas Nova Geração em seu segundo álbum. Em 2005, foi apresentada num dos musicais do TV Xuxa.






A faixa é uma das mais infantis do disco, praticamente uma fábula que traz os animais para o universo da moda, mas nada é tão simples quanto parece...

“Dona Girafa” era uma música do meu irmão, Rubens Alexandre. Um dia ele me mostrou a letra e eu enxerguei ali um potencial. Ele tinha feito a música pensando na Xuxa. Como ele estava começando e eu já tinha uma experiência, mexi em algumas coisas para ajustar, mas o crédito continuou sendo dele. Levei para a Xuxa ouvir.
A letra funcionava muito bem pois tinha tudo a ver com ela: a Xuxa era alta, era muito invejada pelas pessoas, muitas a copiavam, ou seja, ELA ERA a própria Dona Girafa. Era uma fábula muito boa, tinha um concurso que a dona onça deu um chilique… a Xuxa se identificou intuitivamente, quando ela ouviu, quis gravar. (Paulo Massadas, julho de 2019)




Nos shows da turnê, o desfile era encenado no palco enquanto Xuxa narrava/cantava a história.
“Dona Girafa” foi o 1º clipe exibido no programa Xuxa no Mundo da Imaginação, logo na estreia, em 28/10/2002.

Nos shows da turnê, Dona Onça dava seu chilique no palco enquanto Dona Girafa seguia plena, afinal "quem é bonita, é sempre muito invejada"


Resumindo: "Dona Girafa" é praticamente o "Show das Poderosas" versão animal ou seria "Show das Poderosas" a versão humana de "Dona Girafa"?








Essa não é uma das faixas mais lembradas, talvez por não ter sido trabalhada na época ou por não ser de letra fácil e de rápida assimilação, mas “Previsão” nasceu para ser assim mesmo. Quando compôs a letra, Massadas sabia que ela destoava das outras.


Era uma época de muito trabalho, eu tinha conseguido tirar uma semana de descanso e fui pra Ubatuba. Fui pra um hotel perto da praia para respirar um ar. Eram só 3 dias ali. No corredor, no hall do hotel, vi um cartaz com informações de como a gente poderia saber se ia chover se observássemos melhor os sinais da natureza. Comecei a ler aquilo, já pensando: isso dá um tema de música... “a natureza sabe tudo, é só você perguntar”. Eram muitas curiosidades; cá pra nós, seria quase impossível um hóspede parar pra ler tudo aquilo, mas eu achei tudo muito interessante, anotei todos os itens
Quando voltei pra casa,  chamei o Sullivan: “vamos fazer uma música que fale disso aqui" e mostrei minhas anotações. Era pra ser algo mais informativo, com mais conteúdo, mais consistente. Essa música tem muita letra, muita informação. Pra pegar logo de cara no mundo infantil, não dá certo. A nível comercial, é um código mais complicado de atingir a criança. O mercado quer algo que entre imediatamente no ouvido e a criança saia cantando. Ela não foi feita pra ser trabalhada, ela foi feita pra figurar no disco como algo diferenciado. (Paulo Massadas, julho de 2019)









Passatempo” é um dos melhores exemplos de música que fez mais sucesso bem depois de lançada. A partir da temporada 1990, passou a ser tema do primeiro bloco (sempre cantada após Amiguinha Xuxa). Seu objetivo era ensinar as horas; estrategicamente as horas que o Xou ocupava na programação matinal da emissora.



A faixa aparece creditada a Guilherme Junior e Michel Bijou, mas esses foram pseudônimos de Sullivan e Massadas. A gente logo vê que quem escreveu conhecia muito bem o universo da loira.

A música foi feita com a intenção de definir aquele momento da criança com a Xuxa. Imaginou-se a criança olhando o relógio, esperando dar 8 horas para começar o programa, a hora que ela vai ter todos aqueles momentos de alegria. É quase um jingle do programa. Ela era pra fazer parte do disco, mas não necessariamente um tema a ser utilizado no programa. Ela marcava a hora que o programa começava e terminava, dois pontos, norte e sul, era uma noção de tempo para criança. (Paulo Massadas, julho de 2019)

🧐 Se liga na hora:
Relógio adiantado: a versão que tocava em 1990 era diferente da que está álbum: os arranjos eram os mesmos, mas de forma mais acelerada, os vocais são diferentes e tinha uma repetição da estrofe cantada pelo coro (o que não acontece no disco).

Relógio no horário de verão: a versão do disco tem um dos cortes mais bruscos e perceptíveis de todo o álbum. Uma pena.

Na hora marcada você me espera: foi cantada no Xuxa Park Especial de 10 anos e no Especial 20 anos. Também ganhou clipe no Xuxa no Mundo da Imaginação (2002) e no TV Xuxa (2005), mesmo as crianças daquela geração não tendo a referência que 8h era hora da Xuxa!

No clipe de 2002 não tinha o "Xou" para referência, mas tinha a "Xuxa"






Estrelinha” provavelmente foi a música menos trabalhada de todo o disco. Na realidade, ela nem foi trabalhada, pois nos programas da época do lançamento ela não tocava nem como música de fundo, imaginem depois... Uma pena, pois é uma daquelas músicas que só cresce no nosso coração a cada audição.
“Estrelinha” foi feita para o que chamamos de “meio de disco”, aquela faixa sem pretensão, que está ali para preencher uma lacuna. É um detalhe, que compõe um todo. Essa música foi feita para a Xuxa, algo mais com a carinha dela, é verdadeira... É Xuxa se comunicando com as crianças do jeito dela, não era pra ser nenhum super hit. (Paulo Massadas, julho de 2019)




Contamos para Paulo Massadas que, recentemente, Xuxa cantarolou a letra praticamente inteira durante uma entrevista ao youtuber Maicon Santini...

“Olha, quisemos fazer uma fábula bem infantil, inocente e pronto! Se ela guardou isso até hoje é porque possivelmente ela se identificou, ela sabia que nossa intenção era só dar uma música “mimosa” para que ela cantasse, era como um presente. Não tinha nada mercadológico, com intenção de fazer sucesso. Talvez por isso, a direção não gostasse de divulgá-la no programa, não ia estourar.”


Dá até pra fazer um livreto infantil: Fábulas do Tio Porquinho e Tio Formiguinha
(para quem não se lembra, "Porquinho" e "Formiguinha" era como Xuxa chamava Michael Sullivan e Paulo Massadas)


Pra todo mundo ver: exatamente dez anos depois, no Xuxa Park em 1999, Xuxa finalmente fez uma performance da música. Antes tarde do que nunca, não é mesmo?





“Alerta” foi composta por César Costa Filho (também compositor de Abecedário da Xuxa) em parceria com Sérgio FonsecaReinaldo Waisman (Banda da Xuxa e Xuxerife) e é uma das músicas mais importantes da discografia de Xuxa. Não por ser um sucesso e sim pela mensagem que passa. Até então ninguém tinha feito uma música infantil para falar dos perigos das drogas. Xuxa sempre foi contra o uso e fazia questão de repassar isso às crianças. Durante a mesma live em que disse que Tindolelê era sua música favorita, Xuxa também se lembra de Alerta como uma das músicas que mais gostou de gravar porque a letra era aquilo que ela acreditava, que defendia.



A letra foi inspirada na carta que um jovem escreveu a seu pai quando já se encontrava bem debilitado pelo uso de drogas ao longo dos anos.

A composição foi feita em cima dessa história. Tomamos conhecimento da carta, e como achamos que o tema poderia ser aproveitado numa canção, fizemos objetivando ajudar outras pessoas que conviviam com o mesmo problema.

Assim que ficou pronta, mostramos ao Paulo na casa dele, nós morávamos no mesmo condomínio. Ele e Sullivan me ajudaram demais a ingressar no mundo infantil com minhas composições (César Costa Filho, julho de 2019)

🧐Você Sabia?!?
Basta só levar caderno e caneta:  nas turnês, inclusive nos shows em espanhol, antes de cantar a música, Xuxa lia a carta do garoto que inspirou a composição.

A carta que inspirou a letra de "Alerta" era lida por Xuxa antes de cantar a música nos shows da turnê, inclusive fora do país

O conteúdo:
"Papai, com as poucas forças que me restam, preso nessa cama, quero te contar a minha história. Sei que estou vivendo os últimos momentos da minha vida. Já conheci e vejo a morte de perto. Agora é tarde, mas quero te pedir desculpas. Sei que é tarde para fazer algo por mim, mas não é tarde pra fazer algo para meus amigos, crianças e jovens que a cada minuto são vítimas do que eu fui no passado. Num belo dia, um homem bem vestido, de boa aparência, me parou e ofereceu drogas. Eu disse que não queria, mas ele disse que se eu não aceitasse, estaria provando que eu não era homem. O resto papai, você já sabe... Me desculpa, conheci o início do meu fim, uma viagem sem volta porque a cada dia, eu precisava mais da droga. Foi horrível! Por isso, quero fazer um último pedido: que alerte a todos que a droga leva ao céu, mas corta suas asas! Perdão, papai... e adeus!"



🗓️Lançamento e divulgação
No dia 10/07, uma coletiva de imprensa foi feita para apresentar o disco aos meios de comunicação.

Xuxa na coletiva de imprensa de lançamento do "4º Xou da Xuxa"

O disco chegou às lojas no dia seguinte, quando foi ao ar um “Xou da Xuxa” especial de lançamento do álbum. O cenário foi decorado com pôsteres da capa do disco, mas a maior surpresa aconteceu quando a nave se abriu e Xuxa surgiu com a roupa das fotos da contracapa. Foi a única vez que isso aconteceu no Xou da Xuxa. Os discos anteriores também tiveram um dia de divulgação no programa, mas nenhum com a intensidade do 4º Xou.


Xuxa apresentou o programa do dia 11/07/1989 com a roupa da contracapa.
Tudo para divulgar o novo lançamento!


Durante o programa Xuxa lembrava que as primeiras 300 cartas que chegassem à produção do programa ganhariam o pôster da capa. Não era sorteio, a pessoa só tinha que ser rápida (e rezar para que os Correios também fossem).

Xuxa mostra o pôster que seria dado para as primeiras 300 cartas que chegassem à produção do programa


No mesmo dia Xuxa participou – ao vivo – do programa “Hebe” no SBT. Foi uma verdadeira comoção, os estúdios da emissora paulista pararam para ver Xuxa e nesse dia Hebe venceu a Globo no Ibope, mas isso é assunto para um outro post.  Xuxa levou o disco para Hebe e durante o bate-papo, o disco ficou exposto apoiado no icônico sofá da ‘loiruda’. Xuxa cantou Tindolelê e Dinda ou Dindinha.

O encontro das loiras nos estúdios do SBT garantiu a vitória na audiência para a emissora de Hebe


O comercial do disco era exibido na programação da Rede Globo, como de praxe, mas teve mais: nos programas seguintes ao lançamento, uma promoção foi lançada: as 500 primeiras cartas que enviassem a resposta correta para a pergunta “qual o nome da música do 4º Xou da Xuxa que fala sobre drogas?”, ganhariam o LP.




No mês de outubro, o disco ganhou nova ação publicitária, desta vez em conjunto com a VHS “A Princesa Xuxa e os Trapalhões”. Anúncios impressos foram veiculados nos principais jornais.
Em dezembro, quando Xuxa comemorou 1 ano de sua revistinha em quadrinhos através de um concurso para que as crianças desenhassem roupas para ela, foram distribuídas 300 cópias do 4º Xou da Xuxa para os classificados.


💿Formatos
Inicialmente o disco saiu em LP e K7, alguns meses depois veio a versão em CD (como era costume na época, pois o CD ainda não era o formato predominante, então as gravadoras esperavam um pouco para lançar o formato, pois seu público era ainda limitado).

4º Xou da Xuxa: em LP, K7 e Compact Disc


Aconteceram ainda 4 reedições em CD: 1995, 1997, 2006 e 2013. Somente na edição de 2006, o CD ganhou uma contracapa, mas que não era fiel à original.


As principais reedições em CD
Na série Gala (1997), há ainda a mídia simples sem qualquer grafismo e sem cor, apenas o nome do disco

A contracapa do LP só foi reproduzida fielmente em 2013

Como brinde do LP, vinha um postal com a foto de Xuxa na frente e uma mensagem da apresentadora no verso. Também só o LP trazia um encarte com as letras das músicas.


O postal veio como brinde para quem comprou a versão em LP

E já que o LP era a estrela das vendas, foi com o 4º Xou da Xuxa que a loira ganhou sua melhor versão promocional de um disco. Para quem não sabe ou não se lembra, o LP que Xuxa mostrava no programa ou até mesmo o LP que ela levou para a Hebe apresentava uma aplicação metálica (uma espécie de hot stamping) no logotipo do disco, como se fosse uma edição de luxo, melhor acabada.

A famosa e cobiçada edição prateada do 4º Xou: apenas promocional

Sempre existiram “teorias” sobre tal edição. Há quem diga que são as unidades da primeira tiragem ou que eram exclusividade de determinada loja ou ainda – a mais absurda de todas – que tais edições seriam vendidas, mas foram recolhidas para que todos os discos fossem destruídos pois havia o boato de que havia mensagens subliminares nas músicas (olha, não sabemos o que é mais constrangedor: alguém acreditar nisso ou precisarmos escrever sobre para acabar com essa “lenda urbana”). Para encerrar essa teoria idiota: se fosse questão de destruir o LP, não bastaria fazer isso com o vinil? Precisaria destruir a capa também?

Comparação: a edição regular e a promocional - diferença APENAS no acabamento do logotipo, não tem nenhuma música com duração diferente ou brindes a mais (era só o postal mesmo)


Mas vamos ao que interessa: afinal os discos de capa prateada eram vendidos ou não? Não! Pelo menos não deveriam ser, pois eram amostras promocionais, invendáveis. Eram feitas para exposição em grandes magazines, programas de TV, divulgação em rádios e para que a gravadora e Xuxa pudessem presentear quem bem entendessem.
Porém existem relatos de fãs que compraram a edição em grandes lojas logo nos primeiros dias. Como dissemos, havia os exemplares de divulgação distribuídos para redes como Lojas Glória, Sendas. Algum funcionário pode ter juntado tudo e colocado para venda? Sim!
Para melhor esclarecer, perguntamos a Max Pierre, o diretor artístico sobre essa possibilidade de existir a venda dessas versões prateadas:

Olha, mesmo que se quisesse, a gráfica onde eram feitas as capas não conseguiria entregar uma encomenda tão fenomenal, com o padrão das capas promocionais, no prazo que a Som Livre exigia.



O carimbo deixa bem claro: INVENDÁVEL
(Existem variações que incluem também o carimbo da BMG Ariola, como o que Xuxa mostra no programa de lançamento)


💲Vendagem
Quando Max fala de encomenda fenomenal ele não estava exagerando. O 4º Xou saiu com DUAS MILHÕES de cópias vendidas antecipadamente. Isso mesmo! Duas milhões. Para comparação: o Xegundo(1987) e o Xou da Xuxa 3(1988) saíram com um milhão de cópias cada.


A Som Livre apostou alto e esperava vender até o fim de 1989, 3,5 milhões de cópias do disco. Não deu para atingir o número, mas nem por isso fez feio: o 4º Xou da Xuxa vendeu 2.885.705 cópias e foi o mais vendido de 1989, ocupando por diversas semanas a lista dos mais vendidos.


Xuxa recebeu em seu aniversário de 27 anos a certificação de 2.500.000 cópias vendidas


Xuxa vendeu, no Brasil, mais que todos os artistas nacionaiso último disco de Roberto Carlos tinha vendido desde novembro de 1988 (lançamento) e julho de 1989, 1,3 milhão de cópias e  internacionais naquele anoMadonna com Like a Prayer, lançado em março de 1989 era a mais bem sucedida cantora internacional no Brasil com 630 mil cópias.





📸 Ensaio
As fotos do disco (capa e contracapa) são de André Wanderley, o mesmo que fez os ensaios do Xou da Xuxa 3. A capa com Xuxa na piscina é uma das mais lembradas quando o assunto é capa mais bonita.

A foto foi feita no finalzinho de março de 1989. Por conta de seu aniversário, Xuxa recebeu muitos buquês de flores e como eles não durariam para sempre, ela teve a ideia de despetalar as flores e jogá-las na piscina de sua casa para fazer a foto. Ela mesma se maquiou e penteou, entrou na piscina e pronto! Imaginem se naquela época já existisse o meme da expectativa x realidade... Essa capa ia render cada pérola! Todo mundo querendo ficar bem Xuxa na piscina...

Xuxa e as pétalas das flores que ganhou em seu aniversário, a foto foi feita no final de março na piscina da casa da apresentadora

E já que estamos falando em inspiração, a contracapa do disco traz um ensaio que é claramente inspirado no ensaio de Madonna para seu disco “You Can Dance” (Warner, 1987). 

Xadonna ou Maduxa?
André Wanderley fez as fotos de Xuxa em 1989 e Herb Ritts as de Madonna em 1987

Um terceiro ensaio aparece no postal que veio de brinde. A foto faz parte da sessão que, no ano seguinte, seria a capa do primeiro disco em espanhol de Xuxa, então vamos deixar para falar dela no momento oportuno. O fotógrafo desse ensaio foi José Antonio.



O ensaio da capa é o que menos tem fotos divulgadas ao longo desses anos, sendo a outtake mais famosa a que foi publicada recentemente no livro Xuxa (Toriba).



Igual mas diferente: quem participava do Xou da Xuxa em 1989 (de agosto em diante) ganhava um postal com a foto da capa (invertida)


Já os outros dois ensaios tiveram muitas fotos divulgadas, inclusive no #TBT da Xuxa. E também serviram como fotos de divulgação de brinquedos e linha escolar da Xuxa nos anos de 1989/1990.

Contracapa e postal: provavelmente os ensaios mais divulgados dos discos de Xuxa, as fotos serviram para brinquedos e até materiais escolares




🗺️Turnê
Claro que um disco com tanta divulgação e expectativa ao seu redor não ficaria sem sua própria turnê. A turnê “4º Xou da Xuxa” foi a mais cara já feita por um artista no Brasil até então: cerca de US$3 milhões, sendo metade bancada pela Sunshine Eventos e a outra metade pelos patrocinadores (Lojas Glória, Postos Atlantic, General Motors, Banco Econômico e Lãs Santista).


O figurino da turnê seguia um padrão, com figurinos bem parecidos


Xuxa era, em 1989, a única artista que usava o mesmo equipamento de luz e som em todas as apresentações para que a qualidade fosse impecável. Adjetivo que também pode ser empregado na cenografia. O palco era formado de três partes: a nave e mais duas partes que reproduziam o cenário do programa. Tudo era transportado por dez caminhões e duas carretas.

Ingresso para o show de Santos / SP - o terceiro da turnê



Foram 29 cidades de 17 estados, num total de 32 apresentações. O primeiro show aconteceu em São José dos Campos/SP no dia 5 de agosto e o último no dia 10 de dezembro em Porto Alegre/RS.

Os primeiros shows da turnê aconteceram em agosto
(05 - São José dos Campos-SP / 06 - Campinas -SP / 12 - Santos-SP / 13 - São Paulo-SP / 19 - Brasília -DF e 20 - Goiania-GO). Um show extra foi acrescentado no dia 8/10 em São Paulo.


Existiam dois palcos: um para estádios e outro para lugares menores, como por exemplo a casa de shows Olympia em São Paulo, que recebia Xuxa pela primeira vez. O palco maior media 288m² e pesava 25 toneladas e foi utilizado em 13 dos 31 shows. (Revista IstoÉ, 30/08/1989)



No repertório apenas 12 músicas da loira, o restante do tempo era dividido com convidados e, nos shows menores, com brincadeiras com a plateia. Ao total eram 2:20h de espetáculo! Entre os convidados musicais geralmente estavam Sérgio Mallandro, Paquitas, Andrea Veiga, Conrado, Trem da Alegria, Jane Duboc, Dr. Silvana e Robby Rosa.

Sérgio Mallandro foi um dos convidados do show do dia 08/10/1989, no Olympia (SP)


Curiosidade: foi a partir dessa turnê que a nave passou a ser levada para todos os lugares. Isso inclusive foi decisivo para que Xuxa assinasse contrato de exclusividade com a Sunshine Eventos. Só o esse cenário custo US$160 mil. “É a maior estrutura empresarial já montada para um artista no Brasil”, dizia, orgulhoso, Augusto Canô, dono da Sunshine (Jornal do Brasil 24/06/1989)

Xuxa recebe Augusto Canô, dono da Sunshine Eventos no Xou da Xuxa


⁉️Curiosidades
🤔No “Xou da Xuxa” de 02/06/1989, Michael Sullivan conta que 18 faixas foram gravadas para o disco e que, naquele momento, elas estavam em processo de escolha. Dois dias depois, começaram a tocar “Tindolelê”, “Vem Dançar Comigo”, “Remelexuxa” e “Dinda ou Dindinha

Sullivan e Massadas dão pistas sobre o disco no programa de 02/06/1989, mais de um mês antes do lançamento


Inicialmente a data de lançamento seria 25/06/1989, mas devido ao grande número de cópias encomendadas antecipadamente, o lançamento foi adiado em cerca de 15 dias.

✂️Cortes: os fãs sempre se questionaram sobre o porquê de muitas músicas serem cortadas no LP. Paulo Massadas nos explica: Naquela época, o formato principal era o LP, onde geralmente cabiam 12 faixas, esse era o padrão. Se você quer colocar 14, a edição das faixas é inevitável. Isso leva a outro fator: a qualidade de som do LP fica comprometida nas últimas faixas, pois tudo vai ficando comprimido. Inclusive, se você comparasse a primeira faixa com a última (naqueles LPs dos anos 80), iria notar que a qualidade da sonoridade caía uns 40%. O resultado é péssimo. A qualidade diminui gradativamente do começo para o fim, quanto mais larga é a circunferência, mais espaço existe para a agulha reproduzir, e no finalzinho a circunferência já é pequena, e ele (o disco) tem que enfiar toda aquela música naquele espaço. Daí a decisão da gravadora de cortar as músicas. Ou cortava ou cairia demais a qualidade. Ou então teria que colocar menos músicas.



A duração das faixas lançadas comercialmente(LP, CD, K7 ou streaming: todos com a mesma duração)


✂️Cortes parte 2: Falando em cortar, das 4 músicas teoricamente cortadas (Sullivan disse que eram 18, o disco tem 14), pelo menos duas nós sabemos o paradeiro: “A Música Não Pode Parar” e “Em Busca do Amor”. A primeira chegou a ser gravada por Xuxa, mas acabou descartada e foi lançada em 1991 no disco solo do ex-Paquito Alexandre, já a segunda virou uma espécie de música promocional da Dançalinha, calçado lançado pela Grendene em setembro de 1989.  A música foi editada num compacto que vinha de brinde para quem comprasse a sandalinha. Todas duas músicas são de autoria de Paulo Massadas e Michael Sullivan.




Em setembro de 1989, Xuxa atingiu a marca de 1000 exibições do programa Xou da Xuxa e para comemorar uma música, Mil Vezes Mil, foi composta. Embora fosse uma faixa feita especialmente para o programa especial, ela passou a integrar a set list da turnê a partir da exibição do programa.



🎼Num sorriso de criança encontrei a solução....
Toda vez que fazemos esses textos sobre os álbuns de Xuxa nos surpreendemos com o tanto de história que existe e que, para muita gente pode passar despercebida, pois é “só um disco da Xuxa” (como diriam essas pessoas).

Relendo as críticas do disco escritas por jornalistas como Maurício Kubrusly (Estado de São Paulo), Artur Xexeo, Chico Nelson ou João Máximo (Jornal do Brasil), vemos o quanto Xuxa, Sullivan e Massadas sofriam o preconceito da “elite”. “Disco ruim” – diz um, “Maria da Graça se esgoela em Milagre da Vida, chega a arranhar o ouvido” – reclama o outro, “Recado pra Xuxa é uma cabotina homenagem” – debocha um terceiro.

Nenhum foi capaz de ressaltar a vontade de que a luta contra as drogas (Alerta) fosse ouvida ou a inocência de uma fábula (Estrelinha, Dona Girafa), a importância de se cooperar com os outros (Conte Comigo), poder aprender brincando (PassatempoPrevisão do Tempo) ou simplesmente a intenção de fazer quem ouve feliz (Tindolelê, ). Nenhum! Nada!

Ah, mas eram adultos escrevendo” – alguém pode dizer. Esse texto que você está lendo também veio de um adulto... “Ah, mas é porque você lembra da sua infância e todo mundo gosta de sentir essa nostalgia” – pode alguém retrucar... Pode ser, mas preferimos acreditar que é porque nós sempre sorrimos ouvindo  cada música, antes ou hoje. E como diz a música, num sorriso de criança, ela encontrou a solução. E como ela nos fez/faz sorrir, por isso deu tão certo.



▶️Nosso agradecimento a Max Pierre, Paulo Sérgio Valle e César Costa Filho por nos ajudarem com suas lembranças e disponibilidade. E mais uma vez, nosso maior agradecimento a Paulo Massadas e Sandra que, sempre gentis, dedicam parte do seu tempo para nos ajudar a escrever a história daquilo que faz parte da NOSSA história. Muito obrigado!
Xuper Blog

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